Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

Apresentação

Pelo interesse e adesão conseguidos com a Iª Feira Internacional do Património - realizada em 17,18 e 19 de Outubro de 2008, no Centro de Negócios Transfronteiriço - ficou por demais evidente que é necessário revitalizar o Forte de Santa Luzia com as actividades que completariam o projecto da sua recuperação, levado a cabo por Rondão de Almeida e gizado, antes, num mandato de João Carpinteiro.

 

Em 1988, a 23 de Abril, Elvas foi visitada pelo Dr. Licínio Cunha, secretário de estado do Turismo.

Era então presidente da Câmara o Dr. João Carpinteiro.

 

Entre as potenciais riquezas turísticas da cidade visitou-se o Forte de Santa Luzia, cuja reutilização foi alvo dum cuidado estudo que, aqui “fica escrito”.

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:01
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Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

Forte de Santa Luzia

 

http://purl.pt/102/1/especulacao/engenharia/especulacao_eng_thumb_15-il.html

 

(Foto Luis Piçarra)

.

 

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Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

Conclusão...

 

.CASA ONDE NASCEU EURICO GAMA

A CASA onde Eurico Gama nasceu

está em ruina.

A SALA que ele desejou foi

desmantelada

 

Resta sobre o seu túmulo

o voto expresso

no seu ex-libris

MORRA O HOMEM FIQUE A FAMA

..

Talvez nos possa ainda

restar alguma

esperança.

 

 

Maria José Rijo

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música: Conclusão
publicado por Maria José Rijo às 20:58
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Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

A Fé e o Culto

 ..

Talvez a fé e o culto sejam complementares.
Talvez!

 Mas não necessariamente, em públicas manifestações exteriores.

Se a fé for sentida como a crença íntima, a força anímica de uma vida, e o culto for a sua manifestação exterior, quase concluiríamos que sem essa exteriorização não haveria fé o que, convenhamos não tem qualquer fundamento de verdade.
A fé é um sentimento intrínseco da alma, e, dela indissociável, se for autêntico. Então toda a vida da pessoa de fé, em todos os seus actos e atitudes dão disso testemunho até, e muito principalmente nos mais pequenos e insignificantes gestos.
Porque toda a sua vida é um acto de culto, uma oração.

Todo o seu caminho, todo o seu rumo é um esforço individual na procura do que - Crê – conduz ao almejado destino - o regresso ao Criador.

 ...Também não estão visiveis estes dois preciosos vasos antigos, que a Senhora D. Ana Guerra ofereceu (a meu pedido) para a decoração da entrada da biblioteca, como se pode ver pela fotografia.

.......
É erro pensar, julgo eu, que oração é apenas reza feita de palavras que prometem intenções, preces e lamúrias.
A oração é, muito principalmente – atitude. Acção.
Já o culto, em si, pode ser apenas exibicionismo, alarde, sem corresponder a qualquer sentimento autêntico de fé.
Pela fé morreram e morrem os cristãos.
Pela fé se suportam e sofrem injustiças e perseguições.
Mas, pela fé se luta para viver em sã consciência.
Quem acreditar que o pensamento dos homens registado em livros é – também - um bem deste mundo que com convicção, nos cabe defender, a sua obrigação, a sua oração – na circunstância - é o dever de proceder em conformidade com aquilo que a sua consciência lhe impõe e mesmo obscuramente, cumpre.
Não pode, nem deve, estar à espera que se organize uma procissão que o leve em triunfo ou um banquete que aglutine multidões para que o vejam a exercer um dever - que descurou - anos e anos a fio, e, só cumpre à luz de holofotes e palmas em jeito de exibicionismo charlatão de quem a si próprio se cultura e despreza a verdade e o rigor a seu belo talante!
Essa, é em substância, a diferença que separa o alarde da autêntica fé.
Então:
Quem tivesse publicamente assegurado que um determinado trabalho não era prioritário, e tivesse retirado o pessoal que continuava a honrosa tarefa que outros antes tinham iniciado... e tivesse assim dado oportunidade a que alguns exemplares dessa riqueza tivessem desaparecido, pelo uso desprotegido, ignorante e desmazelado desse santuário, não viria quase vinte anos depois fazer, alarde público, mesmo que seja da remodelação duma nobre e bela Biblioteca – e, digo bela - porque é verdade e a verdade respeita-se e reconhece-se – quando os “santos” de culto andaram sabe Deus como e por onde! Tanto que alguns nem voltaram a casa... como oportunamente se registou – até - em jornais ...
Nem viria falar em pormenores de segurança – sem assumir - ter exposto aos azares da sorte em reuniões, descabidas - e incontroláveis – em tal espaço - os bens que agora em “publico acto de culto” assegura proteger , amar...e perigaram abandonados sob a sua responsabilidade.
Também não destruiria “a sala onde se preservavam como seu derradeiro pedido e vontade” as memórias legadas por quem fez do Amor à sua cidade o culto duma vida inteira.
Até em Fátima não se destruiu a “Capelinha” das aparições para construir a Catedral...
Fez-se o que a Fé impõe a quem a sente e respeita: incorporou-se.
A não ser que esteja na forja o
“Museu Eurico Gama” com todos os pertences por ele legados à cidade de Elvas e depositados na antiga Biblioteca por sua viúva a Senhora Dona Maria Amélia Gama - em sala própria, conforme última vontade de seu Marido - há coisas que não se entendem...
Porque numa cidade onde o excesso de “Lembretes” do mesmo autor já chamou - pelo ridículo - a atenção de todo o país só se completará a história com o “museu da lembrança” do que se apagou para escrever outro nome por cima – sempre o mesmo - como se a história começasse em si e depois viesse o apocalipse!...
Como se os elvenses fossem acéfalos, ou imbecis sem eira nem beira, nem discernimento...


     
Honra à memória de Tomaz Pires que - desde 1880 até agora -tinha o seu nobre nome, que se pretendia imortalizado pelos seus contemporâneos, na parede do seu extinto Museu.


      Honra à memória de Eurico Gama, filho ilustre desta terra a que legou - com a sua preciosa biblioteca - o mobiliário modesto do seu gabinete de trabalho, testemunha muda da sua vida dedicada à glória e ao engrandecimento desta nossa cidade – e está agora reduzido a gavetas como se no cemitério do esquecimento o tivessem sepultado de vez!
     
[Oxalá os seus pertences não tivessem engrossado o “lixo” que à porta da Biblioteca tanto atraiu e “regalou”, até turistas espanhóis como a última bandeira da Monarquia que o Museu preservava...]
      Honra a ELVAS – cidade mãe de Heróis e Santos.
      Honra e glória à cidade que ao longo da História resistiu a vis cobiças, vaidades, cercos, saques e batalhas e sempre se reergueu vitoriosa pelo braço corajoso dos seus honrados filhos.

 

        Maria José Rijo

 

 

 

JORNAL LINHAS DE ELVAS

Nº 2.943 – 15 de Novembro de 2007 

 @@@

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música: A Fé e o Culto
publicado por Maria José Rijo às 11:58
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Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

Excerto de reportagem

sobre Elvas da Jornalista

M. Mafalda Serrano

em 25 de Outubro de 2006

(Jornal o Despertador - nº 196)

@@

Tendo eu programada uma visita educativa à nossa mágica Cidade – muito ansiada pelos meus filhos já em idade escolar-, conduzi-os ao espaço da Biblioteca que tantas vezes visitei e pude, aliás, ver renascer. Recordo-me das suas portas internas que vejo escandalosamente encostadas às paredes exteriores do antigo edifício conventual. Pergunto aos trabalhadores da obra: “Estão a recuperar a Biblioteca? Respondem-me que sim: “Essas portas, pode levá-las, se quiser. São para o lixo, já cá esteve um espanhol que levou umas quantas para uma quinta. Pergunto: “Lixo?!!! Então e a parede com azulejos iguais àqueles ali?”. Perante o meu olhar incrédulo, as crianças desatam à gargalhada: “Oh mãe, os senhores das rotundas vão vender aqui donuts?”. “Sim, lixo”, tornam os trabalhadores. ”Isto está tudo velho, agora vai ter aqui um café e um elevador. Os azulejos estavam para aí, foi a Doutora que os levou, não sabemos para onde.” Confesso-lhe, Sr. Director, que me afastei da Biblioteca Municipal envergonhada pela experiência francamente antipedagógica de desagregação da sua entrada histórica e de cuja integridade arquitectónica tanto me orgulhava. Fujo, para esbarrar com a impotência perante o derrubar da História e com a minha própria incapacidade em fazer algo que impeça, de imediato, a destruição do meu País.

 

Pormenor de portal da Biblioteca atiradas

ao lixo

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música: carta aberta
publicado por Maria José Rijo às 20:57
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Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

Lutamos pela recuperação...

 

destes livros

o que foi quase

completamente conseguido

( alguns do séc. XVII e XVIII)

Acabou devolvendo todos

depois de várias vezes negar

tê-los em seu poder.

Maria José

 

sinto-me:
música: Lista de livros
publicado por Maria José Rijo às 23:01
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Resposta de Maria José Rijo

 

 

RESPOSTA DA VEREADORA MARIA JOSÈ RIJO

ASSUNTO: - Livros de Registo Paroquial

 

Cumpre-me informar:

 

Relendo cuidadosamente o prefácio da obra: CATÀLOGO DOS LIVROS PAROQUIAIS DA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ELVAS – da autoria do historiador, etnólogo e investigador – Eurico gama, obra que a Academia Portuguesa de História publicou em 1980, encontrei a mais bem elaborada e documentada resposta possível à questão que me foi proposta.

 

Penso que outras Câmaras anteriores a esta determinaram também como única posição de justiça para com a população do concelho de Elvas, ser impensável colaborar no empobrecimento da Biblioteca e Arquivo de que a cidade tanto se orgulha – até porque a própria lei citada refere que os documentos deverão ser incorporados nos Arquivos Distritais - … salvo quanto aos concelhos em que existam arquivos municipais com organizações e instalações, que pela Direcção Geral sejam consideradas satisfatórias -.

Esta é, como o próprio catálogo que refiro mostra e qualquer inspecção poderá reconhecer sem favor, a nossa situação.

 

Creio, embora muito resumidamente, ter respondido com clareza, ao assunto em questão.

 

A Vereadora do Pelouro da Cultura

Maria José Rijo

 

1 - Foi ainda apoiados (ou utilizando) a obra de Eurico Gama que conseguimos – salvar para Elvas – o arquivo dos livros de Registo Paroquial

 

 

 

sinto-me: Resposta a Registo Paroquial
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 00:27
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Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

Registo Paroquial - 2

 

De:

Ministério do Plano e da Administração do Território

22 de Janeiro de 1986

 

ASSUNTO : Livros de Registo Paroquial

 

Da Direcção-Geral dos Registos e do notariado recebemos o ofício junto, em que se expõe a situação de se encontrarem na posse da Câmara Municipal de Elvas livros de registo paroquial, contrariando o disposto no Artigo 3º do Decreto-Lei nº 149783, de 5 de Abril.

 

Assim, em virtude deste preceito legal, venho colocar o assunto à consideração de V.Exa., solicitando igualmente que nos sejam  facultados sobre a posição dessa Câmara, com vista a esclarecer a entidade acima referida.

 

Com os melhores cumprimentos

O Director-Geral

Miguel Ataíde

 

 

sinto-me: Registo Paroquial - 2
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 23:37
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Registo Paroquial - I

 

De:

Direcção Geral dos Registos e do Notariado

2 de Janeiro de 1986

 

Para:

Direcção-Geral da Administração Local

Praça do Comercio Lisboa

..

ASSUNTO – Livros de Registo Paroquial Existentes na Câmara Municipal de Elvas

 

Esta Direcção-Geral tem conhecimento de que se encontram indevidamente na Câmara Municipal de Elvas livros de registo paroquial, que não foram oportunamente entregues às conservatórias de registo civil, como impunha o código do Registo Civil de 1911 (artºs. 8º e 10º).

 

Como eles têm mais de cem anos, a sua transferência deve agora fazer-se para o arquivo competente, conforme determinação do artº. 48º. Do código do Registo Civil e nº. 1 do artº. 3º. Do Dec.-Lei n. 149/83, de 5/4.

 

Sucede, porém, que, segundo informação do Instituto Português do Património Cultural, a referida Câmara não tem correspondido às tentativas feitas pelo mesmo Instituto no sentido de realizar aquela transferência.

 

Porque esta situação não deve manter-se em virtude de ser ilegal tenho a honra de a levar ao conhecimento de V.Exª., solicitando que por essa Direcção-Geral sejam tomadas as medidas necessárias à respectiva regularização.

 

Com os melhores cumprimentos

O Inspector-Superior

Maria Ema de Amyl Bacelar Alvarenga Guerra

 

sinto-me: Registo Paroquial 1
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 23:15
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Terça-feira, 5 de Agosto de 2008

Ofertas para a Biblioteca Municipal de Elvas

 

Oficio de 17 de Agosto de 1989

Assunto: Oferta de documentação de António Sardinha

 

Exmª. Senhora

Formalizada ontem por V. Exª a oferta de tão preciosos documentos, à Biblioteca Municipal cumpre agradecer.

O que faz, juntando fotocópias do respectivo registo.

Com os melhores cumprimentos

 

O bibliotecário-arquivista

Alberto de Oliveira Marinho

 

oficio -  20 -XII - 1989

Foi presente na reunião da Câmara Municipal

em 28 - 12 - 1989

Resolução

A Câmara Tomou conhecimento

.

Assunto: Relação de Ofertas

Exmª Senhora Vereadora

 

Eis a listagem das principais doações à Biblioteca de

entidades particulare, de 1986 a 1989:

 

-- De EURICO GAMA (2ª parte) :- correspondência - 2.604

       - Monografias, publicações e objectos -190

-- De Dr. Pires Antunes:- Monografias, publicações,

       periódicos e materiais diversos -1.406

       discos, acompanhados de um livro -  214

-- De D. Maria José Rijo :-Documentos relativos a

        António Sardinha- 48

-- De Dr. Manuel Paulo Mouta:- Vol. de livros - 47

-- De Dr. Vitória Pires:- idem -- 28

-- De Ernesto Ranita Alves e Almeida :- idem-62

-- De Eng. Engrácio Lopes:- idem -56

-- Do Musicólogo Manuel Joaquim, por sua filha Sra.

D. Lucinda Merino:- idem --102

 

Alberto Marinho

 

ACTA DA CÂMARA MUNICIPAL DE ELVAS

...

 

 INTERVENÇÃO DOS VEREADORES:- A Senhora Vereadora D. Maria José, apresentou à reunião um ofício donde constam os livros oferecidos à biblioteca( documento em anexo número dois). - A Câmara tomou conhecimento.-------------------------------

...

 APROVAÇÃO DA ACTA POR MINUTA:- Deliberado por unanimidade aprovar o teor da presente acta por minuta.----------...

 

Acta da reunião realizada em 28-Dezembro de 1989

sinto-me: Ofertas de Maria Jose Rijo
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 12:36
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Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008

Registo de Documentos

 

Registo de Documentos Antigos

do Sr. Dr. António Sardinha

Pertença

da Sra. Dona Maria José Rijo

 8 cartas de António Sardinha para D. Ana Júlia Nunes

da Silva quando Namoro

7 cartas de António Sardinha a seu sogro

13 cartas diversas e outros documentos como

procurações, escrituras, autos de posses,

Dote de casamento da Sra D. Ana Julia Nunes da Silva

Certidão de casamento do Sr. António Sarinha e D. Ana

  Diversos documentos como:

Títulos , registos de conservatória, escrituras de

compra, escrituras,diversas cartas.

...

Num total de 48 documentos

sinto-me:
música: Documentos de António Sardinha
publicado por Maria José Rijo às 23:42
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Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008

Fizeram o Plano de recuperação...

Fizeram o Plano de recuperação do

Museu António Tomáz Pires

(presentemente desactivado)

o Sr. Dr. Jorge Zacarias Parreira

e a

Drª., Ana Rosa Carvalho Dias

PROPOSTA DE REORGANIZAÇÂO DO ESPAÇO

MUSEOLÓGICO DO NÚCLEO CENTRAL

DO MUSEU DE ELVAS

 

MUSEU DE ELVAS - Concebido como Museu Polinucleado

LOCAL DO NÚCLEO CENTRAL - Colégio dos Jesuitas

 

1-- Objectivos

-- MUSEU DE ELVAS - Núcleo central da actividade histórico-

    cultural do concelho

- Introdução à História da Região, desde as origens até ao séc.

     XIX

      A EXPOSIÇÃO conta de:

    -- Introdução Histórica (em percurso)

    -- Colecções de objectos organizados por épocas, em bolsas

        que acompanham o percurso histórico

    -- Exposições temáticas temporárias

 

2-- ESPAÇO

   .. ACOLHIMENTO -- 1º piso - na actual sala de venda de

                                     bilhetes.

   .. Introdução ao Museu -- Ao longo da escadaria

   .. Audiovisuais e espaço de animação - No alto da escadaria

   .. Percurso histórico: Corredores - Alas Norte,Leste e Sul

   .. Exposições por épocas - 5 salas laterais funcionando como

      bolsas de apoio ao percurso histórico - Arqueologia Pré-

      histórica e Clássica, Arqueologia Medieval e Moderna,

      História Moderna, Barroco e sala forte

    ..Exposições temporárias - Ala Oeste

 

    .. Gabinete do conservador - Sala ao fundo do corredor

         norte

    .. Gabinete de trabalho - 2 salas na ala Leste, uma delas

              com divisórias amoviveis.

    .. Reservas de colecções - 2 salas - pintura e material

          arqueológico

    .. Armazém de materiais de apoio à montagem de exposições

       - 1 sala

 

Nota: As reservas poderão ser visitadas por investigadores e utentes interessados, estando as colecções preparadas e disponíveis para consulta.

As características de cada espaço serão defenidas após haver acordo no sentido da concretização da presente proposta.

 

Évora, Novembro de 1988

 

Rui Jorge Zacarias Parreira

Ana Rosa carvalho Dias

 

 

sinto-me:
música: Projecto para o Museu Municipal
publicado por Maria José Rijo às 09:03
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Luta contra a Humidade

 

Na Luta contra a Humidade

.

Eng. Luis Caldeira Fernandes

e o

Eng. Luis Elias Casa Casanovas

sinto-me:
música: Na luta contra a Humidade
publicado por Maria José Rijo às 00:44
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Para o Inventário

Para o Inventário e

tratamento de espécies existentes no

Museu Municipal de Elvas

-- João Palma-Ferreira --

 

Para conhecimento de V. Exª e efeitos convenientes,

junto se envia fotocópia do relatório da Divisão de

Esculturas do Instituto de José de Figueiredo, com a

data de 5.5.86, respeitante à escultura, talha e

mobiliário existentes naquele Museu, informando-se

de que o referido Instituto foi autorizado a efectuar os

trabalhos de tratamento de conservação e restauro,

nos termos propostos.

Com os melhores cumprimentos

O Presidente

João Palma-Ferreira

sinto-me: Museu Municipal de Elvas
música: Tratamento de espécies
publicado por Maria José Rijo às 00:28
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Orientação...

Orientaram-nos na recuperação

da Biblioteca

a Sra. Drª Celina Parente

Senhora Dona Maria José

Junto deixo uma "proposta" de esquema -

suporte para desenvolvimento de todas as

acções realizadas  correspondentes às

iniciativas" que eu conheço".

O Património existente na Biblioteca que

é também meu agradece à Exma. Vereadora

da Cultura que tem demonstrado bem todo o

seu interesse e actuando com todo o zelo e

competência que a sua sensibilidade lhe confere.

sinto-me: recuperação da Biblioteca
música: Drª Celina Parente
publicado por Maria José Rijo às 00:07
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Quinta-feira, 31 de Julho de 2008

Quadros de Luis Morales

 Fez a identificação dos quadros

de Morales

e Pintura maneirista

o Senhor Professor Vitor Serrão

À Senhora Vereadora da Cultura da C.M.Elvas

com toda a consideração, do

Vitor Serrão

14/ IV / 1988

Est. 2 - LUIS DE MORALES

Sant'Ana e S. Joaquim.

1576-77

Museu Municipal de Elvas

Est. 3 - LUIS DE MORALES

Anunciação

1576-77

Museu Municipal de Elvas

Est. 4- LUIS DE MORALES 

Anunciação(pormenor)

1576-77

Museu Municipal de Elvas

Est. 5 - LUIS DE MORALES 

 Visitação

1576-77 

Igreja do Salvador de Elvas

 Est. 6 - LUIS DE MORALES 

 Adoração dos Magos

1576-77 

Igreja do Salvador de Elvas

 Est. 7 - LUIS DE MORALES 

 Apresentação no templo

1576-77 

Igreja do Salvador de Elvas

sinto-me: Pintura
música: Quadros de Luis de Morales
publicado por Maria José Rijo às 23:01
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Original de "Senhor da Cana Verde"

 

 

Saiu do Museu no dia 14 de Abril de 1988

um quadrobdo Pintor Morales para ser

guardado no cofre da Câmara Municipal

e tem o nº de inventário 3442, por ordem

da Vereadora da Cultura a Sra. D. Maria José Rijo.

Maria José Rijo

 

Entrou no gabinete da Câmara

João Carpinteiro

 

Original de " O Senhor da Cana Verde"

cuja cópia ficou exposta no Museu.

Maria José

 

 

 

 

sinto-me:
publicado por Maria José Rijo às 22:11
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Segunda-feira, 28 de Julho de 2008

Uma sala que tem História

ELVAS preserva o “Bichinho da Bibliofilia”

Biblioteca Municipal expõe obras que são preciosidades

 

Correio da manhã

26- Dezembro de 1989

Texto de Inácio de Passos

Uma sala que tem História

 

Uma das salas da Biblioteca Municipal de Elvas é bastante curiosa, por reproduzir uma biblioteca caseira em todos os seus pormenores.

Nota-se nela a ausência de alguém, a não presença humana que fazia parte activa do ambiente recriado ali.

E trata-se na verdade da reposição do lugar caseiro de leitura de um dos elvenses ilustres, de nome EURICO GAMA, um investigador que deixou o seu nome ligado à cidade.

Maria José Rijo descreveu-nos a pequena e interessante história daquela sala, diferente de todas as outras:

Trata-se da biblioteca de Eurico Gama, um erudito elvense falecido em 5 de Junho de 1977. Fomos a sua casa buscar as estantes dele e aqui as montamos da mesma forma que lá se encontravam. A sua viúva ofereceu-nos a mesa onde ele trabalhava no Inverno, e a mesa onde fazia os seus trabalhos de investigação no Verão, e reconstituiu-se aqui o meio ambiente em que ele vivia, ou pelo menos onde passava grande parte do seu tempo.

O Eurico Gama era um homem baixo – prosseguiu – com uma deficiência física, motivo porque as estantes tinham pouca altura, para que a elas lhe fosse possível chegar sem grande esforço. Eurico Gama não foi em vida um homem rico, mas tinha uma alma nobre, muito nobre. Ele amealhou estes livros todos, eram o seu tesouro e deixou-o à sua cidade.

O seu gesto merecia ser respondido por nós com toda a ternura, e por isso reconstituímos aqui o seu ambiente de estudo, para darmos, mais ainda, a medida humana ao seu nobre gesto de oferecer à cidade aquilo de que mais gostava: os seus livros.

Sobre a secretária a que diariamente Eurico Gama se sentava a ler, encontra-se o livro aberto, e os óculos repousam sobre o livro, dando ao visitante a impressão de que está para chegar, de um momento para o outro, alguém disposto a reencetar a leitura interrompida.

Maria José Rijo justifica esse singelo detalhe daquele diferente espaço da Biblioteca, com estas palavras:

Eurico Gama morreu repentinamente e deixou o livro que estava a ler na secretária para continuar a leitura no outro dia. Só que esse outro dia não lhe chegou jamais, por a morte colher quando ele não a esperava. Nós colocámos o livro e todos os objectos nos mesmos locais em que ele os deixou pela última vez que esteve na sua biblioteca, para melhor se entender o seu ambiente de trabalho.

Traçando um curto retrato dos últimos momentos do investigador elvense, disse ainda:

Ele era um homem que não esperava a morte quando ela lhe chegou. Tudo indica que esperava viver mais, por não considerar completa a sua obra. Já de cama, doente, quando um amigo o foi visitar disse-lhe:”tenho ainda tanto que fazer…” E tinha na verdade ainda muito que fazer, embora a sua obra seja bastante importante. A sua grande preocupação foi sempre a sua cidade, Elvas.

Ainda sobre Eurico Gama aquela sala da Biblioteca Municipal, Maria José Rijo tinha mais a acrescentar, traçando-nos um quadro que bastante a sensibilizou, como nos disse:

Quando fizemos a inauguração desta casa Eurico Gama foi o investigador. Ora acontece que as crianças da escola tiveram por programa escolar fazer uma investigação sobre Eurico Gama, e vieram então aqui ler os seus trabalhos. Foi um quadro muito enternecedor, muito bonito, ver os meninos a ler os seus trabalhos sobre o Eurico Gama, quando ele fora, afinal, o grande investigador da cidade de Elvas. São imagens que a vida nos reserva e que jamais se esquecem.

 

Correio da manhã

26- Dezembro de 1989

Texto de Inácio de Passos

sinto-me:
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 23:39
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Domingo, 27 de Julho de 2008

História rocambolesca de um códice precioso

 

"Ao Senhor João Joaquim D'Andrade

Guarde Deus muitos anos.

Cónego prebendado na Sé d'Elvas,

Cavaleiro professo da ordem de

Cristo, secretário do Ex.mo Sr. Bispo

Inquisidor geral, etc, Rio de Janeiro."

Irmão do que foi vigário capitular da

Diocese de Elvas

(Cónego António Joaquim Epifanio de Andrade),

nasceu em 1790, e faleceu em 1859.

O "Cancioneiro de Elvas" era  propriedade sua.

Através dos seus herdeiros é que veio

parar à nossa Biblioteca Municipal.

CANCIONEIRO DE ELVAS

Foi o Musicólogo MANUEL JOAQUIM quem,

PRIMEIRO, intuiu o seu valor  e estudou o

códice, que, em 1928, descobriu na

Biblioteca de Elvas.

Conservava ainda vestígios de encadernação

do séc. XVIII e, na lombada, a inscrição:

"ROMANCES DE J.J.D'A"

Só em 1940, cerca de doze anos depois, é que

pode dedicar-se ao estudo aprofundado da obra

tão preciosa. Subsidiado pelo Instituto para a

alta cultura, fez sair a lume

"O CANCIONEIRO MUSICAL E POÉTICO
DA BIBLIOTECA PÚBLIA HORTÊNSIA

com prólogo, transcrição e notas de

Manuel Joaquim

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O códice “Públia Hortênsia”, repositório manuscrito de música e canções do séc. XVI, cujo autor é desconhecido mas constitui uma das raridades bibliográficas da Biblioteca Municipal de Elvas

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ENTRE o invulgar espólio da Biblioteca Municipal de Elvas destaca-se um códice preciosíssimo, do séc. XVI, contemporâneo de Garcia de Resende pelo qual os intelectuais daquela cidade nutrem um grande afecto.

Trata-se de um repositório manuscrito de música e canções populares, em castelhano e português, cujo autor é desconhecido, mas isso não impediu de o baptizarem com o nome de “Públia Hortênsia”.

Tivemos o interessante códice nas nossas mãos e sobre ele nos falou o Dr. Alberto de Oliveira Marinho, o actual bibliotecário e arquivista daquela casa de cultura.

Segundo este investigador, o códice chegou ao poder da biblioteca incluído nos 12.602 exemplares da doação que António José Torres de Carvalho fez à Câmara local, dos quais cerca de 6 mil tinham sido pertença do Dr. Francisco de Paula Santa Clara, seu tio, que crismara esta colecção com o nome de Biblioteca Públia Hortênsia.

Públia Hortênsia foi o nome de uma portuguesa do séc. XVI, cuja fama de teóloga e filósofa saltou as nossas fronteiras e, assim, acabou por ser baptizado o códice seiscentista.

Já fazendo parte do episódio da Biblioteca Municipal de Elvas, o códice era um ilustre desconhecido e foi o primeiro-tenente Manuel Joaquim, ainda na primeira metade do presente século, quem suspeitou do seu valor, por se tratar de um musicólogo insigne.

O primeiro-tenente Manuel Joaquim teve de se ausentar de Elvas e, por certo, para que o livro manuscrito não corresse o risco de “perder-se” no enorme espólio, guardou-o numa gaveta da biblioteca.

Passados anos, quando regressou à cidade, foi encontrá-lo no mesmo sítio onde o guardara e iniciou um estudo mais aturado, estudo esse  que culminou com a publicação de uma edição em parte fac-similada e em parte transcrita, com a música original passada para música actual.

Mas antes de ter pertencido à colecção bibliográfica do Dr. Francisco de Paula Santa Clara, por onde estaria este maravilhoso códice?

Segundo pistas com grande possibilidade de serem as mais correctas, o códice “Públia Hortênsia” chegou a estar no Brasil, aquando das invasões napoleónicas, com a corte de D. João VI.

Com a corte regressou, também, para Portugal na posse  de um cónego de nome Joaquim Andrade, o qual veio a ser cónego da Sé Catedral de Elvas.

Através de herdeiros foi parar às mãos do Dr. Francisco de Paula Santa Clara, destas para as do sobrinho, António Torres de Carvalho, o doador.

Mas tanto o Dr. Marinho como a vereadora da Cultura, Maria José Rijo, foram unânimes em salientar que a descoberta se deve ao primeiro-tenente Manuel José que, se não fosse ele a aperceber-se do valor do manuscrito que lhe fora parar às mãos, este eventualmente ter-se-ia perdido.

 

Jornal Correio da Manhã

Texto de Victor Mendanha

Fotos de Madeira Marques

3 de Janeiro de 1988

 

 

 

sinto-me: Manuel Joaquim
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 18:52
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Mulher de armas salva a Biblioteca de Elvas

Se não fosse a acção decisiva de uma verdadeira mulher de armas, actualmente vereadora do pelouro da Cultura da Câmara Municipal

 

de Elvas, a Biblioteca local continuaria entregue aos bichos.

Durante vários anos todo o espólio daquela casa de cultura, composta

por 80 mil volumes, 20 mil manuscritos valiosos, além de 2 mil obras

musicais dos séculos XVIII e XIX, correram o risco de se

 transformarem em serradura.

Felizmente que fim tão trágico como prosaico não tiveram obras únicas como o cancioneiro “Públia Hortênsia” manuscrito

do século XVI, ou a

“Nobreza de Portugal”, trabalho raro de Duarte Lobo

remontando ao

Século XVIII, mas o mesmo não se pode dizer de dezenas e

Dezenas de volumes e manuscritos, como a “Histoire Generále 

dês Voyages”, com os quais a praga de formiga branca se banqueteou alarvemente.

Tratou-se de um crime contra a cultura, principalmente

devido ao factoda Biblioteca Municipal de Elvas,

em face do valor do seu espólio,

Continuar sendo a terceira do País, o que toma a intervenção de

Maria José Rijo, assim se chama a decidida vereadora, ainda digna

dos maiores louvores

Teve de ser Maria José Rijo, com o total apoio do actual presidente da Edelidade, a meter mãos à obra e salvar um património cuja importância talvez os anteriores responsáveis autárquicos, por certo mais sensibilizados pela política do que pela cultura, nem sequer descortinavam.

 

Fomos a Elvas investigar como um desastre nacional esteve à beira de suceder e, a nosso pedido, a vereadora Maria José Rijo não só nos mostrou as provas evidentes de tal desastre como nos contou peripécias rocambolescas que, felizmente, terminaram com o salvamento da Biblioteca Municipal de Elvas a 10 de Junho de 1880, em festiva cerimónia, com as ruas engalanadas e tapetes de flores, mas cujo funeral esteve até marcado para pouco depois do seu centenário…

 

A Biblioteca estava num estado lastimoso

O actual presidente, antes da campanha, pediu a Maria José Rijo para, caso viesse a ser eleito, aceitar o pelouro da Cultura por existirem graves problemas nesse campo que o preocupavam muito, assim como a uma série de pessoas responsáveis da cidade de Elvas.

-- Aconteceu que ele foi eleito, eu vim com ele e coube-me o pelouro da Cultura. Cheguei aqui, à Biblioteca e deparei com uma situação ainda muito pior do que nós podíamos, porventura, ter suposto – garantiu a nossa entrevistada.

 

Segundo Maria José Rijo, a Biblioteca Municipal de Elvas estava sem desinfestação havia já dez anos e, por mais incrível que pareça, o chão de madeira em lugar de ser encerado era lavadas duas ou três vezes por semana. Contra as mais elementares regras, mantendo um clima de humidade propício à propagação de fungos e outras pragas que atacavam os livros.

 

Recheadas de preciosidades provenientes de antigas bibliotecas conventuais, entre as quais se contam as dos mosteiros de Portalegre, o seu interior era um verdadeiro património,

conforme a vereadora lembra:

-- Podemos garantir que os livros encontravam-se aos montes, pelo chão. Talvez mais de 8 mil exemplares nem sequer possuíam registo, não se podendo chamar biblioteca a um desarrumado armazém.

O problema era grave e a solução exigia verba vultuosa, tornando-a quase inviável pois a Câmara herdara imensas dividas e problemas ainda por resolver, problemas prementes e prioritários, como a falta de habitação e saneamento básico no concelho.

Por isso Maria José Rijo recorda:

-- não era fácil a uma câmara, altamente endividada, colocar a defesa deste património em primeiro lugar, pois ficaria em confronto com a realidade dos problemas das populações, as quais têm dificuldades prementes, mas também era urgente salvar a biblioteca, já que todos nós tínhamos consciência dos valores culturais que aqui estavam em perigo.

 

Tentaram salvar o que foi possível

A nossa interlocutora  manifestou-se convencida de que a Biblioteca Municipal de Elvas, mesmo apesar dos últimos anos de atribuição, possui mais interesse do que a Biblioteca do Porto ou a de Coimbra, garante pelas riquezas insuspeitas, vindas à luz do dia com o trabalho de organização que nela se leva a efeito, apresentando um largo campo para a actividade dos investigadores.

Na verdade, para além de manuscritos valiosíssimos em número desusado, foi recebendo ofertas de particulares cada vez mais consideráveis e em 1892 o seu inventário já registava 6.942 volumes.

Entre as doações mais importantes destacamos:

-- A do folclorista elvense António Tomás Pires, com 970 volumes.

-- A do Dr. João Henriques Tierno, com 3.013 volumes

E a mais valiosa, composta por 12.602 volumes, feita pelo erudito bibliófilo António Torres de Carvalho, esta em 1934.

Não é, pois, sem razão que a vereadora da cultura realçou:

-- Por uma questão de dignidade e amor próprio, pois os elvenses merecem muito mais do que o estado da sua biblioteca e demonstrava, o senhor presidente e eu fomos de opinião que a Câmara se devia empenhar em fazer tudo quanto fosse possível para mostrar o seu respeito por este património, até porque se trata de um património não só de Elvas mas nacional, não sendo erro considerá-lo património universal.

Assim, tentaram iniciar, com grande esforço, uma obra em várias fases durante a qual, primeiro, salvaram o que se podia salvar e, em segundo lugar, passaram à fase da arrumação.

O que nos foi dado ver, em resultado da primeira fase, a de salvamento, é simultaneamente revoltante e consolador. Revoltante porque são muitas dezenas de livros raros e centenas de manuscritos semidevorados pela formiga branca mas consolador porque foram restaurados dentro das possibilidades e são, agora, um símbolo do que não deve acontecer outra vez.

..

 

O soalho cedeu e descobriu-se a praga

 

Procedeu-se, então, a desinfestações periódicas para controlar a praga,

mas Maria José Rijo  confessa ter tido, sempre, a consciência de faltar um trabalho de fundo, só que não era fácil fazê-lo dentro da desorganização

em que a biblioteca ainda se encontrava.

--Como mão-de-obra, fomos ajudados por raparigas estudantes, da Ocupação dos Tempos Livres. Dezasseis jovens permanentemente, e com

elas prosseguimos um trabalho de rigor.

 

Certo dia, a vereadora detectou algumas tábuas do

soalho que cediam e,

Mandando investigar, descobriu o grande foco de

formiga branca. Se não

Atacassem o mal por esta raiz todo o trabalho de

arrumação, catalogação

e pequenas desinfestações iria passar à categoria de inutilidade.

Só que uma desinfestação ao nível agora requerido custava algumas

centenas de contos, importância volumosa para uma Edilidade em situação

financeira difícil.

-- Telefonámos, então, para Lisboa, para

o Instituto Português do

Património Cultural, mas já o fizemos numa

posição diferente porque

Tínhamos demonstrado o nosso interesse e o nosso

respeito por um

Património que recebêramos absolutamente devastado –

prosseguiu a nossa entrevistada no seu relato.

Deslocaram-se a Elvas técnicos que se aperceberam

da gravidade do

Problema e da dignidade da atitude, tornando-se

sensíveis à situação,

Podendo dizer-se que se inventaram os 500 contos necessários

à Desinfestação salvadora.

 

Panos quentes ou solução drástica

 

No entanto, o relatório dos especialistas acabou por ser dramático,

após análise da situação no próprio local.

Ao emitir parecer foram peremptórios: ou se fazia uma pequena

Desinfestação e, durante 5 ou 6 anos, não teriam problemas salvando-se

a chamada honra do convento, ou havia que ir arranjar

coragem para

retirar cerca de 100 mil volumes do lugar, arrancar tudo

e salvar não o

“convento” mas a própria biblioteca por algumas dezenas de anos

No dia em que recebeu semelhante parecer, Maria José Rijo

foi para casa

e não conseguiu dormir mas, como a noite é boa conselheira, no dia

seguinte, conforme contou:

-- Avistei-me com o presidente, apresentei-lhe a situação muito

claramente e a sua resposta foi: “Vá para a frente”.

Assim sendo, cheguei aqui e assumi essa obra, com todo o apoio

da Câmara. Tirámos dezenas de milhares de livros,

tirámos as estantes

das paredes, arrancámos o soalho, desinfestou-se

tudo e substituímos o

soalho, que era de madeira, por tijoleira.

No final, os livros voltaram aos seus sítios quase sem erro.

A biblioteca encontrava-se, pelo menos, controlada e

a partir de agora

a atitude pode e deve ser outra: torná-la actuante,

fazê-la entrar na

vida da cidade.

 

E nos olhos calmos mas determinados da actual

vereadora da Cultura

perpassa um certo brilho de paz pelo dever cumprido,

por se ter evitado

que a terceira biblioteca do País fosse por água abaixo,

digerida por bichos incultos mas devoradores.

 

Fazer a biblioteca entrar na cidade 

Fazer entrar a Biblioteca Municipal de Elvas na vida da cidade,

de uma cidade que, embora da província, conserva grandes

tradições culturais, é o próximo objectivo.

Para isso Maria José Rijo, coadjuvada pelo Dr. Alberto de Oliveira Marinho, actual bibliotecário e arquivista, já tem um plano que começou a levar a cabo o ano passado, consistindo no atrair à biblioteca a população

local, a pretexto de palestras sobre os clássicos universais, já que se realizaram em Elvas as celebrações do Dia Mundial da Música.

--No ano passado de 1988 vamos continuar com a segunda fase desse programa, nas desta feita só com músicos portugueses. Também pensamos iniciar um outro programa com o tema “um livro de cada vez”, nos mesmos moldes

Adianta, realçando que existe na cidade uma equipa de professores interessada em tratar da iniciativa.

As crianças e a sua necessidade de cultura são temas que não

foram descurados por Maria José Rijo, tendo-se criado, para elas, um espaço onde

terão lápis e papéis à sua disposição e onde, após ouvirem um conto infantil, poderão desenhar sobre o tema da história que escutaram.

Não vão faltar, também nesse espaço as crianças, espectáculos de marionetas e uma escola de pintura, para alegria de quem a frequentar e

desespero da formiga branca, totalmente derrotada.

Ao fim e ao cabo, fazer com que a Biblioteca Municipal de Elvas funcione não como uma casa onde se vai a medo, nos bicos dos pés, mas entrando na vida do dia da cidade como o prolongamento da casa de cada um.

-- Como ninguém pode ter em sua casa, esta riqueza de livros, todas as pessoas podem vir aqui usufruir deste tesouro. Ler os jornais, consultar o “Diário da República”, estudar, investigar, conversar sobre livros e provocar até o convívio tendo como

base a leitura.

Convida a vereadora.

 

Sem tomar obrigatório o cartão de leitor, a politica de cultura da renascida biblioteca é a de facilitar o contacto com o livro e mesmo as raridades bibliográficas podem ser consultadas.

Quanto aos investigadores, têm eles ali um paraíso ainda por descobrir e para isso os alertamos, principalmente para a grande quantidade de manuscritos existentes, os quais poderão ser analisados desde que na presença de um funcionário, como é normal em qualquer biblioteca do Mundo.

É caso para dizer que a formiga branca perdeu mais um combate.

 

Texto de à Victor Mendanha

Fotos deà Madeira Marques

3 de Janeiro de 1988

Jornal Correio da Manhã

 

sinto-me: 3 de Janeiro de 1988
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 12:18
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Sábado, 12 de Julho de 2008

Uma opinião

 

 

 

 

sinto-me:
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 21:32
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Obras de Eurico Gama

O Forte da Graça. História e descrição, 1929

Gente Alentejana, Capitão Augusto Tello, escrito e e combatente da Grande Guerra. 1932

Memórias de um actor- amador. Aníbal Velês (em oito números do Correio Elvense). 1936

2º Centenário da romaria do Senhor Jesus da Piedade. 1937.

Um cruzeiro notável – A Cruz de Galindo (sec. XV). (Em oito Nºs do “Correio Elvense”

O Iº De Dezembro de 1640 – Elvas 1937

Luis de Camões – 1937

Cortes de Amor – Jogos Florais Luso- Espanhóis Separata do Jornal de Elvas – Elvas, 1938 IIª Salão de Arte Alentejana Em Elvas Em colaboração com Nunes Ramos e Azinhal Abelho.

Bibliografia Elvense, A notável obra editorial de António José Torres de Carvalho. 1941

Mala-Posta

Boletim do (grupo dos Amigos de Elvas – De colaboração com Azinhal Abelho e Guilherme Pinhol – Elvas 1945.

Manuscritos e outros documentos da Biblioteca Municipal de Elvas.

I-1945 – II1948

Roteiro topográfico da cidade de Elvas. (Em 28 números do “Jornal De Elvas) 1947 A Dialectologia Alentejana (Nótulas criticas e bibliográficas).

(No nº 65 da Revista de Portugal – Série A- Língua Portuguesa) 1948

Roteiro Turístico de Elvas – Elvas 1948

Santa Eulália, “ Flor” do Alto Alentejo 1948

Crónica de Viagem da Rainha - Mãe de Portugal, Dona Maria Vitória de Bourbon, a Espanha, no Outubro de 1777

Separata da revista “Ocidente”, Lisboa MCMLII

A Santa Casa Da Misericórdia de Elvas – MCMLIV

Duas Imagens de Nossa Senhora dos Mártires – MCMLV

Breve Notícia Da Diocese De Elvas com uma relação completa dos Bispos que a Governaram

As Cortes de Elvas em 1361

Separata do Boletim da Junta de Província do Alto Alentejo – 1956

(já publicada no Jornal “ A Voz” de Lisboa

Os Pregões de Elvas – com sete Estampas e 33 músicas dos Pregões – 1954

Jornalismo Campomaiorense – MCMLVI

À sombra do aqueduto – estudos elvenses

Que engloba vários fascículos, quer da autoria de Eurico, quer de outros autores

De Eurico: - Roteiro antigo de Elvas – 1ª e 2ª. Séries

Estudos Elvenses – A Vida Quotidiana em Elvas

Durante o cerco e a Batalha das “ Linhas De Elvas”

Crónicas de Odiana

Comezainas e gulodices

Catálogo dos Ex-Libris da Biblioteca Municipal de Elvas

Roteiro Antigo de Elvas III – série em 1972

António Sardinha

(páginas esquecidas e achegas para a sua biografia)

Procissões de outrora em Elvas – separata de Arqueologia e História

9ª Série das publicações. Volume II

Colhendo Em Estranha Seara – separata da Revista de Portugal – Série A: - Língua portuguesa – Volume XXIX – Lisboa, 1964

O SENHOR JESUS DA PIEDADE DE ELVAS – 1972

AZULEJARIA ELVENSE – 1974 (?) reeditado em 1985

--------

Não tenho a pretensão de ter, com esta mostra, esgotado a citação de tudo que sobre Elvas Eurico produziu ou editou.

O meu convívio com Eurico começou quando ele escreveu para um jornal de Lisboa – uma carta falando sobre Elvas, que encabeçou com a adversativa “Mas”. Então meu marido e eu vivíamos nas Caldas da Rainha.

Com este jeito de reagir a tudo quanto me pareça injustiça, e porque achei dura a crítica, também concorri dizendo: Eurico disse mas, eu venho para dizer: -Se... e rebati o que me parecia excessivo.

Eurico ganhou o prémio da semana, e, eu o da “minha” semana e, depois o do mês.

Então, Eurico, felicitou-me, “multou-me” num presente de “cavacas”, que lhe enviei e, ofereceu-me um exemplar de cada uma das suas obras, que ainda possuía, porque na sua maioria dada a importância que têm como documentos históricos que são – estão esgotadas. Ficamos então muito amigos, a tal ponto que sua viuva havia de - por meu intermédio – confiar à Câmara presidida pelo Dr. João Carpinteiro a execução do seu último pedido:

Dar á sua cidade de Elvas todo o seu espólio. NA CONDIÇÃO ÚNICA de que ficasse numa sala com o seu nome, que na medida do possível evocasse a modéstia do seu quotidiano em que o seu único luxo era estudar, investigar e render preito aos grandes Elvenses que o antecederam nesse mesmo culto - Elvas

Na Sala Eurico Gama havia exemplares de todas as 1ªs edições das suas obras.

Sobre a sua secretária, pousados sobre a página aberta do último livro que lera, os óculos, como era seu costume deixar. Na parede o calendário parado no tempo, marcava o mês da sua partida.

As estantes estavam á altura da sua mão. Eurico era deficiente físico.

Era no seu conjunto a reprodução fiel, autêntica, do mundo de um Homem que tinha Elvas como o maior interesse da sua vida.

Logo que esta Câmara tomou posse a Senhora Drª Elsa – anunciou que o serviço da biblioteca não era prioritário e, desmantelou-o

A Sala Públia Hortênsia começou a servir para actividades políticas e, tal como na Quinta do Bispo a degradação foi minando tudo.

Ergue-se então a figura humana e sensata da Drª Vitória Branco que aceita dissabores e injustiças, mas começa uma luta difícil para salvar a biblioteca... o que consegue.

Procede-se então à obra que está à vista de todos, mas, como sempre os louros não são ela a colhe-los.

E, para que não se altere a marcha vitoriosa das tropas, como nas invasões francesas, faz-se terra queimada do passado.

Nem se repara que se desrespeitam os heróis na sanha de apagar os nomes dos soldados fiéis.

 

Maria José Rijo

 

sinto-me:
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 21:24
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Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

Postal D. Maria Amélia Gama

 

4 de Julho de 1984

Minha amiga

Bem haja por ter recordado o meu marido,

na sua crónica de Junho, mês de tantas e

dolorosas recordações, para mim...

Que as minhas palavras despertem nos mais

jovens o desejo de conhecerem as obras de

Eurico Gama, que ele escreveu com o coração

cheio de Amor e entusiasmo pela sua cidade natal.

Que eles continuem a entusiasmar-se por tudo quanto

possa engrandecer a cultura na nossa terra, isto é,

continuarem a obra que tão cedo foi interrompida...

Cumprimentos para o seu marido

e um afectuoso abraço

da amiga

Maria Amélia Gama

 

música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 15:56
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Terça-feira, 1 de Julho de 2008

EURICO GAMA - na Enciclopédia

 

Para quem desconhece ou não se lembra,

O nome de EURICO GAMA faz parte da

Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura.

 

GAMA (Eurico Garcia Miranda)

Publicista port. (n. Elvas, 11.6.1913).

Prof. do ensino secundário, tem-se dedicado ao jornalismo, colaborando em diversos jornais, nomeadamente no Jornal de Elvas, de que foi director.

É actualmente (1969), director da Biblioteca e conservador do Museu de Elvas.

Pertence à Associação dos Arqueólogos Portugueses e à Academia Portuguesa de Ex-libris.

Colaborador da VELBC.

OBRAS PRINC.:

-- Crónica da Viagem da Rainha Dona Mariana Vitória a Madrid em 1777, Lx., 1952;

-- Os Pregões de Elvas , Lx., 1954;

-- A Santa Casa da Misericórdia de Elvas, C., 1955

-- Duas Imagens de Nossa Senhora dos Mártires, C., 1955

-- As cortes de Elvas em 1361, Év., 1959

-- Gil Fernandes, Alcaide-mor Elvas, Lx., 1961

-- Roteiro Antigo de Elvas, I e II séries, Elvas, 1963 e 1964,

-- Catálogo dos Pergaminhos do Arquivo Municipal de Elvas, C., 1963;

-- O Senhor Jesus da Piedade de Elvas, monografia de Elvas, 1965;

-- Cartas de Leite de Vasconcelos e António Tomás Pires, Lx., 1965;

-- Comezainas e Gulodices, Elvas, 1966

 ...

Vol 9

Pág 115

Verbo

Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura

 

música: Eurico Gama
publicado por Maria José Rijo às 22:59
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Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Passaram por esta Biblioteca

 Passaram por esta Biblioteca em 4 anos

deste mandato dúzias de jóvens que à sombra

das árvores, no Verão, limpavam livros.

Foram:

A.T.D. - P.O.C. - O.T.J. - O.T.L.

etc...etc...

Alegraram o ambiente.

Colaboraram.

Fizeram trabalho válido.

Duas vezes foram limpos

um a um todos os livros.

Permanecem nos seus lugares:

O Bibliotecário arquivista - Dr. Alberto Marinho -

dirigiu o trabalho de fichas e catalogação

Manuel Branca - encadernador

Cila -- a simpática

José Marante -- colaborador eficiente

Lúcia -- (a Tímida) eficiente e calada

Glória -- outra preciosa colaboradora

Florinda -- também técnica de BAD por mérito próprio

e vontade política da Câmara que patrocinou o

curso e criou o lugar.

Leandro -- Um menino grande - generoso

e bem educado que dá gosto proteger

Mariana

Ester

Mariana e Ester

são duas senhoras de brio que se

orgulham do apuro da Biblioteca

como se fora sua própria casa.

Ana do Carmo - a sensível

 Ângela

Ana do Carmo e Ângela

são duas técnicas de BAD.

A Ângela deve a sua promoção profissional

a esta Câmara que lhe proporcionou os

meios de se libertar da condição de tarefeira

que era havia  6 anos.

 ..

Maria José Rijo

sinto-me: Sala Eurico Gama
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 22:50
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A Inauguração da Sala do escritor Eurico Gama

 

Dona Maria Amélia Gama

e Maria José Rijo

Dr. Pires Antunes

e Maria José Rijo

Dr. Pires Antunes está comovido

porque foi ele que fez o agradecimento

à Câmara em nome de sua irmã,

viuva do escritor.

Velhos Amigos

Dr. Pires Antunes,

cunhado de Eurico Gama

D. Maria Rosa Celestino da Silva Cidrais

e Maria José Rijo

Entraram as visitas

Aqui o Pintor António Cadete

e Dona Maria José Caldeira de Carvalho

Neste canto reconstituiu-se

o escritório do Escritor.

Eram de sua casa as

estantes, os adornos,

a secretária.

Sobre ela estão os óculos

de Eurico Gama na

página aberta do

último livro que leu.

.

Maria José Rijo

sinto-me: Sala Eurico Gama
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 19:49
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Domingo, 29 de Junho de 2008

Inauguração da Sala Eurico Gama

 Dona Maria Amélia Gama

 O mandato tinha seis meses.

Cumpria-se a promessa feita.

Inaugurava-se a

Sala Eurico Gama.

Começa a cerimónia com uma

sessão Solene na Sala Nobre

- A Públia Hortensia .

Quatro crianças,

alunas do Dr. Zagalo

liam trabalho seu, orientado

por esse senhor Professor,

sobre a vida e obra de Eurico Gama.

O Sr. Presidente da Câmara

Dr. João Carpinteiro faz a entrega da chave

da nova sala à Sra. Dona Maria Amélia Gama

viúva do escritor.

 Ela abre a porta.

A Rosinha Cidrais, amiga de todas as horas

nesta cruzada de correr contra o tempo

para cumprir o prometido, observa atenta.

Eurico Gama

deixara à cidade de Elvas cerca de

6.000 volumes

- toda a sua biblioteca -

Falecera havia 9 anos e,

por inércia a cidade estava privada

de tão valioso património.

.

Maria José Rijo

 

 

 

sinto-me: Sala Eurico Gama
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 22:45
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Eurico Gama

 

 

 

Eurico Garcia Miranda Gama

nasceu em Elvas

no dia 11 de Junho de 1913

 

 

Faleceu

no dia 5 de Junho de 1977

em Portalegre

sinto-me: Inauguração da Sala
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 20:54
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A Sala Eurico Gama

Era assim:

Antes de 1986

Foi desta desordem que nasceu a sala

Eurico Gama

que se mostra em baixo.

A estante onde se lê

Biblioteca Maria Amélia

separa-a da sala de Arquivo.

O Bibliotecário - Dr. Marinho

orienta duas O.T.J.

na arrumação de um ficheiro

 Eurico Gama que fora

Director da Biblioteca Municipal de Elvas

legou por testamento a sua

biblioteca particular

de 6.000 Volumes à

Biblioteca da sua cidade de Elvas

ao falecer

em 5 de Junho de 1977

 Sala Eurico Gama

Onde se reconstituiu o ambiente familiar

do escritor.

Para o conseguir sua viuva a

Senhora Dona Maria Amélia Gama

ofereceu o mobiliário que a compunha:

secretária, cadeira, estantes.

 Longos anos aguardou a cidade

que se criasse espaço para receber

o precioso legado.

Em 11 de Junho de 1986

data do nascimento de Eurico Gama

abriu-se a sala ao público.

Eurico nascera em 1913 e falecera a

5 de Junho de 1977

em Portalegre.

.

Pouco tempo antes de falecer, ainda

era Elvas e Só Elvas  a sua preocupação,

quando confidênciava a sua mulher

"A vida é tão curta e eu tinha ainda tanto que fazer".

-

9 anos depois da sua morte

fazia-se finalmente à memória

de Eurico a merecida justiça!

.

Maria José Rijo

 

sinto-me: Sala Eurico Gama
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 20:50
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Monografia – Eurico Gama

Rainha da Fronteira

 

NOTA BREVE

 

É quase com o sentimento de culpa de quem comete uma inconfidência, que se lê o “Termo de Abertura” de

 

ELVAS

Rainha da Fronteira

 

(monografia resumida)

Por

Eurico Gama

 

Qualquer pessoa, por muito desprevenida que esteja, ao tomar contacto com esta obra, sentirá, que, para além da verdade histórica que lhe é narrada, toca os sentimentos íntimos do autor.

Em verdade, se Eurico Gama foi escritor, etnólogo, investigador e historiador reconhecido, tudo isso soube ser – por ter sido – não apenas, mas muito principalmente: Poeta do Amor à sua terra.

Eurico nasceu em Elvas a 11 de Junho de 1913 e viria a falecer em Portalegre em 5 de Junho de 1977.

Pouco tempo antes de morrer, ainda era Elvas e só Elvas, a sua maior preocupação, quando confidenciava a sua mulher:

“ A vida é tão curta e eu tenho ainda tanto que fazer!”

Eurico, tal como um herói de velhas lendas ou destemido cavaleiro medieval – frente à sua Rainha – a cidade de Elvas – foi o súbdito reverente, zeloso e fiel, que apaixonadamente a serviu a vida inteira.

Este Câmara, que da mesma cidade de Elvas recebeu mandato neste ano de 1986 – publicando obra sua – exerce justiça e honra a sua memória.

 

Junho de 1986

 

Maria José Rijo

 

sinto-me: Sala Eurico Gama
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 17:20
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Sexta-feira, 27 de Junho de 2008

De caminho para a Sala Eurico Gama

 

Este é o corredor que conduz à

SALA EURICO GAMA

- que se vê ao fundo-.

...

Era como se mostram nas fotografias,

antes de ser recuperado.

Neste corredor frente à comoda onde se vê

uma jarra com flores

fica a sala nobre da Biblioteca

"SALA PUBLIA HORTÊNSIA DE CASTRO"

À porta desta sala está

uma velha estante de

música com uma reprodução do

"Cancioneiro de Elvas",

estudado por

MANUEL JOAQUIM

seu achador na referida sala.

CANCIONEIRO DA PUBLIA HORTÊNSIA

CANCIONEIRO DE MANUEL JOAQUIM

São os

outros nomes dados a este

códice do séc. XV ou XVI

..

Maria José Rijo

sinto-me: Sala Publia Hortênsia d Castro
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 00:18
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Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

Sala Publia Hortênsia de Castro

 

A esta bela sala se restaurou o tecto;

o chão que levou dias a raspar

para ser libertado do "Dabri" .

Arranjaram-se as estantes,

compôs-se com cortinados

e se enriqueceu com um piano

que veio do "velho" clube  Elvense.

"Públia Hortênsia "

é o nome que esta bela sala ostenta

em letras gravadas numa placa de

mármore sobre a sua porta de entrada

a que aí dá a mesma designação

.

Maria José Rijo

sinto-me: Sala Publia Hortênsia de Castr
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 23:58
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A Distância de 3 Anos

BIBLIOTECA:

A Distância de 3 Anos

PATRIMÓNIO HERDADO E… RECONQUISTADO!

Tendo consciência da importância formativa da crítica, se ela for isenta, rigorosa e de honesta intenção, julgo estar na posição certa para oferecer às pessoas interessadas em avaliar o trabalho desta Câmara – com justiça e sem maledicência – alguns dados sobre os objectivos do projecto que serviu de base à sua actuação, nomeadamente no campo da cultura.

Com inegável coragem e escassos meios financeiros, votou este mandato, do Dr. João Carpinteiro, o propósito de não deixar parecer o valioso património bibliográfico à sua guarda, que recebera decadente.

Não conseguindo do Instituto do Livro e da Leitura o apoio financeiro solicitado, em desespero, ao verificar que a formiga branca infestava livros, chão e mobiliário – deu esta câmara, com a sua decisão e coragem, uma verdadeira lição de consciência de dever e saber estar que cabe aos verdadeiros dirigentes – salvando um património cultural de tal valor que torna a Biblioteca de Elvas conhecida e procurada por estudiosos de todo o Mundo.

Sendo eu, no elenco desta Câmara, o único elemento sem filiação partidária (embora confessando a mágoa de não realizar em absoluto um sonho que partilhei) não escondo que me foi grato ter podido ajudar, ao longo destes três anos, um Homem cuja honestidade sempre comprovei, e a quem, ninguém poderá ter a ousadia de negar a evidente dedicação de cada dia do seu mandato à causa do Progresso e do Bem Estar de Elvas, pesem embora as falhas de toda a obra que é humana.

No momento em que está quase terminada a obra que em Outubro de 87 merece já o comentário da Secretária de Estado da Cultura:

com muito apreço pelo esforço já realizado na recuperação desta valiosa Biblioteca” – Elvas pode orgulhar-se  de ter reconquistado o inalienável direito à guarda e posse da sua legítima herança.

 

Maria José Rijo

(Vereadora da Cultura)

.

Boletim Municipal de Elvas

Nº 17 – série II

Novembro/Dezembro de 1988

 

sinto-me:
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 23:06
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Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

Cerca de 40 cadeiras...

existentes estavam estropiadas,

empilhadas aos montes,

pelos cantos com livros, madeiras,

caixas com lixo numa confusão

assustadora.

Era a imagem perfeita do que se pode

o desamor e, a ignorância.

A Biblioteca "ganhou"

o seu carpinteiro privativo

-- O Sr. Vidigal --

e, a pouco e pouco tudo foi mudando.

Depois do espaço abandonado

- surgiu o aproveitamento digno -

como se vê:

Limpar toda esta documentação

papel por papel

arrumá-la em caixas próprias

que as defendem de poeiras,

excesso de luz, etc... etc...

referenciá-la com etiquetas identificadoras

será tarefa de anos...

..

Maria José Rijo

sinto-me:
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 22:03
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Defender o Nosso património...

 

Promover a transformação

que se verifica por estas duas fotos

(antes - e - depois)

Deu-nos o direito de, em nome da nossa

cidade responder com firmeza

para defender o nosso legítimo

património

.

Maria José Rijo

 

 

 

sinto-me:
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 21:41
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Do caos nasce...

(Manuel Branca - encadernador autodidacta)

.

Monta-se uma oficina de encadernação num

longo corredor que se recuperara e

compartimenta depois de serem consertadas

as estantes partidas

abandonadas com desleixo.

 Do cao, com trabalho e determinação

faz-se nascer ordem, limpeza,

funcionalidade e, até, beleza.

 

 o Arquivo

 o espaço de convívio,

surgiram

no espaço desleixado

que se mostra em primeiro lugar.

.

Maria José Rijo

sinto-me:
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 21:33
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Antes do mandato 86/89

tinha havido uma tentativa de arranjo

da Biblioteca,

Ao que nos contam...

Não foi por diante.

Esboçaram a recuperação

do arquivo.

Aceitaram algumas estantes

da marinha mas...

ficaram por aí.

A Biblioteca não tinha pessoal

em quantidade

(uma mulher a dias limpava???

Biblioteca e Museu)

 e não dispunha de um projécto sólido

nem houve vontade politica de chegar

ao fundo da questão.

.

Maria José Rijo

sinto-me:
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 21:04
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Mudanças ...

Deste corredor "de loucura"

uma vez limpo, arrumado, com o chão

substituido por tijoleira encerada

onde uma passadeira abafa o ruido

dos passos

nasce uma imagem de apurado

asseio e dignidade.

São 4 anos de trabalho

onde se empenha o esforço de

A.T.D - O.T.J - P.O.C - O.T.L

para que todas estas rimas

de papeis, revistas, livros e documentos

encontrem a ocupem o lugar certo

e possam as fichas e

catalogação devida.

 

Maria José Rijo

 

música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 20:18
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Onde era...

 

Onde era um espaço vazio e inutil

cria-se uma sala polivalente.

Faz de SALA DO CONTO.

Serve para reuniões,

Conferências, aulas.

O arranjo e a limpeza dão

agora o tom!

.

Maria José Rijo

 

sinto-me:
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 18:44
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Ambiente da Biblioteca

 

Nota-se bem a diferença do ambiente

tendo como referência a fotografia onde o chão

se mostra sem brilho.

Os estudantes ganham o jeito de vir à

Biblioteca. Sentem-se lá bem.

 

A sala do fundo que se vê vazia na

fotografia (como era antes)

Já ostenta um cortinado que o brilho

do chão agora reflete e

gera conforto.

.

Maria José Rijo

 

 

sinto-me:
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 18:31
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Prof. Dr. Gil Miranda

 

Nesta fotografia podem ver-se:

- os óculos, lápis, lupa, papeis, pasta e cajado

do investigador

Prof. Dr. Gil Miranda

que está a preparar um trabalho

sobre pregaminhos musicais do séc. XV

existentes na Biblioteca de Elvas

e que podem ver-se sobre a mesa,

à esquerda.

.

Maria José Rijo

sinto-me:
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 18:15
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Criou-se...

 

um espaço para os mais

pequeninos

Compraram-se ficheiros

Procedeu-se à catalogação, limpeza e

arranjo de livros.

Aboliu-se a lavagem do chão que passou

a ser encerado.

Instalou-se música ambientadora.

Campainhas para chamar o pessoal.

.

Maria José Rijo

sinto-me:
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 18:04
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Entrada da Biblioteca

 

Quando em 18 de Março de 1989 o

Sr. Presidente da Republica -

Dr. Mário Soares -visitou Elvas

já a entrada da Biblioteca mudara de côr,

de floreiras, de arranjo.

.

(Em Fevereiro de 1989 sob a direcção do

Dr. Carlos Beloto de Conimbriga

fez-se o levantamento dos mosaicos

e arranjou-se o pavimento com

funcionários da Câmara).

.

As FLOREIRAS

foram-me oferecidas por uma amiga:

Ana Guerra Silva

a quem as pedi para a Biblioteca.

.

Neste momento (25 de Junho de 2008)

Não fazem parte da decoração!!!!....

.

Maria José Rijo

sinto-me:
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 18:02
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Terça-feira, 24 de Junho de 2008

A entrada da Biblioteca

 

Vasos de cimento grosseiros e feios

tornavam vulgar

uma entrada que é

bela e nobre.

Era assim em:

7 de Março de 1986

quando se começou

a obra da sala

Eurico Gama

A Biblioteca tinha um ar triste.

Era fria, desaconchegada.

Os mosaicos romanos

estavam escondidos por

sucessivas camadas de "dabri".

Não havia tapete sequer para

limpar os pés à entrada.

.

Maria José Rijo

 

sinto-me:
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 23:55
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Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

Continuação...

 

Substituia-se a pouco e pouco o pôdre

mudavam-se os livros dentro do esquema

combinado para voltarem depois aos locais

próprios sem erros, como na verdade,

aconteceu.

Com a colaboração das funcionárias

Ana Matos

Angela Martins

Anabela Pires(OTJ)

na minha qualidade de Vereadora

assumi a responsabilidade da tarefa

de remodelação dos (cerca de 30.000)

livros dentro dum plano que elaborei e,

graças a Deus - Resultou.

.

Maria José Rijo

 

 

 

sinto-me:
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 23:37
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Continua o trabalho...

 

Os livros mais atacados

foram arrumados ao meio

dos corredores.

O cheiro dos produtos utilizados

era horroroso e os gases altamente tóxicos.

A Biblioteca fechou ao público.

Trouxeram-se do museu as peças

necessitadas de expurgo.

Maria José Rijo

sinto-me:
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 23:21
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A desinfestação foi um trabalho, caro dificil e penoso...

Fez-se um plano de trabalho. A tarefa é enorme.

Avaliada a situação estabeleceram-se prioridades.

Vêm técnicos de Lisboa, procede-se a uma

profunda desinfestação.

A Biblioteca fecha ao público.

Todo o soalho é levantado e substituido por tijoleira.

Esvaziam-se as estantes.

30.000 livros saiem do lugar e as próprias

estantes são arrancadas das paredes.

Dirijo o trabalho.

Ajudam-me a Ana do Carmo,

a Angela e a AnaBela (O.T.J)

.

Maria José Rojo

 

sinto-me:
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 23:01
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Investiga-se o soalho...

é pior do que se julgava...

 O chão de soalho que sobre barrotes de

madeira fora colocado 15 a 20cm acima da velha

tijoleira, encobria todo o rodapé das estantes e

criara uma zona (vão) onde mercê das frequentes

lavagens com baldes de água e esfregona se

mantinha um grau de humidade que provocava o

apodrecimento das madeiras do pavimento.

 O ambiente cheirava a bolor e a ratos podres,

cujos restos se encontraram ao levantar o soalho.

A formiga branca encontra o seu espaço ideal...

 .

Maria José Rijo

 

sinto-me:
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 22:29
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Domingo, 22 de Junho de 2008

A monte, sem cuidados...

 

nem critério,

entre papéis velhos e lixo

estavam

preciosidades...

.

Maria José Rijo

 

sinto-me:
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 22:29
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10 anos sem desinfestação...

 

Victimas do esquecimento

A ameaça é séria

os estragos são irremediáveis...

Palavras, para quê?...

 

... morrendo aos poucos

estavam os livros...

.

Maria José Rijo

 

música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 21:45
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