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Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

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Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

Leitores escrevem sobre a Quinta do Bispo - III

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Carta de 16 de Dezembro de 1994

 

FORÇA ELVENSES

 

Através do Jornal Expresso de 12/11 p.p., tive conhecimento da intenção destrutiva da nossa Quinta do Bispo, pelo Sr. Presidente da Câmara – Rondão de Almeida.

É do nosso conhecimento que desde 1986 se tem tentado o loteamento da referida Quinta, mas sempre se respeitou o (PGU) Plano Geral de Urbanização e, consequentemente, o património histórico-cultural da cidade. Naquela notícia o Sr. Presidente acusa “os cultos de impedirem o desenvolvimento e a modernização da cidade” mas para ele outro valor mais alto se alevanta que o cultural – o vil metal.

Segundo os socialistas “a maioria laranja”, no Parlamento e no governo, tem estragado o País e tem sido bastante criticada até pelo Sr. Presidente da República, embora o Sr. Gutterres a deseje para si. Na nossa autarquia a maioria absoluta socialista está agora prestes a consumar a destruição daquele património elvense.

Não critico os elvenses por terem querido mudar a cor política do município, pois há sempre a esperança e melhorar, mas é sabido e conhecido que os socialistas dão sempre primazia ao aspecto pecuniário, desbaratando, contudo, todas as verbas como “manteiga em focinho de cão”.

Tendo agora, amigos e simpatizantes elvenses, a ocasião de vos redimirdes da escolha feita, não consentido que aqueles que vocês elegeram, como transmissores dos vossos anseios, queiram agora fazer “gato e sapato” dos vossos conceitos culturais e desrespeitaram a vossa vontade.

Se o Sr. José Marques não tem condições para manter condignamente a propriedade, servindo esta de antro a prostitutas, droga e homossexualidade, que a venda à Câmara, sem valor especulativo para que o Sr. presidente possa manter aqueles valores culturais, mesmo contra sua vontade, mas pró-Elvas.

Assim, como amante da nossa cidade, admirador e respeitador de todos os valores histórico-culturais, regionais e nacionais, manifesto aqui todo o meu apoio ao povo elvense e, se há uma maioria na autarquia, há uma outra maioria mais sólida e possante – a população de Elvas.

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José Severino de Lança Brito

 

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