Sexta-feira, 13 de Maio de 2016

Um testemunho

"Há quem diga que o passado nunca morre"

A propósito de uma "Conversa" com João Alves director do Jornal Linhas de Elvas onde foi

editada em 18- Fevereiro-2016, na rubrica "Testemunho de uma vida... " 

Recebi esta carta.

AFINAL - ainda há quem recorde.

Sempre vale a pena !

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Obrigada “Tia” Zé

Em 1988 fui convidada por a D. Maria José Rijo a entrar num projecto muito aliciante pois era pioneiro na cidade de Elvas. Consistia em abrir uma escola de Ballet integrado na escola de música, mas com muito poucos recursos.

A sala que era disponibilizada era muito pequena, e sem as características de uma sala normal de Ballet, o dinheiro escasseava por isso as minhas deslocações de Lisboa/ Elvas, as refeições e o alojamento seria a cargo da D. Maria José Rijo a titulo pessoal, mas a vontade desta Sra.. era tão grande e tão motivante que eu tive de aceitar, e foi dos trabalhos mais gratificantes que já tive! Fui completamente “adotada” por o casal Rijo, e essa amizade e carinho ficou para sempre!

A evolução de toda a escola durante os 5 anos em que fiz parte deste projecto , desde  as alunas a aparecerem em maior numero e conseguir passar-lhes o prazer de dançar , fazer com que a Câmara de Elvas acreditasse  cada vez mais no projecto e ir-nos proporcionando mais condições favoráveis foi memorável, e tudo isto devido a uma pessoa com um coração do tamanho do mundo e uma vontade gigante de superar todos os obstáculos, uma guerreira que enfrentou tudo e todos para que Elvas pudesse dar as crianças a oportunidade de conhecer e experimentar uma arte lindíssima que é o Ballet – a  D. Maria José Rijo! A ela devemos estar todos profundamente agradecidos! Espero que ao longo das gerações, todos os que foram alunos desta escola não se esqueçam de quem vos proporcionou tal prazer! Eu nunca me esquecerei e só tenho de agradecer em me ter escolhido para entrar nesta viagem consigo, OBRIGADA!

E espero que o Ballet continue sempre presente na linda cidade de ELVAS!


Aqui ficam algumas memórias desses 5 anos que guardo no coração.

 

Filipa Neuparth

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publicado por Maria José Rijo às 15:15
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Sexta-feira, 4 de Março de 2016

Conservação e Restauro dos Orgãos Históricos da Antiga Sé de Elvas

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publicado por Maria José Rijo às 22:51
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Sexta-feira, 27 de Novembro de 2015

As lembranças do Forte da Graça

 

Maria josé Rijo conta as suas Lembranças / Memórias  do Forte da Graça

http://fortegraca.aiaradc.org/estorias-do-forte/

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(( 1933 - 2015 = 82 anos ))

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sinto-me: Jose Rijo
música: Forte da Graça- 1934-2015
publicado por Maria José Rijo às 23:26
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Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011

PROGRAMA-Cultura/Turismo -1986-1989 -de Maria Jose Rijo - 29-30-31

 
 

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sinto-me: Programa -30-cultura e Turismo
música: de Maria José Rijo - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 00:15
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PROGRAMA -Cultura/Turismo - 1986-1989 - de Maria Jose Rijo - 27-28

 
 
 
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sinto-me: Programa -28-Cultura e Turismo
música: de Maria José Rijo - 1986-1989
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Domingo, 2 de Outubro de 2011

PROGRAMA -Cultura/Turismo - 1986-1989 - de Maria Jose Rijo - 25

 
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sinto-me: Programa -25-Cultura e Turismo
música: de Maria José Rijo - 1986-1989
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PROGRAMA -Cultura/Turismo - 1986-1989 - de Maria Jose Rijo - 23-24

 
 
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sinto-me: Programa -24-Cultura e Turismo
música: de Maria José Rijo - 1986-1989
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PROGRAMA -Cultura/Turismo - 1986-1989 - de Maria Jose Rijo - 22

sinto-me: Programa -22-Cultura e Turismo
música: de Maria José Rijo - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 00:24
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PROGRAMA -Cultura/Turismo - 1986-1989 - de Maria Jose Rijo - 21

sinto-me: Programa -21-Cultura e Turismo
música: de Maria José Rijo - 1986-1989
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PROGRAMA -Cultura/Turismo - 1986-1989 - de Maria Jose Rijo-20

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sinto-me: Programa -20-Cultura e Turismo
música: de Maria José Rijo - 1986-1989
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Sábado, 1 de Outubro de 2011

PROGRAMA -Cultura/Turismo - 1986-1989 - de Maria Jose Rijo-18-19

 
 
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sinto-me: Programa -19-Cultura e Turismo
música: de Maria José Rijo - 1986-1989
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PROGRAMA -Cultura/Turismo - 1986-1989 - de Maria Jose Rijo-16-17

 
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sinto-me: Programa -17-Cultura e Turismo
música: de Maria José Rijo - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 00:47
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Sexta-feira, 30 de Setembro de 2011

PROGRAMA -Cultura/Turismo - 1986-1989 - de Maria Jose Rijo-14-15

 
 
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sinto-me: Programa -15-Cultura e Turismo
música: de Maria José Rijo - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 00:01
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Quinta-feira, 29 de Setembro de 2011

PROGRAMA -Cultura/Turismo - 1986-1989 - de Maria Jose Rijo-12-13

 
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sinto-me: Programa 12/-Cultura e Turismo
música: de Maria José Rijo - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 23:36
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PROGRAMA -Cultura/Turismo - 1986-1989 - de Maria Jose Rijo-10-11

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sinto-me: Programa -10-Cultura e Turismo
música: de Maria José Rijo - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 23:21
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Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011

PROGRAMA -Cultura/Turismo - 1986-1989 - de Maria Jose Rijo-8/9

 
 
 
 
 
 
 
 
sinto-me: Programa -8-Cultura e Turismo
música: de Maria José Rijo - 1986-1989
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PROGRAMA -Cultura/Turismo - 1986-1989 - de Maria Jose Rijo-6/7

 

 

 
 
sinto-me: Programa -6-Cultura e Turismo
música: de Maria José Rijo - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 22:52
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PROGRAMA -Cultura/Turismo - 1986-1989 - de Maria Jose Rijo-5

 
 
 
 
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sinto-me: Programa -4-Cultura e Turismo
música: de Maria José Rijo - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 00:36
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PROGRAMA -Cultura/Turismo - 1986-1989 - de Maria Jose Rijo-3/4

 
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sinto-me: Programa 3/4-Cultura e Turismo
música: de Maria José Rijo - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 00:23
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Terça-feira, 27 de Setembro de 2011

PROGRAMA -Cultura/Turismo - 1986-1989 - de Maria Jose Rijo-3

 
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sinto-me: Programa -3-Cultura e Turismo
música: de Maria José Rijo - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 00:26
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PROGRAMA -Cultura/Turismo - 1986-1989 - de Maria Jose Rijo - 2

 
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sinto-me: Programa -2-Cultura e Turismo
música: de Maria José Rijo - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 00:23
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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011

PROGRAMA -Cultura/Turismo - 1986-1989 - de Maria Jose Rijo

 
 
 
 
 
sinto-me: Programa -1-Cultura e Turismo
música: de Maria José Rijo - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 23:56
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Segunda-feira, 5 de Julho de 2010

Como nasceram a Escola de Música e o Coral Públia Hortênsia de Castro - IV

 

Numa das alíneas referentes ao desenvolvimento cultural, que deveria centrar-se nos espaços - Biblioteca – Museu , constava:

Está em curso uma profunda remodelação no funcionamento da Biblioteca e Museu Municipais. Contamos inaugurar dia 11 de Junho a sala Eurico Gama – que acolheu o legado do escritor, investigador, etnólogo e historiador elvense de cerca de 6000 livros.

Para o efeito remodelou-se a instalação eléctrica, caiaram-se já algumas dependências, consertaram-se estantes.

Após a inauguração deste sector a Biblioteca continuará em obras para a criação da “Sala do Conto”compartimentação dos claustros para “Sala de Música”, arejamento de livros, remodelação de instalações sanitárias.

A posterior utilização como espaço vivo de cultura destas dependências melhoradas dependerá para o efeito de aquisição de aparelhagem de som – um fotocopiador – desumidificadores, e, até de um autocarro que possa permitir às crianças das freguesias o acesso à utilização das estruturas criadas e à comparticipação das actividades a elaborar – dadas as distâncias dos seus lares à cidade e a diferença entre os horários escolares e os horários das actividades a fomentar para levar a cidade à freguesia e a freguesia à cidade na procura de identificação e diferenças.

 

Seguiam-se a enumeração de dez objectivos principais, sendo o primeiro:

Pretende-se música ambiente (na Biblioteca no Museu) em torno do tema: - “um compositor por mês”

sinto-me: escola musica- Coral P. H. de
música: de Elvas
publicado por Maria José Rijo às 10:17
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Sexta-feira, 25 de Junho de 2010

Como nasceram a Escola de Música e o Coral Públia Hortênsia de Castro - III

Dona Maria Elvira Vaz Serra Cabrita, conhecia o Plano Cultural que fora apresentado à Senhora Secretária de Estado da Cultura Doutora Teresa Patrício Gouveia e que havia merecido a visita a Elvas do Doutor Joaquim Roque Abrantes para expressar, pessoalmente, a aprovação e apreço em que fora tido, e , do qual, pela oportunidade, aqui agora se mostram a introdução e o enunciado das rubricas que o integravam.

 

 

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Exposição Entregue À Senhora Secretária De Estado Da Cultura

 

Cultura

a) Introdução

 

b) Acções levadas a efeito durante o ano 1986 na Biblioteca

 

c)Acções levadas a efeito durante o ano 1986 no Museu

 

d)Principais Acções Culturais a levar a efeito durante o ano de

1987

 

e)Carências mais prementes na Biblioteca e no Museu

 

f) Algumas obras bastante carecidas de restauro

 

g) Obras com premente necessidade de serem editadas.

 

 

a) Introdução

 

                  A cidade de Elvas para ter o desenvolvimento Cultural

e Turístico de que necessita e merece deverá ser considerada no todo, como Cidade - Museu inter-muralhas, de modo que tudo nela se interligue, conjugue e funcione como peça única.

                   Dada a sua posição geográfica que a situa na Fronteira com Espanha, Elvas, deverá ser dotada de todas as condições para marcar desde logo as diferenças de cultura e maneira de estar no mundo, que definem os dois povos ibéricos – Português e Espanhol.

                    Elvas, pode e deve conviver longamente com o País vizinho, mas deverá ter condições para defender todo o seu património cultural identificador – muito especialmente a pureza da língua – tradições, história, música, usos, costumes, … etc, etc…   

                      Torna-se pois evidente a urgência de olhar Elvas não como “ a última cidade que está lá para junto da fronteira com Espanha” – mas, sim, como a “primeira cidade” que os milhares de utilizadores da fronteira do Caia, encontram ao pisar terra Portuguesa. Elvas tem que ser radical a defender a sua condição de cidade Lusíada – porque é aqui que Portugal primeiro se mostra e se define.

 

“ Chave defensa escudo

Sou do Reino Lusitano

Freio sou do castelhano

Elvas sou e digo tudo”

 

 Maria José Rijo

sinto-me: escola musica/Coral
publicado por Maria José Rijo às 14:51
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Quinta-feira, 17 de Junho de 2010

Como nasceram a Escola de Música e o Coral Públia Hortênsia de Castro - II

Informado o elenco camarário do resultado da visita, foi delegada na pessoa da Vereadora toda a responsabilidade na preparação das

Celebrações, com a obrigação, lógica, de ir comunicando à Câmara, a par e passo, todos os projectos de quanto se fosse organizando e decidindo.

Consultada Dona Maria Elvira Vaz Serra Cabrita, sobre as necessidades mais prementes, no campo musical na cidade de Elvas, e do que seria possível organizar para a preparação de uma recepção condigna a quantos nos visitassem, propôs de imediato que o Pelouro da Cultura providenciasse esforços para a formação de um Grupo Coral e que se usasse a oportunidade para se tentar, posteriormente conseguir a criação de uma Escola de Música.

A Câmara aplaudiu a ideia, deu parecer favorável.

Então, nas instalações do Turismo abriram-se as inscrições para os possíveis candidatos e, através da rádio local e dos jornais fez-se circular a notícia.

A adesão foi, pode dizer-se, notável.

 

Foram elementos fundadores do Grupo Coral na sua primeira aparição em publico no dia 30 de Maio de 1987 num Convívio Musical na sala Públia Hortênsia de Castro da Biblioteca Municipal.

 

Tenores:

Manuel Duarte

Diogo Santos

Diogo Santos

António Lopes

António Lopes

António Vinagre

Luís Santos

Lemitamen Santos

 

Contraltos:

Fernanda Velasques

Teresa Moita

Lurdes Vinagre

Susana Duarte

Ester Martins

Cláudia Jessica

Beatriz Feiticeiro

Joana Conceição

Aida Miguens

Emília Adriaça

Rosa Abrunheiro

Francelina Coelho

Valentina Marques

 

Sopranos:

Luísa Mata

Laura Miranda

Patrícia Duarte

Ana Maria Monteiro

Ana Joaquina Pinto

Maria Joana Mé

Rita Barradas

Teresa Esperança

Rosa Cidrais

Maria das Dores Romão

Joaquina Gonçalves

Carlota Cabaceira

 

Baixos:

José Luís Drogas

José Nunes

António Balsinhas

Alberto Marinho

Manuel Barroso

Manuel Figueira

 

 

Generosamente aceitou as funções de Maestro, sob a orientação de Dona Maria Elvira o, então ainda, estudante de Música do Conservatório de Badajoz - Carlos Velasques

sinto-me: Escola de Musica
música: Coral Publia Hortensia de Castro
publicado por Maria José Rijo às 21:55
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Sexta-feira, 4 de Junho de 2010

Como nasceram a Escola de Música e o Coral Públia Hortênsia de Castro - I

Como nasceram a Escola de Música e o Coral Públia Hortênsia de Castro

 .

O dia Mundial da Música foi celebrado na cidade de Elvas no ano de 1987.

Mais propriamente nos dias 1,2,e 3 do mês de Outubro desse ano.

A escolha das cidades, a eleger para o efeito, fazia-se por ordem alfabética. Em 86, fora Castelo Branco, a cidade eleita e, no prosseguimento desse critério, nesse mesmo ano, foi perguntado à Câmara de Elvas se lhe interessava dar guarida às comemorações de 1987.

 

 Aceita a ideia, para melhor se avaliar dos preparativos necessários para o decurso de tais celebrações foi decidido que se deslocasse à cidade de Castelo Branco uma representação da Câmara de Elvas correspondendo assim ao convite que, para tanto, lhes havia sido enviado. 

 

Designaram-se para o efeito a vereadora: Maria José Rijo - independente - que defendia,  os pelouros da Cultura e Turismo e o Eng. Barrocas Guerra, que representava no elenco o partido Socialista, e, a quem foram atribuídos – Freguesias e desenvolvimento do Concelho – ambos vereadores sem vencimento. Por sugestão de Maria José Rijo, logo apoiada por Barrocas Guerra, procurou-se incluir nesta embaixada alguém com formação musical.

 

Assim, dado o apreço, e o reconhecimento geral, no meio, do saber e competência da professora de música Dona Maria Elvira Vaz Serra Cabrita, foi ela a pessoa escolhida, até porque, não se tratando de actividade lucrativa ou paga, de qualquer modo, só o amor à causa e a amizade poderiam unir em empreendimento de tamanha responsabilidade a distinta musicóloga e a vereadora.

sinto-me: Escola de Musica de Musica
música: Coral Publia Hortensia de Castro
publicado por Maria José Rijo às 12:12
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Como nasceram a Escola de Música e o Coral Públia Hortênsia de Castro

Como nasceram a Escola de Música e o Coral Públia Hortênsia de Castro
sinto-me: Como nasceram
música: a Escola de Música e o Coral Públia Hortênsia
publicado por Maria José Rijo às 11:59
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Terça-feira, 7 de Abril de 2009

A Sé de Elvas

 

sinto-me: Igreja da Sé
música: O Orgão da Sé
publicado por Maria José Rijo às 22:19
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Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

ADENDA

Pareceu-me interessante, pela sua ligação ao tema tratado, referir também esta lista, com nomes de Bispos de Elvas, datada de 1851 – que para além da preciosa informação que contem – é um documento curioso, até, pela requintada caligrafia, bem ao estilo floriado da época.

1 - D. António Mendes de Carvalho

2 - D. António de Mattos de Noronha

3 - Rui Pires dos Vega

4 - D. Tr. Lourenço de Tavora

5 - D. Sebastião de Mattos

6 - D. Manuel da Cunha

7 - D. João de Mello Botelho

8 - D. Alexandre da Silva

9 - D. (Frei) Valerio de S. Raimundo

 

sinto-me: Bispos de Elvas
publicado por Maria José Rijo às 22:42
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Adenda...

10 - D. Jerónimo Soares

11 - D. Bento de Beja

12  - D. António Pereira da Silva

13 - D. Tr. Pedro de Lencastre

 

15 - D. João de Sousa de Castello Branco

16 - D. Pedro de Vilas Boas

17 - D. Baltazar de Tavira e Villas Boas

18 - D. Lourenço de Lancastre

19 - D. João Teixeira de Carvalho

20 - D. Fr. Diogo de Jezuz Jardim

21 - D. Jozé da Costa Torres

22 - D. Joze Joaquim da Cunha Azevedo Coutinho

23 - D. Fr. Joaquim de Menezes e Ataíde

24 - D. Fr. Angelo de Nossa Senhora da Boa Morte

sinto-me: Bispos de Elvas
música: Bispos de Elvas (Sé de Elvas)
publicado por Maria José Rijo às 22:21
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Domingo, 5 de Abril de 2009

No Linhas de Elvas

 

http://linhasdeelvas.net/

sinto-me: O Orgão da Sé de Elvas
música: Jornal Linhas de Elvas
publicado por Maria José Rijo às 18:41
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Sábado, 4 de Abril de 2009

Noticia - no Diário do Sul

 

Diário do Sul

Regional

Terça-feira – 5 de Agosto de 2008

 

UM CASO LAMENTÁVEL:

O órgão da Sé de Elvas

 

Em Elvas, e ao que nos contou o Dr. Artur Goulard, o assunto é diferente e mesmo escandaloso. A história é assim: há vinte anos foi acordado com determinado organeiro proceder-se ao restauro do instrumento da Sé de Elvas. Acertou-se o custo e o técnico desmontou tudo

 

o interior do órgão levando consigo as diversas componentes destinadas à reparação e substituição. Só que posteriormente o artífice veio exigir um novo preço, situação que foi rejeitada pelo então IPPAR, que colocou o assunto em Tribunal. A pendência manteve-se na justiça até ao veredicto ser pronunciado há dois anos, e dando razão ao IPPAR.

Depois disso nada mais se soube. Apenas que a caixa do órgão em Elvas continua vazia despojada dos seus pertences, e nada transpirou acerca do ponto da situação; do que é feito dos materiais levados da cidade raiana, e se o trabalho de recuperação virá ou não a ser feito.

Um mistério.

 

sinto-me:
publicado por Maria José Rijo às 22:57
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Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

Nota final

 

O Órgão, foi entregue ao Organeiro Senhor António Simões de Condeixa-a-nova em: 17 de Agosto de 1988

Contacto telefónico na época – 039-942119

A comissão de Defesa e Recuperação dos Órgãos Portugueses – sob cuja responsabilidade o trabalho seria

efectuado dependia do Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico que estava sob a direcção da

Sr.ª. Dr.ª. Nidia Maria Correia – segundo as informações que foi possível recolher.

sinto-me:
publicado por Maria José Rijo às 23:30
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Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

A Aquisição do Orgão...

…………

E a cidade e Elvas já se poderia ufanar de ter contribuído para a história da nossa música erguendo ao alto o precioso livro das FLORES DE MÚSICA Capade Manuel Rodrigues Coelho. Mas verdade seja que não ficou por aqui.

 

Organizada a vida da diocese em 1572, como já ficou dito a música passou a ter em Elvas a existência efectiva quer na prática diária do canto do Ofício das Horas Canónicas por

                      Noa

 parte do Cabido, quer no ensino que competia ao Mestre de Capela em cujas funções encontramos a obrigação de andar “ alguns caminhos” procurando dentro e fora dos muros da cidade, os moços que mostrassem aptidões para poderem ser ensinados na arte da música.

            

Assim nos 310 anos de Bispado a vida cultural em Elvas floresceu e todos os quadrantes, como se depreende pelos relatos da época.

Pode até afirmar-se sem sombra de exagero que a decadência da importância da cidade começa com a extinção infligida por

               Sebastião José de Carvalho e Melo, Conde de Oeiras e Marquês de Pombal

 Pombal ao mandar encerrar em 1759 todos os colégios de ensino médio entre os quais o de Elvas, que funcionava onde

 

é hoje a Biblioteca Municipal, com a expulsão dos padres da Companhia de Jesus, e rematada com a extinção do seu bispado em 1882.

 

 O Órgão da Sé, em questão, foi o último que para ela foi adquirido.

 Foi promotor da sua aquisição o Exº e Reverendíssimo Senhor Dom Lourenço de Lancastre – Bispo de Elvas – corria o ano de 1769.

 

sinto-me:
publicado por Maria José Rijo às 21:11
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Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

A Catedral de Elvas...

Neste passo a história de Elvas, para lá das glórias militares que lhe enfeitam o nome de festões coloridos e a revestem de capelas violáceas, encontra-se com outros motivos que lhe suavizam os graves aspectos bélicos.

 A Catedral de Elvas é agora o pólo de atracção da Diocese. Todos os dias, a horas fixas consoante o tempo, o Cabido faz ouvir o canto da salmodia do Ofício Divino ao som dos órgãos tangidos por mestres de arte. Nos Domingos e dias solenes ouve-se a Capela dos Cantores cantando a polifonia do tempo sob a direcção do respectivo Mestre.

E a antiga Matriz da cidade, agora transformada em Sé Catedral, construída por Mestre Francisco Arruda em tempos del-Rei D. Manuel, regurgita de elvenses que ali acorrem levados pela novidade do clima artístico que era apanágio de todas as Sés Catedrais.

Entretanto sucedem-se os bispos, mudaram os serviçais e a vida da Catedral manteve como lhe competia, a sua vida específica até à extinção do bispado em 1882. Foram exactamente, 310 anos, após os quais, tudo foi esquecido, tudo foi abandonado como se, de facto, nada tivesse acontecido em Elvas nos domínios da arte da música”

São célebres e internacionalmente admiradas e conhecidas as obras do Padre Manuel Rodrigues Coelho que se afirmava elvense de nascimento no frontispício do seu livro – Flores de Música  Capa impressas em 1620 do qual constam 133 composições escritas para órgão ou harpa.

 

sinto-me: Igreja da Sé
publicado por Maria José Rijo às 21:07
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Terça-feira, 31 de Março de 2009

O que simboliza o Órgão da Sé de Elvas

Vou usar “a lição” do Senhor Cónego Alegria ao falar sobre a história da música em Elvas, para se entender ainda melhor, para além do valor real, o que simboliza o Órgão da Sé de Elvas, como património cultural, - até – do nosso País.

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Passo a citar alguns excertos da sua notável palestra:

                       

“…com efeito, (esta) história de Elvas… começa em 1513 com o alvará concedido pelo Rei D. Manuel I, outorgando-lhe o título de cidade, título que implica automaticamente, por direito e, por vontade do Soberano, a promoção de Elvas a sede de bispado.

 

…….. Em 1571 foi, finalmente proposto para primeiro Bispo de Elvas D. António Mendes de Carvalho, sagrado na igreja de S. Vicente de Fora em Lisboa.

Fora em Lisboa, no terceiro domingo de Setembro de 1571.

O novo bispo não era um clérigo vulgar; fizera estudos em Paris e ensinara na Universidade de Coimbra. Entretanto nesta cidade competia-lhe organizar o seu bispado nos moldes de todos os outros da Cristandade

….Nesses tempos, era preocupação essencial e imediata, fornecer a Sé Catedral dos meios humanos e económicos para lhe dar independência suficiente para que a liturgia pudesse alcançar a solenidade prescrita pelas rubricas dos respectivos livros aprovados pela Autoridade de Roma. Para o conseguir faziam-se articulados legais obrigando as Capelas, assim como o artista que serviria a igreja.

Tudo foi feito exemplarmente por D. António Mendes de Carvalho e esses suplementos, felizmente, chegaram intactos aos nossos dias como normas que disciplinaram toda a actividade da nova Sé de Elvas.

sinto-me: Orgão da sé
música: A igreja da sé
publicado por Maria José Rijo às 23:11
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Segunda-feira, 30 de Março de 2009

Desejava-se o restauro do Órgão da Sé - Porquê?

Desejava-se o restauro do Órgão da Sé - Porquê?

Na época o mandato decorria sob o reconhecimento e valorização da cultura na formação do individuo e enobrecimento da sociedade, tentando despertar a Cidade para a recuperação de valores patrimoniais que pudessem restaurar “velhos” e importantes tradições da história local – tais como os concertos de órgão – e relembrar a importância que Elvas tivera no campo musical principalmente nos séculos XVI e XVII.

Tínhamos - até – emoldurado e posto na parede da sala de leitura o texto de Sophia de Mello Breyner Andersen

 

A cultura também é higiene, defesa do ambiente, defesa da Natureza. E, também as boas maneiras, a forma de pronunciar as palavras a forma de construir e habitar a cidade ou a aldeia, a forma de cultivar os campos, a forma de entender o trabalho. E, também a consciência da história e a consciência dos problemas e das possibilidades do presente.

Não é apenas a atenção que damos à luz, ao ar, à terra, à água, ás outras pessoas! O apoio às mulheres grávidas e à primeira infância, a recuperação e a integração dos deficientes são obrigações sociais mas são também actos criadores que definem a consciência cultural de uma sociedade.

 

Tendo pois que fazer escolha entre os órgãos das igrejas da cidade, ao ser beneficiado apenas um – teria de ser escolhido o precioso exemplar que a Sé possui.

sinto-me: Porquê???
música: O orgão da Sé
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Domingo, 29 de Março de 2009

Cartas do Sr.Padre Melo

De:

Instituto da Cultura e Coordenação Cientifica

Secretaria de Estado da Cultura

Instituto Português do Património Cultural

Instituto de José de Figueiredo

 

Para:

Exma Senhora

Presidente do Instituto Português do Património Cultural

Campo Grande, 83

1799 – Lisboa Codex

 

21 de Setembro de 1982

ASSUNTO: - Tratamento de Pinturas existentes na Sé de Elvas

 

Em referência ao oficio acima indicado, tenho a honra de informar V.Exª, de que as pinturas da Sé de Elvas foram examinadas no local em 12 de Abril último.

Embora não se torne urgente o seu restauro, terão de ser tratadas no Instituto, segundo uma ordem de prioridades a estabelecer e o tempo que houver disponível. Face ao grande número de trabalhos em curso nas oficinas.

Com os melhores cumprimentos.

 

O Conselho Directivo.

 

 

P:S: - As fotografias enviadas a título devolutivo, por serem necessárias à documentação do processo, só serão devolvidas depois da realização da brigada.

 

.

 

De:

Instituto Português do Património Cultural

Rua Ocidental ao Campo Grande, 83 – 1º Piso

(Edifício da Biblioteca Nacional)

1799 Lisboa Codex

 

Para:

Exmo. E Reverendo

Padre Joaquim José Carneiro de Mello

Avenida D. Sancho Manuel nº 22

7350 Elvas

 

18 de Outubro de 1982

ASSUNTO: - Tratamento de Pinturas existentes na Sé de Elvas

 Em referencia ao assunto  em epigrafe, cumpre-me levat ao conhecimento de V. Reverência, para os devidos efeitos, fotocópia da informação prestada sobre o assunto pelo Instituto de José de Figueiredo.

Com os melhores cumprimentos.

 

O Vice-Presidente

Justino Mendes de Almeida

 

..................

 

 

DE:

Instituto Português do Património Cultura

Departamento de Musicologia

Palácio Nacional da Ajuda

1300 Lisboa

 

PARA:

Exmo Senhor:

Pároco da Igreja de Nossa Senhora da Assunção (Sé)

7350 Elvas

 

8 de Março de 1984

ASSUNTO: - Restauro de Órgãos

 

Informo V. Exa. De que, devido aos condicionalismos financeiros actuais, não será possível, durante o corrente ano, encarar a possibilidade de restauro do órgão desse Monumento.

 

Com os melhores cumprimentos

 

O Vice-Presidente

Justino Mendes de Almeida

 

 

 

sinto-me:
música: Cartas do Padre Melo
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Sábado, 28 de Março de 2009

Cartas...

.

.

Presidência Do Conselho de Ministros

Secretaria de Estado da Cultura

Instituto Português do Património Cultural

Rua Ocidental ao Campo grande, 83 1º piso

(Edifício da Biblioteca Nacional)

1799 – Lisboa Codex

9 de Março de 1982

 

Exmo. Reverendo

Padre Joaquim José Carneiro de Melo

Av. D. Sancho Manuel, nº 21

7350 Elvas

 

Em referência à carta acima mencionada, solicito de V. Exa. Se digne enviar a estes Serviços, fotografias, se possível coloridas, das pinturas em causa, - Sé de Elvas -, a fim de se avaliar da possibilidade de restauro.

 

Com os melhores cumprimentos,

 

O Vice-Presidente,

Justino Mendes de Almeida

 

 

 

..

 

 

 

 

Elvas, 15 de Abril de 1982

 

Exmo. Senhor

Doutor Joaquim Mendes de Almeida

Digmo Vice-Presidente do Instituto Português do Património Cultural

Rua Ocidental ao Campo Grande, nº 83 – 1º Piso

1799 LISBOA CODEX

 

Respondendo à carta de V. Excia de 9 de Março de 1982, com a referência 82/11(24), envio inclusas as fotografias pedidas, sendo a do grande painel de Lorenzo Gramiera(1); e o de Santo António é atribuído a Bento Coelho da Silveira(2); e o autor do outro desconheço neste momento.

 

Agradeço muito a melhor atenção, que este assunto mereceu e subscrevo-me atenciosamente

 

O Pároco da Sé de Elvas

Padre Joaquim José Carneiro de Melo

 

.............

Juntei 4 fotografias:

Nossa Sra da Assunção(1)

Santo António (2)

Nossa Senhora das Vitórias(3)

 

Ex-Voto de Nossa Senhora de Guadalupe(4)

 

sinto-me:
música: Cartas do Padre Melo
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Sexta-feira, 27 de Março de 2009

O Orgão da Sé

Revmo. Senhor

Padre Joaquim José Carneiro de Melo

Pároco de Nossa Senhora da Assunção

Elvas

27 de Março de 1981

 

Revmo. Senhor Prior

Agradecemos a carta de V.Reva. referente ao órgão da Sé de Elvas e também a interferência de Revmo. Cónego Dr. José Augusto Alegria.

Depois de consultar o nosso arquivo podemos informar o seguinte.

Em fins de 1959, há portanto 23 anos, fizemos uma estimativa para reparação do órgão, tendo a Direcção Dos Monumentos Nacionais mandado iniciar a obra.

Construímos um novo fole que foi transportado para aí e guardado na antiga casa dos foles.

No ano seguinte os trabalhos não continuaram, como estava previsto, julgamos que por falta de verba.

Quanto a nós, é-nos impossível tomar conta de qualquer trabalho antes do próximo ano.

 

Agradecendo mais uma vez, subscrevemo-nos muito atentamente

 

José Ramos Sampaio

 

sinto-me: Carta - 2
música: Orgão da Sé - 3
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Quinta-feira, 26 de Março de 2009

Relembremos

Conhecedores das personalidades envolvidas e situados no tempo – Relembremos:

Quando tomou conhecimento da proposta para a recuperação do Órgão, foi a Comissão Organizadora – a nível local – contactada pelo saudoso Senhor Padre José Joaquim Carneiro de Melo (o Senhor Padre Melo como era carinhosamente conhecido na cidade) – congratulando-se com a proposta de tal realização e, pondo à disposição da dita Comissão, as provas dos esforços por si efectuados – em vão – com o mesmo louvável intento.

 

Elvas, 16 de Março de 1981

 

Exmo. Senhor:

Engenheiro João Sampaio

Digmo Organeiro Oficial dos Monumentos Oficiais

Travessa do Monte, nº 7

1100 Lisboa

 

 

Ando preocupado com o órgão da Sé de Elvas ( séc. 18), desde há alguns anos.

Dizem-me que, em tempos, levaram os foles para Lisboa, mas não me sabem dizer nem quem, nem para onde.

Com aquele peso e volume, a sua deslocação só poderia ter sido feita de acordo com OS EDIFICIOS E MONUMENTOS NACIONAIS.

Estão dezenas de tubos tirados, certamente com a intenção de os colocarem novamente.

Estão a ser cuidadosamente limpos do pó e recolocados pela mesma ordem…

Há dias, falando com o meu colega de Évora, Cónego Dr. José Augusto Alegria, sobre este assunto e solicitando-lhe colaboração, ele indicou-me V.Excia e foi perentório em afirmar que V.Excia ou me ajudaria a resolver o problema ou me indicaria o rumo certo, que deveria tomar. E é o que venho pedir-lhe.

Não me conformo que o órgão continue indefinidamente silenciado.

Ele deve ser igual ou parecido ao da Sé, digo, ao da Capela-mor da Sé de Évora, e é o único que temos na cidade com este porte.

Desde já agradeço a V.Excia toda a ajuda, que me possa dar e as indicações, que julgar mais úteis.

Subscreve-se, com muita consideração,

 

O Pároco de Nossa Senhora da Assunção (Sé), de Elvas

 

Padre Joaquim José Carneiro de Melo

 

 

 

 

 

sinto-me:
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Quarta-feira, 25 de Março de 2009

O Órgão da Sé

Quando das celebrações em Elvas de -  O dia Mundial da Música 1987 – que a Secretaria de Estado da Cultura e o Instituto Português do Património Cultural – patrocinaram no primeiro mandato da Câmara presidida pelo Dr. João Manuel Valente Carpinteiro – uma das contrapartidas que a cidade recebeu foi, para além da criação da Casa da Cultura, e do apoio à criação da Escola de Música, o “restauro do Órgão da Sé”, e, ainda a edição fac-similada do Cancioneiro de Manuel Joaquim - seu achador - ou de Públia Hortênsia de Castro, como é mais conhecido.

Eram ao tempo -  Secretária de Estado da Cultura a Senhora Drª. Dona Teresa Patrício Gouveia.

Estava no departamento de Musicologia do IPPC o Senhor Dr. Humberto d´Ávila sendo Presidente do referido Instituto, o Senhor Engenheiro António Lamas.

Foram oradores oficiais das cerimónias a Senhora Profª Doutora Maria Augusta Barbosa, professora jubilada da Universidade Nova de Lisboa, (Departamento de Ciências Musicais, na altura docente da Faculdade de Letras de Lisboa, e, também na Universidade Autónoma de Lisboa “ Luís de Camões”( Universidade Particular)

E, também - O Senhor Cónego José Alegria, membro do Cabido da Sé de Évora, Sócio da Consotiatio Internationalis Musicae Sacrae, de Roma; Sócio correspondente da Academia Portuguesa de História; Sócio do Instituto Interamericano de Museologia (Uruguai); Sócio Honorário da Sociedade Brasileira de Musicologia; Sócio da Pontifícia Academia Mariana Internationalis, de Roma e membro da Sociedade Española da Musiologia e da Sociedade Portuguesa de Estudos Medievais.

(estas conferências foram, ambas, editadas em livro pela Câmara de então.

 

sinto-me:
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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Fernando Pessoa escreveu:

.

“Deus quer – o homem sonha – a obra nasce”

Assim se passam nos trâmites do costume os acontecimentos.

Assim se passou na reabilitação do Forte de Santa Luzia.

Depois de anos e anos a apodrecer, foi cobiçado para uma pousada de turismo.

Uma Câmara pensou-lhe outro destino que o salvasse da ruína e não o transformasse em desleal competidor da sua vizinha Pousada de Santa Luzia.

Deus quis

Uma Câmara sonhou

Outra realizou.

Tudo bem – se quem realizar a obra, honrar a memória de quem teve o sonho que o guiou.

“Deus quer – o homem sonha – a obra nasce!

E... quando é do sonho – que Deus permite a uns – que a obra de outros – se erga – só repartindo – com justiça – os méritos a que, cada qual, tem direito – os feitos enobrecem quem os pratica.

 

 

Maria José Rijo

 

 

sinto-me:
música: Camara - 1986-1989
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Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

Carta de Miguel Baena

Lisboa 16 de Março de 1988

Exma. Senhora D. Maria José

 

Na sequência do telefonema que a Senhora D. Maria José teve a amabilidade de me fazer, não queria deixar de, por este meio, lhe dar conta do andamento dos vossos trabalhos.

Após as “cartas convites” rapidamente as entreguei aos destinatários. Todos eles foram unânimes em aceitar, tudo na ocasião tido oportunidade de conversar com cada um deles sobre o assunto.

Ficou assente o seguinte: O Prof. Rafael Moreira encontra-se em Itália, estando o seu regresso previsto para o dia 22 deste mês. Sendo assim, teríamos uma reunião conjunta de todos os colaboradores e deslocar-nos-íamos, logo a seguir, aí a Elvas, a fim de tomarmos contacto com a realidade.

 

Entretanto e a respeito da ausência do Prof. Rafael Moreira tive de, com os colaboradores restantes e com a APH.

(Associação dos Professores de História), Associação para o ensino Permanente e Associação dos Amigos dos Castelos, trocar algumas impressões com vista a definir coordenadas onde encontrasse o projecto.

Tenho em mente a definição de uma estrutura com características e dimensões magnificamente amplas para que se possa vir a construir como único em Portugal, com um impacto grande que ajuda a projectar Elvas, a todos os níveis, quer interna, quer internacionalmente.

Daí a importância desta fase de concepção, durante a qual tenho falado com toda agente, todas as instituições e todos os especialistas antes da elaboração definitiva do projecto. E daí também a razão porque parece estar tudo parado. Mas não está. Pode a Senhora D. Maria José estar tranquila que tudo se encontra encaminhado e em pleno andamento.

 

 

 

Quero acreditar que dentro de dois meses já estará o projecto pronto e bem definido. Depois será entregue ao arquitecto Canelhas que tentará adaptar todas aquelas ideias aos espaços existentes. Trata-se, no fundo, da tradução de uma ideia para um conjunto arquitectónico.

Terminado o projecto haverá igualmente um orçamento para os custos do mesmo.

A titulo particular posso informar ainda que me tenho debruçado igualmente sobre possíveis fontes de financiamentos, para o caso de algo poder falhar da vossa parte.

 

Sobre este assunto e devido ao melindre do mesmo prefiro falar pessoalmente com a Senhora D. Maria José quando for aí a Elvas.

Sendo assim, julgo que, antes do Verão estaremos prontos para arrancar com tudo, já com as ideias muito claras e definidas.

Conto talvez dentro de uma semana estar aí para, particularmente trocar algumas impressões, com a Senhora D. Maria José.

 

Beijo-lhe respeitosamente as suas mãos

Deus a guarde por muitos anos

 

Miguel Sanches Baena

 

 

sinto-me: forte de Sta. Luzia
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 22:47
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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

Carta de Leite Rio

 

LEITE RIO

7300 Portalegre

 

 

Exmo. Senhor:

Dr. Miguel Sanches Baena

 

Tal como solicitado por V.Exª e pelo Exº Senhor presidente da Câmara Municipal de Elvas, envio pela presente, algumas considerações e consequente proposta de honorários, para o projecto de recuperação de honorários, para o projecto de recuperação e adaptação do Forte de Santa Luzia em Elvas.

Esta proposta abrange as áreas do Desing de Equipamento e Comunicação, para além da produção de programas audiovisuais.

*

1- A diversidade dos trabalhos a realizar neste projecto é para além dos trabalhos gráficos e audiovisuais, de carácter imprevisível, dado o estado do imóvel e o tipo de intervenção no mesmo.

*

2- A interligação e multidisciplinaridade que caracteriza o projecto, obriga a estudos de conjunto e constantes adaptações do espaço e equipamento interior.

*

3 – O facto de grande parte dos trabalhos, especialmente a produção de equipamento interior, dever ser executado em Elvas, obriga a constantes deslocações para acompanhamento dos trabalhos e boa execução dos mesmos.

 

Assim, e pelas razões sumariamente atrás descritas, a existir desde a aprovação do ante projecto e que será consagrado com a empresa Manus Artis.

O ante projecto, será composto por peças desenhadas e descritivas para além de levantamento fotográfico, trabalho audiovisual explicativo e exposição do conjunto de propostas sectoriais.

 

Espero com estas considerações e propostas ter contribuído para um esclarecimento do nosso projecto comum e que muito me gostaria ver realizado. Para tal, considere-me V.Exª aberto à discussão da presente proposta que espere vá de acordo com o solicitado.

 

Com os melhores cumprimentos

Luís Fernando Correia Leite Rio

 

 

 

sinto-me:
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 22:49
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Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

O cartão

Com os melhores cumprimentos

junto lhe remeto a celebre estimativa orçamental

para o Forte de Santa Luzia.

O original seguiu para o Presidente.

Aproveito a oportunidade

para mandar um beijinho grande.

 

Miguel Baena

 

sinto-me: Miguel Baena
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 22:37
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Estimativa - Miguel S. Baena

 

 

Estimativa orçamental para o trabalho de coordenação do projecto de recuperação e adaptação do Forte de Santa Luzia, em Elvas, por parte do responsável pelo mesmo, Miguel Sanches de Baena.

 

Esta estimativa abrange:

 

1— Concepção e estudo dos diferentes espaços culturais museológicos e acompanhamento da sua execução.

 

2 – Concepção e estudo das zonas arqueológicas e acompanhamento da sua execução.

 

3 – Concepção e estudo das áreas documentais e acompanhamento da sua execução.

 

4 – Articulação dos projectos definidos pelos restantes membros da equipe com as concepções especificadas.

 

5 – Definição das áreas turístico-culturais e sua concretização.

 

 

 

 

 

 

sinto-me:
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 21:17
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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Projecto do Forte de Sta. Luzia - carta - I

Miguel Sanches de Baena

Lisboa

 

 

Exmo. Senhor

Presidente da Câmara Municipal de Elvas

Assunto: Projecto de remodelação e adaptação do Forte de Santa Luzia – Elvas

 

 

Em aditamento a anteriores contactos sobre o assunto em epigrafe, venho por este meio comunicar a V.Exª o orçamento estimado pela equipe sob minha orientação, para elaboração, acompanhamento e conclusão de todos os trabalhos inerentes ao processo de reabilitação do aludido forte. (Não estão incluídos trabalhos de engenharia Civil e electrotécnica, contando para eles com os técnicos municipais).

 

Os diferentes vectores que compõem a resolução final do trabalho proposto, revestem-se de características particulares pelo que V. Exª poderá ficar em fotocópias anexas, os diferentes técnicos envolvidos no processo, apresentam distintas e justificadas propostas de honorários.

Como V. Exª se dignará verificar, exceptuando os trabalhos de arquitectura propriamente dita, (a cargo do Arquitecto Pedroso Lima) e que estão consagrados por decreto-lei, entenderem os restantes membros optar por uma solução de avença, convictos de que tal facto, contribuirá para a solução que todos gostaríamos de ver realizada.

 

Deus guarde V.Exª. por muitos anos

 

Miguel Sanches de Baena

sinto-me: forte de Sta. Luzia
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 23:18
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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

O Projecto para o Forte de Santa Luzia

 

“O Forte de Santa Luzia, a 400m da cidade, foi construído de 1641-87 sobre um outeiro que domina parte da praça.

O seu polígono de fortificação é um quadrado de 150m de lado, fortificado segundo o primeiro sistema Vauban, com revelins nas frentes, tudo cercado por estrada coberta e esplanadas, com três linhas de fossos”.

(Guia de Portugal 1927)

Entre o Forte de Santa Luzia e a cidade de Elvas passa a estrada Nacional nº 4 (Lisboa-Helsinquia) o que significa em termos actuais, dizer que entre a cidade e o Forte – se situam as principais portas da Europa – dado que entrando pela fronteira do Caia é a vista de Elvas a primeira, que, das cidades de Portugal se oferece.

 

Esta situação de privilégio faz pensar desde logo na necessidade de transformar o Forte de Santa Luzia num ex-líbris da cidade de Elvas que a vincule na memória de quem passa com o mesmo impacto que o faz o Aqueduto da Amoreira, que tal como o Forte, também beira a mesma importante via de comunicação.

 

Mas – recuperar o Forte como? –

 E para quê?

 

Sabendo-se que o destino de qualquer imóvel que não recupere simultaneamente utilidade e vida, é de novo, a ruína, parece-nos premente afirmar o seguinte:

 

a) Que a revitalização do Forte de Santa Luzia seja estudada com a minuciosa atenção que a recolocação de qualquer pedra de pormenor das suas muralhas

 

b) – Que aqueles que com a visita da sua elegante silhueta convivem desde o berço o sonham ver transformado em Museu de Arqueologia e história como fundo para actividades turísticas e culturais a promover nos seus espaços.

 

c) – Que a história ligada a esta fortaleza possa ser mostrada com figuração e som.

 

d) – Que se crie um espaço de atendimento para crianças com projecções tipo (asterix) para que os adultos possam livremente explorar outras actividades.

 

e) – Que se criem alguns focos de artesanato ligados à cavalaria, ferrador e correeiro (por exemplo)

 

f) – Que disponha de cavalariça e carros antigos para passeios de trem nas redondezas.

Guadiana e seus moinhos

Ponte da ajuda

Nascentes do Aqueduto e Museu de Ex-votos…

 

g) – Pavões nos fossos

 

h) – Pessoal vestido à moda da época da construção do Forte

 

i) – Mini-Restaurante-Bar – para refeições ligeiras – águas, chá, café, (doces tradicionais de Elvas)

 

j) – Sala para conferências

 

l) – Recuperação da capela

 

m) – A ponte levadiça deveria funcionar para acesso ao interior do Forte com “senha” e consequente protocolo.

 

n) – Nas noites de Verão, poderiam promover-se espectáculos de música ao ar livre no terraço superior de onde se tem uma soberba vista da cidade e dos campos vizinhos – para além do perfume dos pastos.

 

Em resumo, deveria ter as funções de uma estalagem medieval reportada aos nossos dias e de um museu vivo.

Assim, a traços largos, as linhas de base para um possível projecto cuja minúcia me transcende e no qual como já referi pessoalmente, se empenhou com entusiasmo o Sr. Dr. Miguel Sanches Baena.

Com os meus melhores cumprimentos sou muito atentamente

 

A Vereadora da Cultura e Turismo

Maria José Horta Travelho Rijo

(Câmara - 1986-1989) 

sinto-me: O Projecto
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 22:26
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Boletim Municipal nº 13 - 1988

BOLETIM MUNICIPAL

Nº 13 – Série II –

Março / Abril de 1988

 

O Dr. Licínio Cunha, Secretario de Estado do Turismo, esteve de visita ao concelho, durante cerca de 9 horas, a partir das 15 horas de 23 de Abril, um Sábado.

Este membro do Governo era acompanhado pelo Governador Civil do Distrito de Portalegre, Dr. António Teixeira, e foi recebido, em sessão de boas vindas no edifício dos Paços do Concelho pelo Presidente da Câmara e vereadores.

sinto-me:
publicado por Maria José Rijo às 21:12
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