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Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

Que não saia da Mira o fulcro da questão”

Deveres, coragem, obrigações, opiniões, cifrões e… más criações…

Aqui estão valores que tantas vezes se confundem e baralham por emoções.

Vamos destrinçar um pouco…

Eu penso que é meu dever ter a coragem de defender publicamente a minha opinião em que, por envolverem muitos cifrões, me sujeitem a suportar algumas (possíveis) más criações, ou confusões…

Eu penso que, a ideias se contrapõem ideias e jamais vinganças, represálias. Descortesias, abusos de poder, ataques pessoais…

Eu penso, que é saudável e honesto reconhecer e respeitar as diferenças que nos individualizam no campo, também, dos ideais.

O filho não deixa de ser filho por não casar à vontade dos pais – nem o cidadão deixa de ser respeitável por discordar do governante – e vice-versa.

Daí que não esperando – seja quem for – que todos o entendam, ou creiam, teremos que aprender – qualquer de nós a viver com esse desconforto o que é coisa normal e corrente.

O que não se pode, deve ou quer, é alguém sentir-se cobarde por ter desistido de lutar pelo que sente ser justo – só para fugir aos riscos da incompreensão.

Acima do respeito dos outros – que todos desejamos – tem que estar o respeito por nós próprios e isso é conquista só nossa.

Penso que o aplauso e adesão à proposta lançada sobre o futuro da “Quinta do Bispo” para testar se ela deveria ou não continuar a ser zona verde como consta do P.G.U. (Plano Geral de Urbanização) merece já uma serena e desapaixonada ponderação.

Sem amores próprios, vaidades ou orgulhos exacerbados ou imaturo espírito de rivalidades sem justificação.

Da falta de compostura e dos ataques pessoais mais ou menos encapotados só se pode deduzir que: onde faltam argumentos válidos se resvala facilmente para a má criação que torna ainda mais evidente a ausência dessas tais sólidas razões.

Reconhece-se sem favor e com justiça – e ninguém ainda o pôs em duvida – que não é suportável nem decoroso que a Quinta do Bispo possa continuar abandonada e desmazelada da forma confrangedora a que propositadamente foi votada!!!

Reconhece-se a urgência de pôr cobro a tão escandalosa situação, resolvendo-a rapidamente MAS tendo os superiores interesses na cidade como lema.

Reconhece-se assim a flagrante necessidade de serem estudadas com rigor as soluções possíveis dentro das hipóteses que o P.G.U. comporta.

ASSIM QUE:

Com o mínimo prejuízo possível para os proprietários que aliás adquiriam a Quinta sabendo os condicionamentos implicados no P.G.U. que já vigorava à data da transacção se deverá encontrar uma solução que honre o respeito e preservação do que é Património histórico-cultural da cidade de Elvas e, só depois os interesses particulares.

Esta é a essência da questão.

O resto é fogo posto, para arranjar derivativos que perturbem a visão clara dos factos.

Frente a uma argumentação séria que nos prove (a mim e às centenas de pessoas que já estão a apoiar a posição que defendemos) – que estamos errados – frente a essa circunstância – tomaríamos a atitude que também esperamos da dignidade dos nossos opositores – que continuamos a respeitar – honestamente desistiríamos.

Em qualquer caso ficaria sempre a consciência de se ter evitado uma atitude irreflectida e apressada numa tão grave como importante decisão para o futuro de Elvas.

Aqui só a cidade ganha ou perde.

Ter a consciência do que se afirma e assumi-la é a maneira como sei e quero continuar a viver – assim Deus me ajude.

 

Maria José Rijo

 

§§§§§§

Jornal Linhas de Elvas

9 de Dezembro de 1999

 

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