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Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

Argumento do Hyssope

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José Carlos de Lara, Deão da Sé de Elvas, querendo obsequiar o seu Bispo, o Excelentíssimo e Reverendíssimo Dom Lourenço de Lencastre, vinha oferecer-lhe o Hyssope à porta da casa do Cabido todas as vezes que este Prelado ia executar as suas funções na Cathedral.

Depois, esfriando entre eles a amizade por motivos que nos são ocultos, mudou o Deão o sistema; o que o Bispo sentiu em extremo como uma grande afronta à sua ilustríssima Pessoa; e para obrigar o mesmo Deão a continuar no costumado obséquio, conseguiu por meio de alguns seus parciais do Cabido, que este lavrasse um Acórdão, pelo qual o Deão fosse obrigado, debaixo de certas multas, q que não o esbulhasse da pretendida posse em que se achava.

Deste Acórdão appelou  o Deão para a Metropoli, onde teve sentença contra si. Esta é a acção do Poema.

Passado pouco tempo depois da referida sentença, morreu o Deão, e lhe sucedeu no Benefício hum sobrinho seu, chamado Ignacio Joaquim Alberto de Mattos; o qual recusando sujeitar-se, como seu Tio, a sobredita obrigação, foi pelo Bispo asperamente repreendido, e ameaçado.

Então interpôs o mesmo hum Recurso para o Juiso da Coroa, o qual mandando continuar vista da petição ao Bispo do estylo; ele,possuído de hum terro pânico, se não foi temor reverencial, desistindo da imaginada posse, negou haver tal Acórdão, e tudo quanto tinha obrado a este respeito.

Tudo, isto, que se seguiu depois da Sentença da Relação Eclesiástica de Évora, da matéria ao Vaticano de Abracadadabro, e he hum dos episódios, que entrarão na composição deste Poema.

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Dr. João Falcato