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Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

O FORTE DA GRAÇA “No Nascimento á Ruína VI ”

Vamos sensivelmente a meio destas “conversas soltas” sobre o Forte.

Pouco já nos vai restando para citar dos artigos extraídos de “O Elvense” n.º 37 e 38 de 1881.

Terminada a sua publicação conto acrescentar-lhe uma pequena antologia sobre o Forte.

Sobre ele escreveram historiadores, militares, jornalistas, poetas, prosadores.

Sobre ele escreveu e pensou o povo anónimo.

A soma de tudo isso pode torná-lo mais conhecido, mais amado e mais vivo na consciência de cada um de nós - que – o mesmo é dizer, na consciência da cidade que é a nossa e que servimos.

MEMORIA HISTÓRICA sobre o FORTE DE LIPPE II (Conclusão).

 

O que nos deu mais nos olhos, quando visitámos esta famosa cidadela em Junho de 1856 (13), foi o seu reducto acastellado, que M. Valleré colocou no centro do Forte, e construindo n`elle armazéns para munições de boca e de guerra; a cisterna, que fornece água com abundância, por seis mezes, a uma guarnição de seis mil homens; a igreja, cujas tribunas também são feitas para n’ellas se pôr artilheria, que defenda as quatro portas, que para ella dão entrada; e sobre estes edifícios a casa do governador, singular pela sua bem entendida architectura, e pelo gosto e riqueza dos estuques, que adornam o seu interior.

 

Não tendo conseguido imagem ou descrição da capela depois de adaptada ao projecto do Conde de Lippe – pensei que era interessante dar dela o relato que consta do “Santuário Mariano” vol. 6ª - Publicações de 1716:

 

         «Chronica de São Domingos de Portugal liv.4 cap.8 dà a entender em que esta nobre Matrona reedificaria a casa da Senhora, depois da primeyra fabrica, com generosa piedade, & com ella a augmentou, não em vida de seu marido, mas depois da sua morte.

Ao presente se vê esta mesma casa (sem deixar de se ver nella ser obra antiga) bem tratada. He de huma nave; tem tres Altares, o da Capella mor, & dous callateraes. No mayor se vè collacada a Imagem da nossa Senhora da Graça, recolhida dentro de hum nicho, formado no meimo retabolo, que está muyto bem dourado. Nos Altares colateraes se vem duas Imagens também de vulto: a que esta da parte do Evangelho, he do glorioso taumaturgo Portuguez, Santa António; & da parte Epistola se vè a gloriosa Maria Magdalena.

He esta Santíssima Imagem da Sanhora da Graça, de roca, & de vestidos; tem as mãos juntas, & levantadas, como se costumão pintar, & fabricar as Imagens de Nossa Senhora da Conceição: devendo estar com as mãos no peito, mostrando a admiração em que ella ficou à vista daquella Divina embaixada, em que se via constituída Mãy do filho de Deos. A sua estatura he grande, por que faz seis palmos, & meyo em alto. Está collocada sobre huma- peanha dourada,

& tem huma rica coroa na cabeça. Aos lados da Senhora se vem dous quadros, metidos em o mesmo retabolo, que he de obra antiga: o que fica à parte do Evangelho, he da Senhora da Conceição; & o da parte da Epistola, çe tem o Mysterio da Encarnação. Em o segundo corpo superior do mesmo retabolo , tem no meyo outro quadro , em que se vé pintado o Nascimento de Mar-ria Santissima.Ve-se hoje toda aquella Ermida , & Santuario da Senhora da Graça , azulejada de ajulezo moderno:he toda fechada de abodada , & a Capella  mor fechada de meya laranja.Tem esta Igreja muyto bons ornamentos , & tudo se ve com aceyo , & perfeyção.

He esta Soberana Senhora hoje servida de uma fervorosa Irmandade, aonde os seus devotos Irmãos. & Confrades se esmerão no seu culto, & serviço; porque acodem a tudo com muyto zelo , &liberdade .E he buscada dos moradores daquella Cidade, que todos tem para com ella  muyta  fe , & devoção & recorrendo á Senhora em seus apertos , & necessidades , experimentão logo os effeytos da sua piedade , & clemencia.Da Senhora da Graça de Elvas, faz menção o referido Padre Fr. Luis de Souza na sua Chronica liv.4.c 8- e humas relaçoens genealogicas de varios Authores, da Família dos Gamas.”.

 

Desde o século XVIII que Elvas acorda e adormece com o perfil do “Forte da Graça” no seu horizonte.

 

Mais propriamente: (cito Domingos Lavadinho)

 “ a 38graus , 53,6 de latitude N. e a 1 grau, 58’,1 de longitude E. do meridiano de Lisboa. ”

 

Recuperá-lo e conservá-lo ajudará, a que, por aqui, não se perca o Norte...

                        Maria José Rijo

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Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.270 – 21 – Out. – 1994

Conversas Soltas

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Fotos do Blog -- http://olhares-meus.blogspot.com/

e Fotos tiradas da Internet

 

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