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Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

Quinta do Bispo na Grande reportagem - 1998-Set

 

Revista mensal

Nº 90 - ano IX - 2ª série

Setembro de 1998

pág. 20

matéria de I.L.

 

Chamaram-lhe primeiro Quinta de São Sebastião. Mais tarde, recebeu o nome de Aires Varela. Anos depois, quando foi comprada pelo bispo de Elvas Dom Manuel da Cunha, ganhou o nome que tem hoje: Quinta do Bispo. Mas talvez não dure muito.

 

A Quinta onde se veneram imagens da Nossa Senhora do Bom Sucesso e onde vivia o poeta António Sardinha pode voltar a mudar de nome. Ou de designação, passando de quinta a bloco de apartamentos.

 

A novela começa quando os herdeiros de António Sardinha precisam de vender a quinta. Na altura, Maria José Rijo vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Elvas, consegue incluir esta casa, rodeada por um jardim de 35 mil metros quadrados, no plano de urbanização da autarquia classificando-a como zona verde. Por isso, quem compra a quinta em 1989 compromete-se a mantê-la.

Por alguma razão, o novo proprietário acaba por despedir o caseiro e entrega à bicharada uma construção com quatro séculos e um jardim de árvores centenárias.

 

Mas em 1995, um “inesperado” pedido de loteamento da Quinta do Bispo aterra nos serviços da Câmara Municipal de Elvas.

Se pessoas como Maria José Rijo, que defendem “a recuperação do terreno e do espaço histórico”, chegaram a acreditar que a classificação no PDM seria suficiente para assegurar a preservação da Quinta, a opinião do actual presidente da Câmara, José Rondão Almeida, parece ser outra: “A maior parte do espaço é um monte de entulho abandonado”, justifica o autarca socialista.

“Depois de loteado, dará lugar a uma urbanização com prédios de quatro ou cinco andares”. Segundo o presidente, a velha casa e o jardim, que ocupam cerca de cinco mil metros quadrados, “serão preservados e será exigido ao novo proprietário do loteamento a sua recuperação.

 

Talvez. Mas se o futuro proprietário for tão zeloso como o último, a urbanização arrisca-se a ter vista para um monte de entulho.

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I.L.

 

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