
Numa das alíneas referentes ao desenvolvimento cultural, que deveria centrar-se nos espaços - Biblioteca – Museu , constava:
Está em curso uma profunda remodelação no funcionamento da Biblioteca e Museu Municipais. Contamos inaugurar dia 11 de Junho a sala
Eurico Gama – que acolheu o legado do escritor, investigador, etnólogo e historiador elvense de cerca de 6000 livros.
Para o efeito remodelou-se a instalação eléctrica, caiaram-se já algumas dependências, consertaram-se estantes.
Após a inauguração deste sector a Biblioteca continuará em obras para a criação da “Sala do Conto”compartimentação dos claustros para “Sala de Música”, arejamento de livros, remodelação de instalações sanitárias.
A posterior utilização como espaço vivo de cultura destas dependências melhoradas dependerá para o efeito de aquisição de aparelhagem de som – um fotocopiador – desumidificadores, e, até de um autocarro que possa permitir às crianças das freguesias o acesso à utilização das estruturas criadas e à comparticipação das actividades a elaborar – dadas as distâncias dos seus lares à cidade e a diferença entre os horários escolares e os horários das actividades a fomentar para levar a cidade à freguesia e a freguesia à cidade na procura de identificação e diferenças.
Seguiam-se a enumeração de dez objectivos principais, sendo o primeiro:
Pretende-se música ambiente (na Biblioteca no Museu) em torno do tema: - “um compositor por mês”
Dona Maria Elvira Vaz Serra Cabrita, conhecia o Plano Cultural que fora apresentado à Senhora Secretária de Estado da Cultura Doutora Teresa Patrício Gouveia e que havia merecido a visita a Elvas do Doutor Joaquim Roque Abrantes para expressar, pessoalmente, a aprovação e apreço em que fora tido, e , do qual, pela oportunidade, aqui agora se mostram a introdução e o enunciado das rubricas que o integravam.
![[comministrada+cultura.jpg]](http://1.bp.blogspot.com/_8Rg9XkLdBds/SA0r4B19LoI/AAAAAAAAMLo/ZC9Rdu34YAU/s1600/comministrada%2Bcultura.jpg)
.
Exposição Entregue À Senhora Secretária De Estado Da Cultura
Cultura
a) Introdução
b) Acções levadas a efeito durante o ano 1986 na Biblioteca
c)Acções levadas a efeito durante o ano 1986 no Museu
d)Principais Acções Culturais a levar a efeito durante o ano de
1987
e)Carências mais prementes na Biblioteca e no Museu
f) Algumas obras bastante carecidas de restauro
g) Obras com premente necessidade de serem editadas.
a) Introdução
A cidade de Elvas para ter o desenvolvimento Cultural
e Turístico de que necessita e merece deverá ser considerada no todo, como Cidade - Museu inter-muralhas, de modo que tudo nela se interligue, conjugue e funcione como peça única.
Dada a sua posição geográfica que a situa na Fronteira com Espanha, Elvas, deverá ser dotada de todas as condições para marcar desde logo as diferenças de cultura e maneira de estar no mundo, que definem os dois povos ibéricos – Português e Espanhol.
Elvas, pode e deve conviver longamente com o País vizinho, mas deverá ter condições para defender todo o seu património cultural identificador – muito especialmente a pureza da língua – tradições, história, música, usos, costumes, … etc, etc…
Torna-se pois evidente a urgência de olhar Elvas não como “ a última cidade que está lá para junto da fronteira com Espanha” – mas, sim, como a “primeira cidade” que os milhares de utilizadores da fronteira do Caia, encontram ao pisar terra Portuguesa. Elvas tem que ser radical a defender a sua condição de cidade Lusíada – porque é aqui que Portugal primeiro se mostra e se define.
“ Chave defensa escudo
Sou do Reino Lusitano
Freio sou do castelhano
Elvas sou e digo tudo”
Maria José Rijo

Informado o elenco camarário do resultado da visita, foi delegada na pessoa da Vereadora toda a responsabilidade na preparação das
Celebrações, com a obrigação, lógica, de ir comunicando à Câmara, a par e passo, todos os projectos de quanto se fosse organizando e decidindo.
Consultada Dona Maria Elvira Vaz Serra Cabrita, sobre as necessidades mais prementes, no campo musical na cidade de Elvas, e do que seria possível organizar para a preparação de uma recepção condigna a quantos nos visitassem, propôs de imediato que o Pelouro da Cultura providenciasse esforços para a formação de um Grupo Coral e que se usasse a oportunidade para se tentar, posteriormente conseguir a criação de uma Escola de Música.
A Câmara aplaudiu a ideia, deu parecer favorável.
Então, nas instalações do Turismo abriram-se as inscrições para os possíveis candidatos e, através da rádio local e dos jornais fez-se circular a notícia.
A adesão foi, pode dizer-se, notável.
Foram elementos fundadores do Grupo Coral na sua primeira aparição em publico no dia 30 de Maio de 1987 num Convívio Musical na sala Públia Hortênsia de Castro da Biblioteca Municipal.
Tenores:
Manuel Duarte
Diogo Santos
Diogo Santos
António Lopes
António Lopes
António Vinagre
Luís Santos
Lemitamen Santos
Contraltos:
Fernanda Velasques
Teresa Moita
Lurdes Vinagre
Susana Duarte
Ester Martins
Cláudia Jessica
Beatriz Feiticeiro
Joana Conceição
Aida Miguens
Emília Adriaça
Rosa Abrunheiro
Francelina Coelho
Valentina Marques
Sopranos:
Luísa Mata
Laura Miranda
Patrícia Duarte
Ana Maria Monteiro
Ana Joaquina Pinto
Maria Joana Mé
Rita Barradas
Teresa Esperança
Rosa Cidrais
Maria das Dores Romão
Joaquina Gonçalves
Carlota Cabaceira
Baixos:
José Luís Drogas
José Nunes
António Balsinhas
Alberto Marinho
Manuel Barroso
Manuel Figueira
Generosamente aceitou as funções de Maestro, sob a orientação de Dona Maria Elvira o, então ainda, estudante de Música do Conservatório de Badajoz - Carlos Velasques
Como nasceram a Escola de Música e o Coral Públia Hortênsia de Castro
.
O dia Mundial da Música foi celebrado na cidade de Elvas no ano de 1987.
Mais propriamente nos dias 1,2,e 3 do mês de Outubro desse ano.
A escolha das cidades, a eleger para o efeito, fazia-se por ordem alfabética. Em 86, fora Castelo Branco, a cidade eleita e, no prosseguimento desse critério, nesse mesmo ano, foi perguntado à Câmara de Elvas se lhe interessava dar guarida às comemorações de 1987.
Aceita a ideia, para melhor se avaliar dos preparativos necessários para o decurso de tais celebrações foi decidido que se deslocasse à cidade de Castelo Branco uma representação da Câmara de Elvas correspondendo assim ao convite que, para tanto, lhes havia sido enviado.
Designaram-se para o efeito a vereadora: Maria José Rijo - independente - que defendia, os pelouros da Cultura e Turismo e o Eng. Barrocas Guerra, que representava no elenco o partido Socialista, e, a quem foram atribuídos – Freguesias e desenvolvimento do Concelho – ambos vereadores sem vencimento. Por sugestão de Maria José Rijo, logo apoiada por Barrocas Guerra, procurou-se incluir nesta embaixada alguém com formação musical.
Assim, dado o apreço, e o reconhecimento geral, no meio, do saber e competência da professora de música Dona Maria Elvira Vaz Serra Cabrita, foi ela a pessoa escolhida, até porque, não se tratando de actividade lucrativa ou paga, de qualquer modo, só o amor à causa e a amizade poderiam unir em empreendimento de tamanha responsabilidade a distinta musicóloga e a vereadora.


Pareceu-me interessante, pela sua ligação ao tema tratado, referir também esta lista, com nomes de Bispos de Elvas, datada de 1851 – que para além da preciosa informação que contem – é um documento curioso, até, pela requintada caligrafia, bem ao estilo floriado da época.

1 - D. António Mendes de Carvalho
2 - D. António de Mattos de Noronha

3 - Rui Pires dos Vega
4 - D. Tr. Lourenço de Tavora
5 - D. Sebastião de Mattos

6 - D. Manuel da Cunha
7 - D. João de Mello Botelho
8 - D. Alexandre da Silva
9 - D. (Frei) Valerio de S. Raimundo

10 - D. Jerónimo Soares
11 - D. Bento de Beja
12 - D. António Pereira da Silva
13 - D. Tr. Pedro de Lencastre

15 - D. João de Sousa de Castello Branco
16 - D. Pedro de Vilas Boas
17 - D. Baltazar de Tavira e Villas Boas
18 - D. Lourenço de Lancastre

19 - D. João Teixeira de Carvalho
20 - D. Fr. Diogo de Jezuz Jardim
21 - D. Jozé da Costa Torres
22 - D. Joze Joaquim da Cunha Azevedo Coutinho

23 - D. Fr. Joaquim de Menezes e Ataíde
24 - D. Fr. Angelo de Nossa Senhora da Boa Morte

Diário do Sul
Regional
Terça-feira – 5 de Agosto de 2008
UM CASO LAMENTÁVEL:
O órgão da Sé de Elvas

Em Elvas, e ao que nos contou o Dr. Artur Goulard, o assunto é diferente e mesmo escandaloso. A história é assim: há vinte anos foi acordado com determinado organeiro proceder-se ao restauro do instrumento da Sé de Elvas. Acertou-se o custo e o técnico desmontou tudo
o interior do órgão levando consigo as diversas componentes destinadas à reparação e substituição. Só que posteriormente o artífice veio exigir um novo preço, situação que foi rejeitada pelo então IPPAR, que colocou o assunto
Depois disso nada mais se soube. Apenas que a caixa do órgão em Elvas continua vazia despojada dos seus pertences, e nada transpirou acerca do ponto da situação; do que é feito dos materiais levados da cidade raiana, e se o trabalho de recuperação virá ou não a ser feito.
Um mistério.
O Órgão, foi entregue ao Organeiro Senhor António Simões de Condeixa-a-nova em: 17 de Agosto de 1988
Contacto telefónico na época – 039-942119
A comissão de Defesa e Recuperação dos Órgãos Portugueses – sob cuja responsabilidade o trabalho seria
efectuado dependia do Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico que estava sob a direcção da
Sr.ª. Dr.ª. Nidia Maria Correia – segundo as informações que foi possível recolher.
…………
E a cidade e Elvas já se poderia ufanar de ter contribuído para a história da nossa música erguendo ao alto o precioso livro das FLORES DE MÚSICA
de Manuel Rodrigues Coelho. Mas verdade seja que não ficou por aqui.
Organizada a vida da diocese em 1572, como já ficou dito a música passou a ter em Elvas a existência efectiva quer na prática diária do canto do Ofício das Horas Canónicas por
parte do Cabido, quer no ensino que competia ao Mestre de Capela em cujas funções encontramos a obrigação de andar “ alguns caminhos” procurando dentro e fora dos muros da cidade, os moços que mostrassem aptidões para poderem ser ensinados na arte da música.
Assim nos 310 anos de Bispado a vida cultural em Elvas floresceu e todos os quadrantes, como se depreende pelos relatos da época.
Pode até afirmar-se sem sombra de exagero que a decadência da importância da cidade começa com a extinção infligida por
Pombal ao mandar encerrar em 1759 todos os colégios de ensino médio entre os quais o de Elvas, que funcionava onde

é hoje a Biblioteca Municipal, com a expulsão dos padres da Companhia
O Órgão da Sé, em questão, foi o último que para ela foi adquirido.

Neste passo a história de Elvas, para lá das glórias militares que lhe enfeitam o nome de festões coloridos e a revestem de capelas violáceas, encontra-se com outros motivos que lhe suavizam os graves aspectos bélicos.
A Catedral de Elvas é agora o pólo de atracção da Diocese. Todos os dias, a horas fixas consoante o tempo, o Cabido faz ouvir o canto da salmodia do Ofício Divino ao som dos órgãos tangidos por mestres de arte. Nos Domingos e dias solenes ouve-se a Capela dos Cantores cantando a polifonia do tempo sob a direcção do respectivo Mestre.
E a antiga Matriz da cidade, agora transformada
Entretanto sucedem-se os bispos, mudaram os serviçais e a vida da Catedral manteve como lhe competia, a sua vida específica até à extinção do bispado em 1882. Foram exactamente, 310 anos, após os quais, tudo foi esquecido, tudo foi abandonado como se, de facto, nada tivesse acontecido em Elvas nos domínios da arte da música”
São célebres e internacionalmente admiradas e conhecidas as obras do Padre Manuel Rodrigues Coelho que se afirmava elvense de nascimento no frontispício do seu livro – Flores de Música -
impressas em 1620 do qual constam 133 composições escritas para órgão ou harpa.
Vou usar “a lição” do
Senhor Cónego Alegria ao falar sobre a história da música em Elvas, para se entender ainda melhor, para além do valor real, o que simboliza o Órgão da Sé de Elvas, como património cultural, - até – do nosso País.

Passo a citar alguns excertos da sua notável palestra:
“…com efeito, (esta) história de Elvas… começa em 1513 com o alvará concedido pelo
Rei D. Manuel I, outorgando-lhe o título de cidade, título que implica automaticamente, por direito e, por vontade do Soberano, a promoção de Elvas a sede de bispado.
…….. Em 1571 foi, finalmente proposto para primeiro Bispo de Elvas D. António Mendes de Carvalho, sagrado na igreja de S. Vicente de Fora em Lisboa.
Fora em Lisboa, no terceiro domingo de Setembro de 1571.
O novo bispo não era um clérigo vulgar; fizera estudos em Paris e ensinara na Universidade de Coimbra. Entretanto nesta cidade competia-lhe organizar o seu bispado nos moldes de todos os outros da Cristandade
….Nesses tempos, era preocupação essencial e imediata, fornecer a Sé Catedral dos meios humanos e económicos para lhe dar independência suficiente para que a liturgia pudesse alcançar a solenidade prescrita pelas rubricas dos respectivos livros aprovados pela Autoridade de Roma. Para o conseguir faziam-se articulados legais obrigando as Capelas, assim como o artista que serviria a igreja.
Tudo foi feito exemplarmente por D. António Mendes de Carvalho e esses suplementos, felizmente, chegaram intactos aos nossos dias como normas que disciplinaram toda a actividade da nova Sé de Elvas.
Desejava-se o restauro do Órgão da Sé - Porquê?
Na época o mandato decorria sob o reconhecimento e valorização da cultura na formação do individuo e enobrecimento da sociedade, tentando despertar a Cidade para a recuperação de valores patrimoniais que pudessem restaurar “velhos” e importantes tradições da história local – tais como os concertos de órgão – e relembrar a importância que Elvas tivera no campo musical principalmente nos séculos XVI e XVII.
Tínhamos - até – emoldurado e posto na parede da sala de leitura o texto de Sophia de Mello Breyner Andersen
A cultura também é higiene, defesa do ambiente, defesa da Natureza. E, também as boas maneiras, a forma de pronunciar as palavras a forma de construir e habitar a cidade ou a aldeia, a forma de cultivar os campos, a forma de entender o trabalho. E, também a consciência da história e a consciência dos problemas e das possibilidades do presente.
Não é apenas a atenção que damos à luz, ao ar, à terra, à água, ás outras pessoas! O apoio às mulheres grávidas e à primeira infância, a recuperação e a integração dos deficientes são obrigações sociais mas são também actos criadores que definem a consciência cultural de uma sociedade.
Tendo pois que fazer escolha entre os órgãos das igrejas da cidade, ao ser beneficiado apenas um – teria de ser escolhido o precioso exemplar que a Sé possui.

De:
Instituto da Cultura e Coordenação Cientifica
Secretaria de Estado da Cultura
Instituto Português do Património Cultural
Instituto de José de Figueiredo
Para:
Exma Senhora
Presidente do Instituto Português do Património Cultural
Campo Grande, 83
1799 – Lisboa Codex
21 de Setembro de 1982
ASSUNTO: - Tratamento de Pinturas existentes na Sé de Elvas
Em referência ao oficio acima indicado, tenho a honra de informar V.Exª, de que as pinturas da Sé de Elvas foram examinadas no local em 12 de Abril último.
Embora não se torne urgente o seu restauro, terão de ser tratadas no Instituto, segundo uma ordem de prioridades a estabelecer e o tempo que houver disponível. Face ao grande número de trabalhos em curso nas oficinas.
Com os melhores cumprimentos.
O Conselho Directivo.
P:S: - As fotografias enviadas a título devolutivo, por serem necessárias à documentação do processo, só serão devolvidas depois da realização da brigada.
.
De:
Instituto Português do Património Cultural
Rua Ocidental ao Campo Grande, 83 – 1º Piso
(Edifício da Biblioteca Nacional)
1799 Lisboa Codex
Para:
Exmo. E Reverendo
Padre Joaquim José Carneiro de Mello
Avenida D. Sancho Manuel nº 22
7350 Elvas
18 de Outubro de 1982
ASSUNTO: - Tratamento de Pinturas existentes na Sé de Elvas
Com os melhores cumprimentos.
O Vice-Presidente
Justino Mendes de Almeida
..................

DE:
Instituto Português do Património Cultura
Departamento de Musicologia
Palácio Nacional da Ajuda
1300 Lisboa
PARA:
Exmo Senhor:
Pároco da Igreja de Nossa Senhora da Assunção (Sé)
7350 Elvas
8 de Março de 1984
ASSUNTO: - Restauro de Órgãos
Informo V. Exa. De que, devido aos condicionalismos financeiros actuais, não será possível, durante o corrente ano, encarar a possibilidade de restauro do órgão desse Monumento.
Com os melhores cumprimentos
O Vice-Presidente
Justino Mendes de Almeida
.
.
Presidência Do Conselho de Ministros
Secretaria de Estado da Cultura
Instituto Português do Património Cultural
Rua Ocidental ao Campo grande, 83 1º piso
(Edifício da Biblioteca Nacional)
1799 – Lisboa Codex
9 de Março de 1982
Exmo. Reverendo
Padre Joaquim José Carneiro de Melo
Av. D. Sancho Manuel, nº 21
7350 Elvas
Em referência à carta acima mencionada, solicito de V. Exa. Se digne enviar a estes Serviços, fotografias, se possível coloridas, das pinturas em causa, - Sé de Elvas -, a fim de se avaliar da possibilidade de restauro.
Com os melhores cumprimentos,
O Vice-Presidente,
Justino Mendes de Almeida
..

Elvas, 15 de Abril de 1982
Exmo. Senhor
Doutor Joaquim Mendes de Almeida
Digmo Vice-Presidente do Instituto Português do Património Cultural
Rua Ocidental ao Campo Grande, nº 83 – 1º Piso
1799 LISBOA CODEX
Respondendo à carta de V. Excia de 9 de Março de 1982, com a referência 82/11(24), envio inclusas as fotografias pedidas, sendo a do grande painel de Lorenzo Gramiera(1); e o de Santo António é atribuído a Bento Coelho da Silveira(2); e o autor do outro desconheço neste momento.
Agradeço muito a melhor atenção, que este assunto mereceu e subscrevo-me atenciosamente
O Pároco da Sé de Elvas
Padre Joaquim José Carneiro de Melo
.............
Juntei 4 fotografias:
Nossa Sra da Assunção(1)
Santo António (2)
Nossa Senhora das Vitórias(3)
Ex-Voto de Nossa Senhora de Guadalupe(4)

Revmo. Senhor
Padre Joaquim José Carneiro de Melo
Pároco de Nossa Senhora da Assunção
Elvas
27 de Março de 1981
Revmo. Senhor Prior
Agradecemos a carta de V.Reva. referente ao órgão da Sé de Elvas e também a interferência de Revmo. Cónego Dr. José Augusto Alegria.
Depois de consultar o nosso arquivo podemos informar o seguinte.
Em fins de 1959, há portanto 23 anos, fizemos uma estimativa para reparação do órgão, tendo a Direcção Dos Monumentos Nacionais mandado iniciar a obra.
Construímos um novo fole que foi transportado para aí e guardado na antiga casa dos foles.
No ano seguinte os trabalhos não continuaram, como estava previsto, julgamos que por falta de verba.
Quanto a nós, é-nos impossível tomar conta de qualquer trabalho antes do próximo ano.
Agradecendo mais uma vez, subscrevemo-nos muito atentamente
José Ramos Sampaio
Conhecedores das personalidades envolvidas e situados no tempo – Relembremos:
Quando tomou conhecimento da proposta para a recuperação do Órgão, foi a Comissão Organizadora – a nível local – contactada pelo saudoso Senhor Padre José Joaquim Carneiro de Melo (o Senhor Padre Melo como era carinhosamente conhecido na cidade) – congratulando-se com a proposta de tal realização e, pondo à disposição da dita Comissão, as provas dos esforços por si efectuados – em vão – com o mesmo louvável intento.

Elvas, 16 de Março de 1981
Exmo. Senhor:
Engenheiro João Sampaio
Digmo Organeiro Oficial dos Monumentos Oficiais
Travessa do Monte, nº 7
1100 Lisboa
Ando preocupado com o órgão da Sé de Elvas ( séc. 18), desde há alguns anos.
Dizem-me que, em tempos, levaram os foles para Lisboa, mas não me sabem dizer nem quem, nem para onde.
Com aquele peso e volume, a sua deslocação só poderia ter sido feita de acordo com OS EDIFICIOS E MONUMENTOS NACIONAIS.
Estão dezenas de tubos tirados, certamente com a intenção de os colocarem novamente.
Estão a ser cuidadosamente limpos do pó e recolocados pela mesma ordem…
Há dias, falando com o meu colega de Évora, Cónego Dr. José Augusto Alegria, sobre este assunto e solicitando-lhe colaboração, ele indicou-me V.Excia e foi perentório em afirmar que V.Excia ou me ajudaria a resolver o problema ou me indicaria o rumo certo, que deveria tomar. E é o que venho pedir-lhe.
Não me conformo que o órgão continue indefinidamente silenciado.
Ele deve ser igual ou parecido ao da Sé, digo, ao da Capela-mor da Sé de Évora, e é o único que temos na cidade com este porte.
Desde já agradeço a V.Excia toda a ajuda, que me possa dar e as indicações, que julgar mais úteis.
Subscreve-se, com muita consideração,
O Pároco de Nossa Senhora da Assunção (Sé), de Elvas
Padre Joaquim José Carneiro de Melo

Quando das celebrações em Elvas de - O dia Mundial da Música 1987 – que a Secretaria de Estado da Cultura e o Instituto Português do Património Cultural – patrocinaram no primeiro mandato da Câmara presidida pelo Dr. João Manuel Valente Carpinteiro – uma das contrapartidas que a cidade recebeu foi, para além da criação da Casa da Cultura, e do apoio à criação da Escola de Música, o “restauro do Órgão da Sé”, e, ainda a edição fac-similada do Cancioneiro de Manuel Joaquim - seu achador - ou de Públia Hortênsia de Castro, como é mais conhecido.

Eram ao tempo - Secretária de Estado da Cultura a Senhora Drª. Dona Teresa Patrício Gouveia.
Estava no departamento de Musicologia do IPPC o Senhor Dr. Humberto d´Ávila sendo Presidente do referido Instituto, o Senhor Engenheiro António Lamas.

Foram oradores oficiais das cerimónias a Senhora Profª Doutora Maria Augusta Barbosa, professora jubilada da Universidade Nova de Lisboa, (Departamento de Ciências Musicais, na altura docente da Faculdade de Letras de Lisboa, e, também na Universidade Autónoma de Lisboa “ Luís de Camões”( Universidade Particular)
E, também - O Senhor Cónego José Alegria, membro do Cabido da Sé de Évora, Sócio da Consotiatio Internationalis Musicae Sacrae, de Roma; Sócio correspondente da Academia Portuguesa de História; Sócio do Instituto Interamericano de Museologia (Uruguai); Sócio Honorário da Sociedade Brasileira de Musicologia; Sócio da Pontifícia Academia Mariana Internationalis, de Roma e membro da Sociedade Española da Musiologia e da Sociedade Portuguesa de Estudos Medievais.
.
“Deus quer – o homem sonha – a obra nasce”
Assim se passam nos trâmites do costume os acontecimentos.
Assim se passou na reabilitação do Forte de Santa Luzia.
Depois de anos e anos a apodrecer, foi cobiçado para uma pousada de turismo.
Uma Câmara pensou-lhe outro destino que o salvasse da ruína e não o transformasse em desleal competidor da sua vizinha Pousada de Santa Luzia.
Deus quis
Uma Câmara sonhou

Outra realizou.
Tudo bem – se quem realizar a obra, honrar a memória de quem teve o sonho que o guiou.
“Deus quer – o homem sonha – a obra nasce!
E... quando é do sonho – que Deus permite a uns – que a obra de outros – se erga – só repartindo – com justiça – os méritos a que, cada qual, tem direito – os feitos enobrecem quem os pratica.
Maria José Rijo

Lisboa 16 de Março de 1988
Exma. Senhora D. Maria José
Na sequência do telefonema que a Senhora D. Maria José teve a amabilidade de me fazer, não queria deixar de, por este meio, lhe dar conta do andamento dos vossos trabalhos.
Após as “cartas convites” rapidamente as entreguei aos destinatários. Todos eles foram unânimes em aceitar, tudo na ocasião tido oportunidade de conversar com cada um deles sobre o assunto.
Ficou assente o seguinte: O Prof. Rafael Moreira encontra-se em Itália, estando o seu regresso previsto para o dia 22 deste mês. Sendo assim, teríamos uma reunião conjunta de todos os colaboradores e deslocar-nos-íamos, logo a seguir, aí a Elvas, a fim de tomarmos contacto com a realidade.

Entretanto e a respeito da ausência do Prof. Rafael Moreira tive de, com os colaboradores restantes e com a APH.
(Associação dos Professores de História), Associação para o ensino Permanente e Associação dos Amigos dos Castelos, trocar algumas impressões com vista a definir coordenadas onde encontrasse o projecto.

Tenho em mente a definição de uma estrutura com características e dimensões magnificamente amplas para que se possa vir a construir como único em Portugal, com um impacto grande que ajuda a projectar Elvas, a todos os níveis, quer interna, quer internacionalmente.
Daí a importância desta fase de concepção, durante a qual tenho falado com toda agente, todas as instituições e todos os especialistas antes da elaboração definitiva do projecto. E daí também a razão porque parece estar tudo parado. Mas não está. Pode a Senhora D. Maria José estar tranquila que tudo se encontra encaminhado e em pleno andamento.
Quero acreditar que dentro de dois meses já estará o projecto pronto e bem definido. Depois será entregue ao arquitecto Canelhas que tentará adaptar todas aquelas ideias aos espaços existentes. Trata-se, no fundo, da tradução de uma ideia para um conjunto arquitectónico.
Terminado o projecto haverá igualmente um orçamento para os custos do mesmo.
A titulo particular posso informar ainda que me tenho debruçado igualmente sobre possíveis fontes de financiamentos, para o caso de algo poder falhar da vossa parte.
Sobre este assunto e devido ao melindre do mesmo prefiro falar pessoalmente com a Senhora D. Maria José quando for aí a Elvas.
Sendo assim, julgo que, antes do Verão estaremos prontos para arrancar com tudo, já com as ideias muito claras e definidas.

Conto talvez dentro de uma semana estar aí para, particularmente trocar algumas impressões, com a Senhora D. Maria José.
Beijo-lhe respeitosamente as suas mãos
Deus a guarde por muitos anos
Miguel Sanches Baena


LEITE RIO
7300 Portalegre
Exmo. Senhor:
Dr. Miguel Sanches Baena
Tal como solicitado por V.Exª e pelo Exº Senhor presidente da Câmara Municipal de Elvas, envio pela presente, algumas considerações e consequente proposta de honorários, para o projecto de recuperação de honorários, para o projecto de recuperação e adaptação do Forte de Santa Luzia em Elvas.
Esta proposta abrange as áreas do Desing de Equipamento e Comunicação, para além da produção de programas audiovisuais.
*
1- A diversidade dos trabalhos a realizar neste projecto é para além dos trabalhos gráficos e audiovisuais, de carácter imprevisível, dado o estado do imóvel e o tipo de intervenção no mesmo.
*
2- A interligação e multidisciplinaridade que caracteriza o projecto, obriga a estudos de conjunto e constantes adaptações do espaço e equipamento interior.
*
3 – O facto de grande parte dos trabalhos, especialmente a produção de equipamento interior, dever ser executado em Elvas, obriga a constantes deslocações para acompanhamento dos trabalhos e boa execução dos mesmos.
Assim, e pelas razões sumariamente atrás descritas, a existir desde a aprovação do ante projecto e que será consagrado com a empresa Manus Artis.
O ante projecto, será composto por peças desenhadas e descritivas para além de levantamento fotográfico, trabalho audiovisual explicativo e exposição do conjunto de propostas sectoriais.
Espero com estas considerações e propostas ter contribuído para um esclarecimento do nosso projecto comum e que muito me gostaria ver realizado. Para tal, considere-me V.Exª aberto à discussão da presente proposta que espere vá de acordo com o solicitado.
Com os melhores cumprimentos
Luís Fernando Correia Leite Rio


Com os melhores cumprimentos
junto lhe remeto a celebre estimativa orçamental
para o Forte de Santa Luzia.
O original seguiu para o Presidente.
Aproveito a oportunidade
para mandar um beijinho grande.
Miguel Baena

Estimativa orçamental para o trabalho de coordenação do projecto de recuperação e adaptação do Forte de Santa Luzia, em Elvas, por parte do responsável pelo mesmo, Miguel Sanches de Baena.
Esta estimativa abrange:
1— Concepção e estudo dos diferentes espaços culturais museológicos e acompanhamento da sua execução.
2 – Concepção e estudo das zonas arqueológicas e acompanhamento da sua execução.
3 – Concepção e estudo das áreas documentais e acompanhamento da sua execução.
4 – Articulação dos projectos definidos pelos restantes membros da equipe com as concepções especificadas.
5 – Definição das áreas turístico-culturais e sua concretização.
Miguel Sanches de Baena
Lisboa
Exmo. Senhor
Presidente da Câmara Municipal de Elvas
Assunto: Projecto de remodelação e adaptação do Forte de Santa Luzia – Elvas

Em aditamento a anteriores contactos sobre o assunto em epigrafe, venho por este meio comunicar a V.Exª o orçamento estimado pela equipe sob minha orientação, para elaboração, acompanhamento e conclusão de todos os trabalhos inerentes ao processo de reabilitação do aludido forte. (Não estão incluídos trabalhos de engenharia Civil e electrotécnica, contando para eles com os técnicos municipais).
Os diferentes vectores que compõem a resolução final do trabalho proposto, revestem-se de características particulares pelo que V. Exª poderá ficar em fotocópias anexas, os diferentes técnicos envolvidos no processo, apresentam distintas e justificadas propostas de honorários.
Como V. Exª se dignará verificar, exceptuando os trabalhos de arquitectura propriamente dita, (a cargo do Arquitecto Pedroso Lima) e que estão consagrados por decreto-lei, entenderem os restantes membros optar por uma solução de avença, convictos de que tal facto, contribuirá para a solução que todos gostaríamos de ver realizada.
Deus guarde V.Exª. por muitos anos
Miguel Sanches de Baena

“O Forte de Santa Luzia, a 400m da cidade, foi construído de 1641-87 sobre um outeiro que domina parte da praça.
O seu polígono de fortificação é um quadrado de 150m de lado, fortificado segundo o primeiro sistema Vauban, com revelins nas frentes, tudo cercado por estrada coberta e esplanadas, com três linhas de fossos”.
(Guia de Portugal 1927)
Entre o Forte de Santa Luzia e a cidade de Elvas passa a estrada Nacional nº 4 (Lisboa-Helsinquia) o que significa em termos actuais, dizer que entre a cidade e o Forte – se situam as principais portas da Europa – dado que entrando pela fronteira do Caia é a vista de Elvas a primeira, que, das cidades de Portugal se oferece.
Esta situação de privilégio faz pensar desde logo na necessidade de transformar o Forte de Santa Luzia num ex-líbris da cidade de Elvas que a vincule na memória de quem passa com o mesmo impacto que o faz o Aqueduto da Amoreira, que tal como o Forte, também beira a mesma importante via de comunicação.
Mas – recuperar o Forte como? –
E para quê?
Sabendo-se que o destino de qualquer imóvel que não recupere simultaneamente utilidade e vida, é de novo, a ruína, parece-nos premente afirmar o seguinte:
a) – Que a revitalização do Forte de Santa Luzia seja estudada com a minuciosa atenção que a recolocação de qualquer pedra de pormenor das suas muralhas
b) – Que aqueles que com a visita da sua elegante silhueta convivem desde o berço o sonham ver transformado em Museu de Arqueologia e história como fundo para actividades turísticas e culturais a promover nos seus espaços.
c) – Que a história ligada a esta fortaleza possa ser mostrada com figuração e som.
d) – Que se crie um espaço de atendimento para crianças com projecções tipo (asterix) para que os adultos possam livremente explorar outras actividades.
e) – Que se criem alguns focos de artesanato ligados à cavalaria, ferrador e correeiro (por exemplo)
f) – Que disponha de cavalariça e carros antigos para passeios de trem nas redondezas.
Guadiana e seus moinhos
Ponte da ajuda
Nascentes do Aqueduto e Museu de Ex-votos…
g) – Pavões nos fossos
h) – Pessoal vestido à moda da época da construção do Forte
i) – Mini-Restaurante-Bar – para refeições ligeiras – águas, chá, café, (doces tradicionais de Elvas)
j) – Sala para conferências
l) – Recuperação da capela
m) – A ponte levadiça deveria funcionar para acesso ao interior do Forte com “senha” e consequente protocolo.
n) – Nas noites de Verão, poderiam promover-se espectáculos de música ao ar livre no terraço superior de onde se tem uma soberba vista da cidade e dos campos vizinhos – para além do perfume dos pastos.
Em resumo, deveria ter as funções de uma estalagem medieval reportada aos nossos dias e de um museu vivo.
Assim, a traços largos, as linhas de base para um possível projecto cuja minúcia me transcende e no qual como já referi pessoalmente, se empenhou com entusiasmo o Sr. Dr. Miguel Sanches Baena.
Com os meus melhores cumprimentos sou muito atentamente
A Vereadora da Cultura e Turismo
Maria José Horta Travelho Rijo
(Câmara - 1986-1989)
BOLETIM MUNICIPAL
Nº 13 – Série II –
Março / Abril de 1988



O Dr. Licínio Cunha, Secretario de Estado do Turismo, esteve de visita ao concelho, durante cerca de 9 horas, a partir das 15 horas de 23 de Abril, um Sábado.

Este membro do Governo era acompanhado pelo Governador Civil do Distrito de Portalegre, Dr. António Teixeira, e foi recebido, em sessão de boas vindas no edifício dos Paços do Concelho pelo Presidente da Câmara e vereadores.





Pelo interesse e adesão conseguidos com a Iª Feira Internacional do Património - realizada em 17,18 e 19 de Outubro de 2008, no Centro de Negócios Transfronteiriço - ficou por demais evidente que é necessário revitalizar o Forte de Santa Luzia com as actividades que completariam o projecto da sua recuperação, levado a cabo por Rondão de Almeida e gizado, antes, num mandato de João Carpinteiro.

Em
Era então presidente da Câmara o Dr. João Carpinteiro.

Entre as potenciais riquezas turísticas da cidade visitou-se o Forte de Santa Luzia, cuja reutilização foi alvo dum cuidado estudo que, aqui “fica escrito”.

.CASA ONDE NASCEU EURICO GAMA
A CASA onde Eurico Gama nasceu
está em ruina.
A SALA que ele desejou foi
desmantelada

Resta sobre o seu túmulo
o voto expresso
no seu ex-libris
MORRA O HOMEM FIQUE A FAMA
..
Talvez nos possa ainda
restar alguma
esperança.
Maria José Rijo
. PROGRAMA-Cultura/Turismo ...
. PROGRAMA -Cultura/Turismo...
. PROGRAMA -Cultura/Turismo...
. PROGRAMA -Cultura/Turismo...
. PROGRAMA -Cultura/Turismo...
. PROGRAMA -Cultura/Turismo...
. PROGRAMA -Cultura/Turismo...
. PROGRAMA -Cultura/Turismo...
. PROGRAMA -Cultura/Turismo...
. PROGRAMA -Cultura/Turismo...
. PROGRAMA -Cultura/Turismo...
. PROGRAMA -Cultura/Turismo...
. PROGRAMA -Cultura/Turismo...
. PROGRAMA -Cultura/Turismo...
. PROGRAMA -Cultura/Turismo...
. Deambular
. Dina
. Volumen
. Wook
. Blogs da Casa
. O Forte da Graça
. Nº 1
. Nº 2
. Nº 3
. Nº 4
. Nº 5
. Nº 6
. Nº 7
. Nº 8
. Nº 9
. Nº 10
. Nº 11
. Nº 12
. Nº 13
. Nº 14
. Nº 15
. Nº 16
. Nº 17
. Quinta do Bispo
. Alarme
. Que não saia da mira o fulcro da questão
. Biblioteca M. de Elvas
. Cancioneira da Publia Hortensia
. De caminho para a sala Eurico Gama
. Passaram por esta biblioteca
. O Forte de Santa Luzia
. O Orgão da Sé
. Cartas
. ADENDA
. EscolaMusica/Coral
. Programa-1986-1989
@@@@@@@@@@
@@@@@@@@@@
@@@@@@@@@@@@@@@
A QUINTA DO BISPO
@@ANTÓNIO SARDINHA
@@@@@@@@@@@@@@@
Recuperação da Biblioteca
Municipal --
Mandato de 1986-1989
@@@
@@Eurico Gama
@@@@@@@@@@@@@
Ex-libris- Eurico Gama
@@@@@@
@@@@@@
@@
@@@@@@@@@@
Dr. Mário Soares
@@@@@@@@@@
Dr.Pires Antunes
@@@@@@@@@@
Drª Rosa Cidrais
@@@@@@@@@@
@@@@@@@@@@