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Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

Leitores escrevem sobre a Quinta do Bispo - II

 

Cartas de – 16 – de Dezembro – 1994

 

Em 1910, o encanto que se depreende de Elvas e ao qual sucumbe sem reservas, não lhe tolda o espírito crítico. “Incaracterístico”, na época, não tinha porventura as conotações de hoje. A palavra não deixa, mesmo assim, de albergar certo valor profético. Meditemos nele, saboreando ao mesmo tempo o colorido da evocação.

Preservar a Quinta do Bispo é, sem dúvida alguma, prestar homenagem aos hóspedes ilustres de outros tempos. A Cruz e Silva, a António Sardinha que ali escreveram e pensaram “longe do vão ruído dos homens” com “o azul lá em cima a espreitar por entre a verdura”. ((carta de A. Sardinha a A. Júlia, 1919). Mas não só. Preservá-la é, antes de mais nada, homenagear os Elvenses, o seu sentido da História, do amanhã.

A Quinta do Bispo pertence aos Elvenses, é parte integrante da sua história comum. E essa história é também nossa, de todos os Portugueses, inscreve-se no grande livro da memória colectiva, Apagar qualquer testemunho vivo desse passado escrito e tantas vezes é, convenhamos, um acto impensável. Mas tudo isto, os Elvenses já sabem, não é verdade?

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Maria do Rosário Sardinha