Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

O Projecto para o Forte de Santa Luzia

 

“O Forte de Santa Luzia, a 400m da cidade, foi construído de 1641-87 sobre um outeiro que domina parte da praça.

O seu polígono de fortificação é um quadrado de 150m de lado, fortificado segundo o primeiro sistema Vauban, com revelins nas frentes, tudo cercado por estrada coberta e esplanadas, com três linhas de fossos”.

(Guia de Portugal 1927)

Entre o Forte de Santa Luzia e a cidade de Elvas passa a estrada Nacional nº 4 (Lisboa-Helsinquia) o que significa em termos actuais, dizer que entre a cidade e o Forte – se situam as principais portas da Europa – dado que entrando pela fronteira do Caia é a vista de Elvas a primeira, que, das cidades de Portugal se oferece.

 

Esta situação de privilégio faz pensar desde logo na necessidade de transformar o Forte de Santa Luzia num ex-líbris da cidade de Elvas que a vincule na memória de quem passa com o mesmo impacto que o faz o Aqueduto da Amoreira, que tal como o Forte, também beira a mesma importante via de comunicação.

 

Mas – recuperar o Forte como? –

 E para quê?

 

Sabendo-se que o destino de qualquer imóvel que não recupere simultaneamente utilidade e vida, é de novo, a ruína, parece-nos premente afirmar o seguinte:

 

a) Que a revitalização do Forte de Santa Luzia seja estudada com a minuciosa atenção que a recolocação de qualquer pedra de pormenor das suas muralhas

 

b) – Que aqueles que com a visita da sua elegante silhueta convivem desde o berço o sonham ver transformado em Museu de Arqueologia e história como fundo para actividades turísticas e culturais a promover nos seus espaços.

 

c) – Que a história ligada a esta fortaleza possa ser mostrada com figuração e som.

 

d) – Que se crie um espaço de atendimento para crianças com projecções tipo (asterix) para que os adultos possam livremente explorar outras actividades.

 

e) – Que se criem alguns focos de artesanato ligados à cavalaria, ferrador e correeiro (por exemplo)

 

f) – Que disponha de cavalariça e carros antigos para passeios de trem nas redondezas.

Guadiana e seus moinhos

Ponte da ajuda

Nascentes do Aqueduto e Museu de Ex-votos…

 

g) – Pavões nos fossos

 

h) – Pessoal vestido à moda da época da construção do Forte

 

i) – Mini-Restaurante-Bar – para refeições ligeiras – águas, chá, café, (doces tradicionais de Elvas)

 

j) – Sala para conferências

 

l) – Recuperação da capela

 

m) – A ponte levadiça deveria funcionar para acesso ao interior do Forte com “senha” e consequente protocolo.

 

n) – Nas noites de Verão, poderiam promover-se espectáculos de música ao ar livre no terraço superior de onde se tem uma soberba vista da cidade e dos campos vizinhos – para além do perfume dos pastos.

 

Em resumo, deveria ter as funções de uma estalagem medieval reportada aos nossos dias e de um museu vivo.

Assim, a traços largos, as linhas de base para um possível projecto cuja minúcia me transcende e no qual como já referi pessoalmente, se empenhou com entusiasmo o Sr. Dr. Miguel Sanches Baena.

Com os meus melhores cumprimentos sou muito atentamente

 

A Vereadora da Cultura e Turismo

Maria José Horta Travelho Rijo

(Câmara - 1986-1989) 

sinto-me: O Projecto
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 22:26
| comentar
1 comentário:
De Xavier Martins a 28 de Novembro de 2008 às 23:14
Ohhh que bom, finalmente o meu blog favorito
já começou a andar.
Desculpe ter insistido tanto para a Senhora
iniciar novos assuntos .
Eu ´já conhecia o forte, antes da obra e depois da
obra e está optimo - mas tem razão - com mais
vida ficaria muito melhor.
Gostei das suas ideias, são lucidas e ajudariam
este ou qualquer outro do género a viver.
Muitos Parabens
... e parabéns também para mim que consegui
que a Senhora iniciasse outro tema.

Um abraço
Seu leitor de todos os dias

Xavier Martins

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