Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

Conclusão...

 

.CASA ONDE NASCEU EURICO GAMA

A CASA onde Eurico Gama nasceu

está em ruina.

A SALA que ele desejou foi

desmantelada

 

Resta sobre o seu túmulo

o voto expresso

no seu ex-libris

MORRA O HOMEM FIQUE A FAMA

..

Talvez nos possa ainda

restar alguma

esperança.

 

 

Maria José Rijo

sinto-me:
música: Conclusão
publicado por Maria José Rijo às 20:58
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Segunda-feira, 28 de Julho de 2008

Uma sala que tem História

ELVAS preserva o “Bichinho da Bibliofilia”

Biblioteca Municipal expõe obras que são preciosidades

 

Correio da manhã

26- Dezembro de 1989

Texto de Inácio de Passos

Uma sala que tem História

 

Uma das salas da Biblioteca Municipal de Elvas é bastante curiosa, por reproduzir uma biblioteca caseira em todos os seus pormenores.

Nota-se nela a ausência de alguém, a não presença humana que fazia parte activa do ambiente recriado ali.

E trata-se na verdade da reposição do lugar caseiro de leitura de um dos elvenses ilustres, de nome EURICO GAMA, um investigador que deixou o seu nome ligado à cidade.

Maria José Rijo descreveu-nos a pequena e interessante história daquela sala, diferente de todas as outras:

Trata-se da biblioteca de Eurico Gama, um erudito elvense falecido em 5 de Junho de 1977. Fomos a sua casa buscar as estantes dele e aqui as montamos da mesma forma que lá se encontravam. A sua viúva ofereceu-nos a mesa onde ele trabalhava no Inverno, e a mesa onde fazia os seus trabalhos de investigação no Verão, e reconstituiu-se aqui o meio ambiente em que ele vivia, ou pelo menos onde passava grande parte do seu tempo.

O Eurico Gama era um homem baixo – prosseguiu – com uma deficiência física, motivo porque as estantes tinham pouca altura, para que a elas lhe fosse possível chegar sem grande esforço. Eurico Gama não foi em vida um homem rico, mas tinha uma alma nobre, muito nobre. Ele amealhou estes livros todos, eram o seu tesouro e deixou-o à sua cidade.

O seu gesto merecia ser respondido por nós com toda a ternura, e por isso reconstituímos aqui o seu ambiente de estudo, para darmos, mais ainda, a medida humana ao seu nobre gesto de oferecer à cidade aquilo de que mais gostava: os seus livros.

Sobre a secretária a que diariamente Eurico Gama se sentava a ler, encontra-se o livro aberto, e os óculos repousam sobre o livro, dando ao visitante a impressão de que está para chegar, de um momento para o outro, alguém disposto a reencetar a leitura interrompida.

Maria José Rijo justifica esse singelo detalhe daquele diferente espaço da Biblioteca, com estas palavras:

Eurico Gama morreu repentinamente e deixou o livro que estava a ler na secretária para continuar a leitura no outro dia. Só que esse outro dia não lhe chegou jamais, por a morte colher quando ele não a esperava. Nós colocámos o livro e todos os objectos nos mesmos locais em que ele os deixou pela última vez que esteve na sua biblioteca, para melhor se entender o seu ambiente de trabalho.

Traçando um curto retrato dos últimos momentos do investigador elvense, disse ainda:

Ele era um homem que não esperava a morte quando ela lhe chegou. Tudo indica que esperava viver mais, por não considerar completa a sua obra. Já de cama, doente, quando um amigo o foi visitar disse-lhe:”tenho ainda tanto que fazer…” E tinha na verdade ainda muito que fazer, embora a sua obra seja bastante importante. A sua grande preocupação foi sempre a sua cidade, Elvas.

Ainda sobre Eurico Gama aquela sala da Biblioteca Municipal, Maria José Rijo tinha mais a acrescentar, traçando-nos um quadro que bastante a sensibilizou, como nos disse:

Quando fizemos a inauguração desta casa Eurico Gama foi o investigador. Ora acontece que as crianças da escola tiveram por programa escolar fazer uma investigação sobre Eurico Gama, e vieram então aqui ler os seus trabalhos. Foi um quadro muito enternecedor, muito bonito, ver os meninos a ler os seus trabalhos sobre o Eurico Gama, quando ele fora, afinal, o grande investigador da cidade de Elvas. São imagens que a vida nos reserva e que jamais se esquecem.

 

Correio da manhã

26- Dezembro de 1989

Texto de Inácio de Passos

sinto-me:
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 23:39
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Sábado, 12 de Julho de 2008

Obras de Eurico Gama

O Forte da Graça. História e descrição, 1929

Gente Alentejana, Capitão Augusto Tello, escrito e e combatente da Grande Guerra. 1932

Memórias de um actor- amador. Aníbal Velês (em oito números do Correio Elvense). 1936

2º Centenário da romaria do Senhor Jesus da Piedade. 1937.

Um cruzeiro notável – A Cruz de Galindo (sec. XV). (Em oito Nºs do “Correio Elvense”

O Iº De Dezembro de 1640 – Elvas 1937

Luis de Camões – 1937

Cortes de Amor – Jogos Florais Luso- Espanhóis Separata do Jornal de Elvas – Elvas, 1938 IIª Salão de Arte Alentejana Em Elvas Em colaboração com Nunes Ramos e Azinhal Abelho.

Bibliografia Elvense, A notável obra editorial de António José Torres de Carvalho. 1941

Mala-Posta

Boletim do (grupo dos Amigos de Elvas – De colaboração com Azinhal Abelho e Guilherme Pinhol – Elvas 1945.

Manuscritos e outros documentos da Biblioteca Municipal de Elvas.

I-1945 – II1948

Roteiro topográfico da cidade de Elvas. (Em 28 números do “Jornal De Elvas) 1947 A Dialectologia Alentejana (Nótulas criticas e bibliográficas).

(No nº 65 da Revista de Portugal – Série A- Língua Portuguesa) 1948

Roteiro Turístico de Elvas – Elvas 1948

Santa Eulália, “ Flor” do Alto Alentejo 1948

Crónica de Viagem da Rainha - Mãe de Portugal, Dona Maria Vitória de Bourbon, a Espanha, no Outubro de 1777

Separata da revista “Ocidente”, Lisboa MCMLII

A Santa Casa Da Misericórdia de Elvas – MCMLIV

Duas Imagens de Nossa Senhora dos Mártires – MCMLV

Breve Notícia Da Diocese De Elvas com uma relação completa dos Bispos que a Governaram

As Cortes de Elvas em 1361

Separata do Boletim da Junta de Província do Alto Alentejo – 1956

(já publicada no Jornal “ A Voz” de Lisboa

Os Pregões de Elvas – com sete Estampas e 33 músicas dos Pregões – 1954

Jornalismo Campomaiorense – MCMLVI

À sombra do aqueduto – estudos elvenses

Que engloba vários fascículos, quer da autoria de Eurico, quer de outros autores

De Eurico: - Roteiro antigo de Elvas – 1ª e 2ª. Séries

Estudos Elvenses – A Vida Quotidiana em Elvas

Durante o cerco e a Batalha das “ Linhas De Elvas”

Crónicas de Odiana

Comezainas e gulodices

Catálogo dos Ex-Libris da Biblioteca Municipal de Elvas

Roteiro Antigo de Elvas III – série em 1972

António Sardinha

(páginas esquecidas e achegas para a sua biografia)

Procissões de outrora em Elvas – separata de Arqueologia e História

9ª Série das publicações. Volume II

Colhendo Em Estranha Seara – separata da Revista de Portugal – Série A: - Língua portuguesa – Volume XXIX – Lisboa, 1964

O SENHOR JESUS DA PIEDADE DE ELVAS – 1972

AZULEJARIA ELVENSE – 1974 (?) reeditado em 1985

--------

Não tenho a pretensão de ter, com esta mostra, esgotado a citação de tudo que sobre Elvas Eurico produziu ou editou.

O meu convívio com Eurico começou quando ele escreveu para um jornal de Lisboa – uma carta falando sobre Elvas, que encabeçou com a adversativa “Mas”. Então meu marido e eu vivíamos nas Caldas da Rainha.

Com este jeito de reagir a tudo quanto me pareça injustiça, e porque achei dura a crítica, também concorri dizendo: Eurico disse mas, eu venho para dizer: -Se... e rebati o que me parecia excessivo.

Eurico ganhou o prémio da semana, e, eu o da “minha” semana e, depois o do mês.

Então, Eurico, felicitou-me, “multou-me” num presente de “cavacas”, que lhe enviei e, ofereceu-me um exemplar de cada uma das suas obras, que ainda possuía, porque na sua maioria dada a importância que têm como documentos históricos que são – estão esgotadas. Ficamos então muito amigos, a tal ponto que sua viuva havia de - por meu intermédio – confiar à Câmara presidida pelo Dr. João Carpinteiro a execução do seu último pedido:

Dar á sua cidade de Elvas todo o seu espólio. NA CONDIÇÃO ÚNICA de que ficasse numa sala com o seu nome, que na medida do possível evocasse a modéstia do seu quotidiano em que o seu único luxo era estudar, investigar e render preito aos grandes Elvenses que o antecederam nesse mesmo culto - Elvas

Na Sala Eurico Gama havia exemplares de todas as 1ªs edições das suas obras.

Sobre a sua secretária, pousados sobre a página aberta do último livro que lera, os óculos, como era seu costume deixar. Na parede o calendário parado no tempo, marcava o mês da sua partida.

As estantes estavam á altura da sua mão. Eurico era deficiente físico.

Era no seu conjunto a reprodução fiel, autêntica, do mundo de um Homem que tinha Elvas como o maior interesse da sua vida.

Logo que esta Câmara tomou posse a Senhora Drª Elsa – anunciou que o serviço da biblioteca não era prioritário e, desmantelou-o

A Sala Públia Hortênsia começou a servir para actividades políticas e, tal como na Quinta do Bispo a degradação foi minando tudo.

Ergue-se então a figura humana e sensata da Drª Vitória Branco que aceita dissabores e injustiças, mas começa uma luta difícil para salvar a biblioteca... o que consegue.

Procede-se então à obra que está à vista de todos, mas, como sempre os louros não são ela a colhe-los.

E, para que não se altere a marcha vitoriosa das tropas, como nas invasões francesas, faz-se terra queimada do passado.

Nem se repara que se desrespeitam os heróis na sanha de apagar os nomes dos soldados fiéis.

 

Maria José Rijo

 

sinto-me:
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 21:24
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Terça-feira, 1 de Julho de 2008

EURICO GAMA - na Enciclopédia

 

Para quem desconhece ou não se lembra,

O nome de EURICO GAMA faz parte da

Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura.

 

GAMA (Eurico Garcia Miranda)

Publicista port. (n. Elvas, 11.6.1913).

Prof. do ensino secundário, tem-se dedicado ao jornalismo, colaborando em diversos jornais, nomeadamente no Jornal de Elvas, de que foi director.

É actualmente (1969), director da Biblioteca e conservador do Museu de Elvas.

Pertence à Associação dos Arqueólogos Portugueses e à Academia Portuguesa de Ex-libris.

Colaborador da VELBC.

OBRAS PRINC.:

-- Crónica da Viagem da Rainha Dona Mariana Vitória a Madrid em 1777, Lx., 1952;

-- Os Pregões de Elvas , Lx., 1954;

-- A Santa Casa da Misericórdia de Elvas, C., 1955

-- Duas Imagens de Nossa Senhora dos Mártires, C., 1955

-- As cortes de Elvas em 1361, Év., 1959

-- Gil Fernandes, Alcaide-mor Elvas, Lx., 1961

-- Roteiro Antigo de Elvas, I e II séries, Elvas, 1963 e 1964,

-- Catálogo dos Pergaminhos do Arquivo Municipal de Elvas, C., 1963;

-- O Senhor Jesus da Piedade de Elvas, monografia de Elvas, 1965;

-- Cartas de Leite de Vasconcelos e António Tomás Pires, Lx., 1965;

-- Comezainas e Gulodices, Elvas, 1966

 ...

Vol 9

Pág 115

Verbo

Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura

 

música: Eurico Gama
publicado por Maria José Rijo às 22:59
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Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

A Inauguração da Sala do escritor Eurico Gama

 

Dona Maria Amélia Gama

e Maria José Rijo

Dr. Pires Antunes

e Maria José Rijo

Dr. Pires Antunes está comovido

porque foi ele que fez o agradecimento

à Câmara em nome de sua irmã,

viuva do escritor.

Velhos Amigos

Dr. Pires Antunes,

cunhado de Eurico Gama

D. Maria Rosa Celestino da Silva Cidrais

e Maria José Rijo

Entraram as visitas

Aqui o Pintor António Cadete

e Dona Maria José Caldeira de Carvalho

Neste canto reconstituiu-se

o escritório do Escritor.

Eram de sua casa as

estantes, os adornos,

a secretária.

Sobre ela estão os óculos

de Eurico Gama na

página aberta do

último livro que leu.

.

Maria José Rijo

sinto-me: Sala Eurico Gama
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 19:49
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Domingo, 29 de Junho de 2008

Inauguração da Sala Eurico Gama

 Dona Maria Amélia Gama

 O mandato tinha seis meses.

Cumpria-se a promessa feita.

Inaugurava-se a

Sala Eurico Gama.

Começa a cerimónia com uma

sessão Solene na Sala Nobre

- A Públia Hortensia .

Quatro crianças,

alunas do Dr. Zagalo

liam trabalho seu, orientado

por esse senhor Professor,

sobre a vida e obra de Eurico Gama.

O Sr. Presidente da Câmara

Dr. João Carpinteiro faz a entrega da chave

da nova sala à Sra. Dona Maria Amélia Gama

viúva do escritor.

 Ela abre a porta.

A Rosinha Cidrais, amiga de todas as horas

nesta cruzada de correr contra o tempo

para cumprir o prometido, observa atenta.

Eurico Gama

deixara à cidade de Elvas cerca de

6.000 volumes

- toda a sua biblioteca -

Falecera havia 9 anos e,

por inércia a cidade estava privada

de tão valioso património.

.

Maria José Rijo

 

 

 

sinto-me: Sala Eurico Gama
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 22:45
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Eurico Gama

 

 

 

Eurico Garcia Miranda Gama

nasceu em Elvas

no dia 11 de Junho de 1913

 

 

Faleceu

no dia 5 de Junho de 1977

em Portalegre

sinto-me: Inauguração da Sala
música: Camara - 1986-1989
publicado por Maria José Rijo às 20:54
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Quinta-feira, 5 de Junho de 2008

Sardinha, a Quinta do Bispo – Porquê? – IV

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.492 – 19 – Fevereiro-1999

Conversas Soltas

 

 

Talvez seja a altura de relembrar aqui, alguns pareceres, que, na imprensa de Elvas, em épocas diferentes, foram aparecendo sobre o assunto em epígrafe.

Vou faze-lo por ordem no tempo, e, porque algumas das opiniões, provêm de gente ilustre, – infelizmente já falecida – espero que se entenda perfeitamente que eu não inventei esta preocupação.

Quer se encare de frente, quer se façam ouvidos de mercador, o problema existe.

Resolvê-lo é dever de Elvas, e essas decisões de problemas locais, - essas – e não outras – que, em série, se vão, mais ou menos, resolvendo por determinações exteriores, no nosso e em outros municípios, é que  dão a dimensão real do espírito de iniciativa e da visão de quem decide.

Em Sábado 2 de Maio de 1970 – dizia assim o “Linhas de Elvas” pela mão de Ernesto Ranita Alves e Almeida, então seu director.

Cito: “ À nossa mesa de trabalho acaba de chegar mais um livro, mais uma belíssima manifestação das qualidades investigadoras de Eurico Gama, sempre disposto a dar-nos a justa medida do que vale o seu nome no campo cada vez mais restrito dos que, sem qualquer turvo intuito de interesse próprio, se dedicam à constante e nobre tarefa de difundir apontamentos culturais, factos e  perfis de ilustres figuras elvenses ou com elas relacionadas por motivos de ordem espiritual. (o sublinhado é meu).

Referia-se assim Ernesto Alves, à obra: - “António Sardinha (páginas esquecidas e achegas para a sua biografia)” – que Eurico, na altura lhe enviara.

As referências são extensas, mas muito interessantes. Limito-me a destacar, por curiosidade, o que me parece ser menos conhecido.

 

“Vemos um António Sardinha integrado no meio elvense, cliente da Barbearia Samuel, felizmente ainda hoje em actividade; um António Sardinha presidente da Câmara Municipal; um António Sardinha polemista enfrentado na “Fronteira, a fogosidade talentosa de um arronchense ilustre – Teófilo Junior –, um António Sardinha colaborador da imprensa de Elvas, e muitos outros aspectos relevantes da sua biografia “local”.

Assim contava Ernesto Alves – repito – citando Eurico que em livro enaltecia a figura de António Sardinha.

Fecho este apontamento voltando a citar o meu saudoso amigo Ernesto, também ele, Elvense, com maiúscula e indómito defensor do bem de Elvas.

“Homens como Eurico Game têm qualquer coisa de missionários e devem ser apontados às novas gerações como paradigma e estímulo do que significa o trabalho olhando para o alto, defendendo abnegadamente a herança que os nossos maiores legaram ao património espiritual da Nação “

 

Que admira então, que, de vez em quando, este assunto que permanece latente na consciência dos elvenses interessados pelo seu património, ressurja, com a força de tudo quanto tendo fundas raízes no passado, e dando testemunho da história da nossa terra, nunca se afasta dos seus corações?

Em 6-7-1979 voltava a perguntar-se no Linhas de Elvas:

E por que não a Casa Museu António Sardinha? (e, seguia-se o texto)

Toda a cidade sabe o muito que se deve a essa figura impar das letras pátrias, que à sombra do Aqueduto escreveu a maior parte das suas importantes obras, hoje completamente esgotadas.

E, mais adiante: Pois agora ocorre-nos alvitrar à Câmara Municipal a aquisição da Quinta do Bispo, onde o Mestre do Integralismo Lusitano passou grande parte da sua vida, a fim de que seja transformada em Casa-Museu”.

No mesmo jornal, nº 1486 de 6-7-1979; também se podia ler:

“Já estava a primeira página composta, quando nos chegou às mãos a proposta que o vereador Joaquim Trindade apresentou na sessão de segunda-feira e que foi aprovada por unanimidade. Quem ler estas duas notícias há-de pensar que houve acordo prévio entre o jornalista e o edil. Podemos garantir que tal não sucedeu. O que houve foi mera coincidência, e julgamos de difícil repetição.

 

Passamos a transcrever a proposta, que diz o seguinte:

 

“É de todos sobejamente conhecido o que António Sardinha representa para Elvas, cidade onde viveu e onde produziu toda a sua valiosa obra literária.

Por duas vezes já a sua memória foi aqui devidamente comemorada, estando o seu nome gravado em placa no monumento mais significativo da cidade – os Arcos da Amoreira.

Em tempo oportuno foi o plátano anexo à sua residência na nossa cidade considerado de utilidade pública.

Perdida que foi, a favor de uma Universidade de Lisboa, a sua valiosa Biblioteca, inicialmente prevista para enriquecer a nossa Biblioteca Municipal, resta assegurar para o património cultural da Cidade a sua casa junto ao plátano já considerado de utilidade pública.

Assim sendo, proponho que a Câmara Municipal envide todos os esforços no sentido de que, ainda na vigência do nosso mandato, a casa onde viveu António Sardinha seja considerada pública.”

 

Chamo a atenção para a preocupação, aliás, justa e bem legítima, dos cidadãos de Elvas com a Quinta do Bispo, - propondo à sua Câmara que a comprasse e defendesse.

Comentar, para quê?

Apenas recordar que naquela época a Quinta ainda estava na família de António Sardinha, mesmo assim, em nome de valores perenes, erguiam-se vozes, embora, com o desconforto que se depreende, por tal situação...

De outra vez, se Deus quiser, citarei outras opiniões, também ventiladas neste jornal. Pelo menos vai-se rescrevendo a história e avivando recordações.

Quem sabe se acordando responsabilidades.

A esperança é a última coisa que morre...

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:55
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