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Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

IDEIAS PARA UMA CAMPANHA

“O acaso é a única coisa que nunca acontece por acaso”

(frase célebre do Sr. Professor Dr. Tiago de Oliveira)

 

Acaba o Sr. Arquitecto Paulo Barral de me lançar um surpreendente repto, com um recado, que dele recebi, pendurado na conjunção: se.

No “se” de Kipling (na tradução de F. Bermudes) diz-se:

“Se podes conservar o teu bom senso e a calma Num mundo a delirar, p’ra quem o louco és tu!”

(…) “Se podes encarar com indiferença igual o Triunfo e a Derrota – eternos impostores”

(…) “Se és homem p’ra arriscares todos os teus haveres

          Num lance corajoso, alheio ao resultado

          E calando em ti mesmo a mágoa de perderes

          Voltas a palmilhar todo o caminho andado”

 

- Estes “ses” – eu entendo.

O “se” de V.Exª não estou a perceber.

V.Exª que tive o gosto de conhecer e vi, à beira do Guadiana sonhando a ponte da Ajuda…

V.Exª. que foi Deputado da Nação, pelo partido socialista…

V.Exª que é – sem favor – brilhantemente inteligente, ágil de raciocínio, cauteloso e prudente, como um belo tigre caçador – sabedor do seu ofício até à habilidade do pormenor – manda … que me digam que “Se” eu fizer voltar à Quinta do Bispo o espólio do notável escritor António Sardinha – será V.Exª. a não permitir que a Quinta seja maculada?!

Que poderei responder?

Que me sinto o rato nas mãos do felino caçador?

Ou, deverei perguntar se sem anéis de deverá cortar, por inútil, a mão?

O Povo reza o contrário e sempre assim o defendeu; vão-se os anéis – fiquem os dedos!

Ou é que eu deveria brincar prometendo:

Dê-me V.Exª as sotainas do célebre Cónego Aires Varela (Autor do Theatro das antiguidades de Elvas, onde todos os estudiosos da história da nossa terra vão beber sabedoria) e, como é conhecido, foi também dono da referida Quinta – e, então, eu afirmarei que V. Exª foi genial – porque – como me mandou elucidar – não deixou subir a mais de quatro pisos a cércia dos edifícios propostos para o anunciado desastre.

Ora, acontece que, a hora não é de chistes.

A hora é de salvar a Quinta. E, tudo o que para tal se fizer merecerá apenas o C de certo (sem foguetes nem estrelados protagonismos) – o C rotineiro e discreto do quotidiano anonimamente cumprido com rigor.

Mas… se eu não sou dona de certezas e, apenas, responsável pela obrigação de honrar as minhas convicções que aceito perfeitamente sejam ou não ajustáveis a outras tão legítimas, quanto as minhas – desde que assumidas com a mesma clara frontalidade.

Assim sendo – e é! – Fiquei a olhar o gesto de V.Exª como um sinal de esperança e… ouso atrever-me a pedir:

Por favor, use a sua influência junto da Exmª Câmara para que se salve tão respeitável património!

Vamos tomar consciência de que não está a jogar qualquer desafio – mas – apenas a pensar na urgente necessidade de poupar, o que ainda for possível para transformar Elvas o mais rapidamente que formos capazes num importante pólo turístico.

Vamos ter a coragem de encarar agora que, com o (I.P7) que vem aí já! – jà! Elvas corre o risco de ficar estática, a olhar o progresso passar a seus pés – como aconteceu com os belos fortes!

Sem interferência – apenas como eles – silhuetas nobres de referência histórica.

Vamos sentir de mãos dadas que estamos a viver a hora decisiva de apostar forte na qualidade impar das nossas diferenças – que há que respeitar e nunca, por nunca apagar.

Peço V.Exª que se organize uma comissão para a compra da Quinta entregando-a depois à cidade.

Não é mecenas só quem dá milhões!

Também é mecenas quem dá uns tostões!

Peça, por favor, à Senhora Vereadora da Cultura – que é mulher e é professora que ponha a rolar a bola de neve.

Que promova (com os seus pares) uma campanha de sensibilização da criançada e dos jovens para o valor e defesa do património.

Vamos fazer que cada criança feche na sua pequena mão uma semente e, ao fazê-lo, sonhe a árvore!

Vamos despertá-los para que escrevam a todas as escolas do nosso País, contando coisas de Elvas, da história à gastronomia! – Vamos alargar essa campanha até onde for possível – ou, – até – ao impensável!

Convidaremos cada um que o queira fazer a dar apenas o custo dum bolo, o dinheiro dum gelado uma velha simbólica que faça a “bola” crescer e rolar….

Vamos espalhar aos sete ventos que aqui, entre nós, em Monsaraz há uma reserva protegida de oliveiras milenárias! – (último reduto na Península)

Vamos abrir-lhe o coração para essas realidades.

Oliveiras com mais de mil anos – e vivas!

Vamos falar do castanheiro de Guilhafonso – ao pé da Guarda – que já vivia quando Vasco da Gama ia, mar fora, nas caravelas e hoje é tão majestoso que são necessários 10 a 12 pessoas de braços abertos para lhe abraçar o tronco!

Vamos dizer-lhes que o plátano da Quinta do Bispo tem o tronco bifurcado porque, há mais de cem anos, alguém desejou que o frágil “mamão” que atrevidamente lhe nascera, ganhasse envergadura suficiente para um cabo de enchada. Disso se distraiu e, quando nele voltou a reparar e o viu viçoso e forte lhe respeitou a vida que o tem sustentado até hoje!

Coisas aparentemente tão pequenas…

Vamos sonhar num Museu agrícola com actividades próprias – de onde possa sair um cortejo etnográfico que conte das nossas raízes rurais com a narração figurada da quase mítica, saga do pão, do azeite, da pastorícia, do queijo, etc.

Vamos admitir que essa seria a “parcela” constante duma Bienal a criar em Elvas com todas as outras componentes artísticas (escultura, pintura, música, etc, etc…)

Tanta coisa! … Tanta coisa…

Gente com ideias, não falta por aí. Ás vezes, apenas, felizmente para elas, com menos tempo do que eu tenho, para as fiar…

E… com uma referência do “Hissope” – de António Diniz da Cruz e Silva – a “Esta Elvas” que, por gosto, servimos…

“… mil cidades

      Mil povos deixa atráz, até que chega.

      Da famosa azeitona à grande terra”

Vos deixo – não antes de tornar pública a minha gratidão a António Magéssi – que, para além da qualidade da sua escrita se enquadra perfeitamente na visão de Kipling…

“Se quem conta contigo encontra mais que a conta”…

E, logicamente, de referir também a consideração que mereci ao Sr. Arquitecto Barral – com o recadinho que estou também a agradecer.

 

Maria José Rijo

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Jornal Linhas de Elvas

18 – XI - 1994

 

Não há quarta sem Quinta

O processo do loteamento da Quinta do Bispo está longe de ter chegado ao fim.

Em termos políticos nada é ainda definitivo e a contestação popular do loteamento continua. Os defensores de Sardinha e da Cultura arrancaram com uma campanha para adquirir a Quinta e Rondão Almeida está disposto a contribuir, se a compra e a recuperação fossem possíveis.

 

Rui Cambóias

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Para LER este artigo

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Jornal Linhas de Elvas

De 18 – Novembro de 1994

O Correio e os Cheques

 

José Miguel Sardinha é sobrinho – neto de António Sardinha e reside em Lisboa. Dirigiu-nos esta semana. Primeiro via telefone, depois escreveu “ponho de forma inteiramente gratuita a minha formação profissional de advogado com larga experiência no domínio do Direito Administrativo e do Direito do Urbanismo, para impedir a consumação de tamanho crime urbanístico. Com esta minha actuação pretendo, mais do que salvaguardar a memória do meu tio-avô António Sardinha, contribuir para criar um verdadeiro movimento cívico dos Elvenses em defesa dos valores culturais da sua terra.

 

Quem pretende vir também na linha de salvaguarda de Quinta é Matilde Rosa Araújo que leccionou na Escola Técnica em Elvas. Esta professora, em carta enviada à nossa colaboradora Maria José Rijo refere a determinada altura, “temos tão poucos redutos da memória cultural do nosso povo, dos nossos poetas e artistas que não podemos deixar perder um lugar que apresenta no seu historial tantas razões para ser salvaguardada”.

 

Como resposta à campanha lançada na passada semana por Maria José Rijo já começaram a chegar algumas importâncias monetárias a este semanário. De entre estas será de destacar um cheque de 200 mil escudos enviado pela nossa leitora Maria Del Carmem Baena Nunes da Silva Cruz Almeida.

De fora chega também outra manifestação pública contra o loteamento. Duas dezenas de elvenses radicados na capital endereçaram esta semana à redacção um abaixo-assinado onde salientam ser preciso preservar a todo o custo a qualidade de vida da nossa cidade e o seu valor histórico-cultural”.

Rui Cambóias

 

 

Eu loteio, tu loteias… nós loteamos

Eu loteio, tu loteias… nós loteamos

Com Texto – Manuel Carvalho

18 – XI – 1994

Como vão longe os tempos em que se podia dizer “o sonho comanda a vida”, entrámos na vertigem do lucro fácil e a qualquer preço. Ao nível das centenas de terrinhas deste País de autarcas sob suspeita – alguns já detidos até – não há nada tão na moda do que ter ou comprar um terreno, uma horta, um olival ou uma quinta e pensar que… um dia, com um loteamento à maneira, tudo se pode transformar em casinhas, muitas casinhas, o mais amontoadas possível. É um negócio esperado por tanta gente, disposta a vender-se e a comprar pessoas na mira de poder encher os bolsos.

Cá está. É o “eu loteio”.

Só que, nestes processos onde a burocracia impera, há sempre uma outra parte: aquela que pode autorizar ou impedir a transformação desejada. Uma missão terrível, para que se exige uma isenção máxima, protegida por betão, à prova de todos os aliciamentos. É a tarefa nobre de quem decide muitas vezes a favor do progresso, mas de quem sobretudo se espera ser capaz de fazer frente, para evitar os atentados que destroem património irrepetível.

Cá está. É o “tu loteias”.

Até aqui, tudo bem. O pior, quando vem, vem depois. E vem vezes demais, surge no momento em que o dono do terreno e a entidade licenciadora começam a namorar, acabando por descobrirem que o melhor é mesmo marcarem a boda e juntarem os trapinhos. Com frequência já sem pudor nenhum. Á vista de toda a gente.

Cá está. É o “nós loteamos”.

Só assim pode acontecer que um construtor obtenha o aval para uma obra discutível e, depois de atacado por grande altruísmo, acabe por oferecer uns milhares de contos à mesma autarquia e esta, reconhecida e emocionada, acabe por retribuir com um diploma de honra lá da terra para o benemérito…

Só assim pode suceder que o dono de um terreno loteável se ofereça para pagar a uma autarquia uma despesa de centenas de contos, com a edilidade a aceitar a oferta e a fazer umas flores com ela, quando já se prepara para se debruçar sobre a viabilidade do loteamento em causa…

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Neste País de autarcas sob suspeita, não há nada mais aliciante do que ter um terreno e pensar que… um dia, com um loteamento à maneira, se pode transformar em muitas casinhas amontoadas.

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Só assim se pode ver algumas pessoas a fazerem rotações de 180 graus nas suas conhecidas posições públicas de muitos anos, precisamente quando já tem projecto para lotear o seu belo terreno…

Só assim se pode dar aquele cúmulo da distracção que consiste na autorização concedida por uma edilidade em relação à valorização de um terreno, cujo proprietário, dias depois da graça recebida acaba por vender uma outra propriedade sua ao próprio edil, que logo inicia umas vistosas obras sem licença…

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De acordo com a informação recebida todos os dias, os protagonistas desta conjunção no plural do verbo “lotear” então espalhados por muitas terrinhas deste País. Alguns, talvez ainda embriagados pela maneira inesperada como chegaram às cadeiras do poder, pensam que lá na terrinha só há papalvos, proibidos de ver, ouvir, pensar, falar e escrever. Por isso, quando alguém denuncia qualquer coisa no âmbito da comunicação social, esses ilusionistas ainda hão-de ser capazes de dizer que a culpa destas promiscuidades é de quem é de quem aponta o mal, nunca é de quem o faz.

 

 

Carta -- Dr. João Falcato

Senhor Director do Jornal

Linhas de Elvas

 

Exmo. Senhor:

 

Vivi em Elvas bastantes anos. O meu contacto diário com alunos e famílias deu-me razões para uma recordação muito grata desse tempo.

Afastado por deveres profissionais, Elvas continuou a ser para mim a referência duma das melhores épocas da minha vida. Hoje ainda, já lá vão bastantes anos, sinto-me ligado à cidade como se ela fosse a terra do meu segundo lar.

Desejo que Elvas não venha a perder nunca algumas dessas características e desse testemunho do património que sempre fizeram dela uma das mais lindas urbes de Portugal.

 

A Quinta do Bispo é um dos elementos ricos e significativos do património elvense. O seu significado transcende os interesses locais. Não esqueçamos que há séculos ali decorreram vidas que fazem parte dos factos nacionais.

Preservar esse recinto, embelezá-lo é dever de todo o elvense. Destruí-lo, não – tal atentado só pode passar pela cabeça de quem tem por culto valores do cimento armado que levam a rendimentos materiais, desprezando os valores espirituais.

 

Uma terra só é rica quando sabe conservar as suas tradições, preservando-os dum falso progresso.

Associo-me, pois, àqueles que estão levantando a sua voz para  que Elvas não fique empobrecida sob o argumento falso da melhoria de condições de vida.

Aqui estou, portanto, a comparticipar com a importância de 500.000$00 (quinhentos mil escudos), esperando que em breve sejam alcançados os objectivos desta cruzada de amor pela sua terra, em boa hora levantada pela senhora D.Maria José Rijo.

 

Com os melhores cumprimentos

 

João Falcato

 

JORNAL LINHAS DE ELVAS

Carta Dr. João Falcato

Carta de Matilde Rosa Araújo

Maria José, Boa Amiga

 

Venho escrever-lhe tão tarde!

Perdoe – para lhe dizer quanto compreendo o seu desgosto ao defender o não loteamento da Quinta do Bispo com tanta paixão.

 

Quando tive a felicidade de estar em Elvas, como professora da escola técnica, para além de todo o bem que aí encontrei na escola, na cidade, na paisagem tive, também, a alegria de a conhecer e a seu marido cuja amizade não posso esquecer. Com saudade!

 

A Maria José com gentileza e carinho, e orgulho na sua terra, levou-me a conhecer a Quinta com todo o seu encanto paisagístico e cultural.

Temos tão poucos redutos da memória do nosso povo, dos nossos poetas e artistas, que não podemos deixar perder um lugar como a Quinta do Bispo que apresenta no seu historial tantas razões para ser salvaguardada.

 Penso que tudo se poderá rever neste desencontro de vontades como a paz daqueles que buscam com amor, a solução para causas justas. E tudo conciliar.

E confio, Maria José, vejo, de longe do tempo, a doce Senhora que me recebeu com tanta ternura, a envolvência dos livros, das árvores, do plátano irmão daqueles que ali se albergaram há tanto.

 

Elvas, merece ter, preservar este canto de grande memória cultural que já tantas terras perderam.

 

Abraço-a Maria José, com ternura e admiração.

Espero que a sua luta, sem armas, lhe entregue as flores que merece a sua Elvas, que tanto tem defendido com amor e isenção.

 

Um beijinho muito amigo da

Matilde

MAIS UMA CARTA E… um cheque

Continuam a chegar – tanto à nossa redacção como à residência da nossa colaboradora Maria José Rijo – os testemunhos de apoio inequívoco ao não loteamento da Quinta do Bispo.

No princípio desta semana, um leitor habitual do “Linhas” em Coimbra enviava a Maria José Rijo uma carta, cuja principal passagem aqui transcrevemos:

“ Permita-me que manifeste, por intermédio destas desvaliosas palavras, todo o meu apoio e sincera admiração pelo modo como tem actuado no tormentoso caso da “Quinta de António Sardinha”. Teria desejado traduzir esse apoio numa presença efectiva em órgão da imprensa local. Confesso, porém, que me encontro presentemente de todo desmotivado (e por vários títulos) dessa colaboração. Por outras palavras: no horizonte da minha vida, “Elvas cada vez mais longe me vai ficando”…

No entanto, para não ficar fora de todo, venho pedir a V.Exª. que considere, no montante da subscrição para a compra da Quinta do Bispo, a minha contribuição de cem mil escudos. Remetê-la-ei quando V.Exª dela necessitar.

Agradeço que qualquer referência à mencionada contribuição se processe através da simples menção de “Um anónimo – Coimbra”.

 

Respeitando pois a vontade de anonimato, anotamos o contributo de mais estes cem contos para a campanha de aquisição da Quinta do Bispo pelos amigos de Elvas. Uma campanha que entretanto se viu enriquecida com mais um cheque, no valor de 20 mil escudos, entregue na nossa redacção pelo engenheiro João Carneiro Pinheiro.

Assim, em jeito de balanço, aos 853.945$00 que já haviam sido contabilizados nas semanas anteriores, há que juntar agora mais estes 120.000$00, pelo que neste momento o total é já de 973.945$00.

Quase sem darmos por isso, qual “formiguinha laboriosa”, a campanha da Quinta do Bispo aproxima-se rapidamente do primeiro milhão de escudos….

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Jornal Linhas de Elvas

EU E AS COISAS… JOÃO GÓIS…

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Mas o “bichinho” da política nas suas intervenções está-lhe no sangue.

Diria em determinada altura que o que estava ali a acontecer era cultura, cultura não é só a Quinta do Bispo como alguns cultos jornalistas querem fazer crer. Mais uma vez se referia aos cultos que escrevem sobre o tão falado caso da Quinta do Bispo. Mas uma coisa me ficou na memória em determinada passagem da sua intervenção. Enalteceu as qualidades do Sr. Virgílio Barroso, não teve relutância nenhuma em dizer publicamente que foi o seu primeiro patrão, é deficiente, “ também eu sou há bastantes anos, mas a nossa deficiência é visível, ao contrário de alguns cultos que são deficientes da cabeça”

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Jornal Linhas de Elvas

“Falas” do Sr. Presidente – citadas por João Góis

18-11-1994

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