Sábado, 21 de Junho de 2008

“Auto da inauguração da biblioteca municipal da cidade d’Elvas.

Aos 10 dias do mez de Junho de 1880 (anno de nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo), n’esta cidade d’Elvas, pelo meio-dia, em uma das salas do pavimento inferior do edifício do seminário episcopal, reunida a Câmara municipal d’este concelho, composta dos srs. Presidente interino e vereadores abaixo assignados, e achando-se também presentes as auctoridades civis, militar e ecclrsiástica, os presidentes das corporações administrativas, de beneficência, recreio e insytrução, além dum numero considerável de pessoas qualificadas, atraídas a este acto solemne pelo convite feito pelo referido sr. presidente da Câmara, e em presença de grande concurso de povo, se procedeu á ceremonia da inauguração da biblioteca municipal d’Elvas (que se acha installada n’esta mesma salla) pela forma seguinte:

“O sr. presidente  interino da Câmara abriu a sessão com um breve e apropositado discurso, e em seguida foi lida um exposição, relatando  todas as vicissitudes por que havia passado este estabelecimento desde a sua fundação até ao dia d’hoje; depois do quê, orou eloquentemente o sr. José Alexandre de Menezes Feio, digno capelão do regimento de cavallaria nº 1, acerca das vantagens que se podem auferir das bibliothecas públicas, fazendo ao mesmo tempo a apologia do grande épico portuguez Luiz de Camões, cujo tricentenário hoje o paiz inteiro tão enthusiásticamente festeja com a inauguração deste instituto litterario. Por último o sr. presidente agradeceu em nome da Câmara os relevantíssimos serviços prestados pela ilustre commissão installadora, manifestando a sua gratidão  a todos os cavalheiros que se dignaram abrilhantar este acto com a sua  presença, e ao distincto orador que o tornou ainda mais solemne, e a sua exª o sr general governador da praça pela valiosíssima cooperação que se dignou prestar, a fim d’elle poderser levado a effeito; mandando lavrar o presente auto, que eu, António Thomaz Pires, escrivão da Câmara, escrevi, li e subscrevo.

“Eusébio David Nunes da Silva – Manuel Caetano da Costa – Francisco Domingues Tenório – Atilano António da Silva Rijo – Joaquim Dias Barroso – Caetano José da Costa – O general, Roque Francisco Furtado de Mello – O Juiz de direito, Francisco António da Silva Seide – Manuel da Silva Freire, general de brigada – Emigdio José Xavier Machado, coronel commandante d’artilheria nº 2 – Diogo Pires Monteiro Bandeira, tenente-coronel de lanceiros 1 – Ignacio de Loyola, major de lanceiros 1 – João Travassos Valdez – Zacarias de Sousa Callado, major de caçadores 8 – o cónego-desembargador da Relação patriarcal, Joaquim António Barradas – Manuel José da Costa e Silva, major reformado – Joaquim Maria d’Almeida – João José d’Ataíde Banazol – Roque de Brito Berredo Furtado de Mello – José Francisco da Silveira Falcato – Joaquim António de Campos Araújo – Joaquim José da Guerra - João Joaquim Silveira Falcato – O cónego, Francisco Maria de Sousa Carvalho – Joaquim José da Silva – Alberto Hipólito Godinho Risques Pereira – Círiaco José da Cunha – José Ferreira da Silva, Júnior – António Maria Loureiro – Francisco Pereira d’Azevedo – Arthur Eduardo d’Almeida Brandão – Manuel Maria Loureiro Banazol – José Roldão Ramires Lobo – Estêvão António de Brito  Fallé – Manuel Joaquim Barbosa, capellão de caçadores 8 – O padre José Alexandre de Menezes Feio Serra, capelão de cavallaria nº 1 – Izidro da Cruz Maltez – José Nunes da Silva, Sobrinho – Joaquim Nunes da Silva – Henrique António Pereira Barroso – Fernando Anselmo Pires – João Henriques Tierno – António da Silva Rosado – Manuel Joaquim Mouta – Francisco Augusto César de Vasconcellos – José Joaquim de Sousa Callado – Isidro Simão dos Santos Miranda – Joaquim José Sertã – Desiderio Procopio Simplício Franco – Manuel Joaquim Cardoso – Victorino de Santa Anna Pereira d’Almada, ex-secretário da comissão installadora – António Thomaz Pires”.

Assignado que foi o auto, a música de caçadores tocou algumas peças, terminando com marcha a Camões, quando o velho governador, os demais convidados, e a Câmara municipal saíram do edifício.

Á noite foi illuminada a fachada principal d’este, e estiveram patentes as salas da bibliotheca, que foram visitadas por innúmera concorrência. Dia 8 até ás 11 horas conservou-se tocando a música de sobredito batalhão á porta da bibliotheca, e a d’infanteria 4 e a charanga dando-se também toda a cidade.

Vamos agora fazer o remate d’este artigo, já demasiadamente longo, com a resenha de quanto de mais consideração tem ulteriormente accorrido, relativo ao estabelecimento de que tratamos.

A 22 Junho 1880 o sr. Eusébio Nunes, perfilando a ideia do sr, Silva Mata, e ampliando-a, propôz que se estabelecesse junto á bibliotheca municipal uma secção d’archeölogia e numismática, em que se reunissem alguns objectos e moedas, que desde logo se pudessem obter de particulares, e outros que de futuro fossem achados, evitando-se com esta providencia a perda de muitas antiguidades, que o acaso tivesse poupado ao vandalismo de tantos séculos.

Foi approvada esta proposta, e passou-se ordem immediata aos trabalhadores de todo o concelho, para apresentarem na secretaria da Câmara todos os objectos que encontrassem nas escavações que fizessem, e que tivessem o cunho d’antiguidade.

 

Transcrição do dicionário de Vitorino de Almada

 

sinto-me:
música: BB-Biblioteca Municipal de Elvas
publicado por Maria José Rijo às 18:37
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