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Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

Um amigo, a Quinta do Bispo e eu

“ A Verdade da sua conduta

A Beleza da sua obra

O Bem do seu carácter”

 

O Homem que, uma vez, perante uma muito selecta assistência, terminou, com estas frases, a conferência que proferiu homenageando outro Homem (Cabral Antunes, já ausente…) – é também meu amigo e, telefonou-me.

Telefonou-me para falar sobre a Quinta do Bispo.

Telefonou-me a acautelar-me sobre a “exploração” a que o assunto se presta e fez-me algumas perguntas.

A um Homem que avalia a “dimensão” de outro com tais premissas – Verdade, Beleza, Bem – eu devo respostas e, mais ainda porque se trata dum “menino da Luz” – como meu marido também foi.

AQUI VÃO:

Quando os livros e pertences do escritório de António Sardinha saíram da Quinta eu não estava em Elvas mas ainda que estivesse não me teria intrometido. “A verdade da minha conduta” – ter-me-ia obrigado a reconhecer que não era obrigado a reconhecer que não era então a mim que me cabia fazê-lo.

Havia, na altura, outras vozes muito mais autorizadas para o fazerem.

Se o não fizeram foi porque as circunstâncias post-25 de Abril os levaram a temer pelo espólio, que não por eles próprios – posso afirmá-lo.

Em relação aos bens que constituíam o recheio da casa nunca me permitiria dar sequer opinião.

Considero um direito de família terem repartido como bem entenderam o que - por herança – deles era e continua a ser.

A mim, como a qualquer outra pessoa que admira a “Beleza da obra” – pode caber até refutar, por diferença de convicções, as suas ideias.

Pode.

Porém, o que jamais poderá ser contestada é a qualidade dessa obra e o seu inestimável valor nas letras portuguesas.

Olha, Amigo! – Cada um é para o que nasce.

Em velhos tempos andou a PIDE atrás de meu marido e de mim – porque nos permitíamos expressar livremente opiniões – e não foi fácil – porém, como sabes não nos acobardámos.

Hoje, é da Câmara que procuro ajudar na defesa do nosso património dizendo em voz alta a minha opinião, que se insinuam suspeições sobre o “Bem do nosso carácter”…

Que posso fazer, Amigo!

Pois fica a saber que convidei pelo telefone o Senhor Presidente e depois insisti pessoalmente para que viesse tomar um café a nossa casa. Ele acedeu mas não concretizou a promessa (vai quase um ano passado) e, acabou, não me dando essa oportunidade, por me forçar a tornar públicos assuntos que teriam sido tratados de forma muito mais a meu contento…

Repara que fiz estas diligências depois de o Senhor Presidente me ter por escrito remetido para o Senhor Vereador da Cultura como resposta à minha primeira tentativa de com ele conversar.

Eu raramente saio – como sabes e também sabes porquê mas, retomando o assunto.

Depois que perdemos também José Telloque será sempre uma referência ímpar na cidade de Elvas – quem está por aí com disposição para quebrar o silêncio que é sempre cúmplice com a morte de alguns valores??

Vejo António Tello Barradas com a sua coragem e lúcido saber e, a tua velha amiga, com o impulso que lhe dá o peso dos anos – e, também – com o apoio daqueles que, mesmo com desconforto vão secundando a luta porque a reconhecem justa.

A minha pública homenagem ao Linhas de Elvas e aos seus valorosos colaboradores.

Assim que, como podes concluir, não é neste ponto da minha jornada, que vou renegar princípios que sempre me nortearam. Não posso deixar, sem reagir, que se destrua um espaço que desde o século XVII Aires Varela – com a sua obra – tornou referência histórica para a Cidade.

Eu ousaria, era, pedir-te que endereçamos ao Senhor Presidente da Câmara – que confessaste apreciar – as palavras que me dirigiste um dia com tão corajosa amizade (quando anunciei sair da Câmara):

Não deixes que a tua vaidade e o teu amor-próprio te ultrapassem.

Podes crer que esse teu alerta está subjacente à minha atitude está subjacente à minha atitude em defesa da Quinta do Bispo.

É que a tua amizade por nós, foi sempre tão nítida, como o abraço que me mandaste no meio daquela folha de papel grande e branca. Sabes bem quando…

Por tudo isto gostaria de ter também “deste lado” agora.

A causa é justa embora difícil.

Quando o dinheiro ganha voz submerge muitas vezes a razão – e, é pena.

Ousemos confiar num desfecho feliz…

A cidade é a nossa – e, temos que a merecer.

A escolha será tua.

Sim ou não – são posições opostas.

Tu decidirás.

A amizade é outra coisa.

Em nome dela – até sempre.

 

Maria José Rijo

 

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Jornal Linhas de Elvas

18 de Novembro de 1994

 

Que não saia da Mira o fulcro da questão”

Deveres, coragem, obrigações, opiniões, cifrões e… más criações…

Aqui estão valores que tantas vezes se confundem e baralham por emoções.

Vamos destrinçar um pouco…

Eu penso que é meu dever ter a coragem de defender publicamente a minha opinião em que, por envolverem muitos cifrões, me sujeitem a suportar algumas (possíveis) más criações, ou confusões…

Eu penso que, a ideias se contrapõem ideias e jamais vinganças, represálias. Descortesias, abusos de poder, ataques pessoais…

Eu penso, que é saudável e honesto reconhecer e respeitar as diferenças que nos individualizam no campo, também, dos ideais.

O filho não deixa de ser filho por não casar à vontade dos pais – nem o cidadão deixa de ser respeitável por discordar do governante – e vice-versa.

Daí que não esperando – seja quem for – que todos o entendam, ou creiam, teremos que aprender – qualquer de nós a viver com esse desconforto o que é coisa normal e corrente.

O que não se pode, deve ou quer, é alguém sentir-se cobarde por ter desistido de lutar pelo que sente ser justo – só para fugir aos riscos da incompreensão.

Acima do respeito dos outros – que todos desejamos – tem que estar o respeito por nós próprios e isso é conquista só nossa.

Penso que o aplauso e adesão à proposta lançada sobre o futuro da “Quinta do Bispo” para testar se ela deveria ou não continuar a ser zona verde como consta do P.G.U. (Plano Geral de Urbanização) merece já uma serena e desapaixonada ponderação.

Sem amores próprios, vaidades ou orgulhos exacerbados ou imaturo espírito de rivalidades sem justificação.

Da falta de compostura e dos ataques pessoais mais ou menos encapotados só se pode deduzir que: onde faltam argumentos válidos se resvala facilmente para a má criação que torna ainda mais evidente a ausência dessas tais sólidas razões.

Reconhece-se sem favor e com justiça – e ninguém ainda o pôs em duvida – que não é suportável nem decoroso que a Quinta do Bispo possa continuar abandonada e desmazelada da forma confrangedora a que propositadamente foi votada!!!

Reconhece-se a urgência de pôr cobro a tão escandalosa situação, resolvendo-a rapidamente MAS tendo os superiores interesses na cidade como lema.

Reconhece-se assim a flagrante necessidade de serem estudadas com rigor as soluções possíveis dentro das hipóteses que o P.G.U. comporta.

ASSIM QUE:

Com o mínimo prejuízo possível para os proprietários que aliás adquiriam a Quinta sabendo os condicionamentos implicados no P.G.U. que já vigorava à data da transacção se deverá encontrar uma solução que honre o respeito e preservação do que é Património histórico-cultural da cidade de Elvas e, só depois os interesses particulares.

Esta é a essência da questão.

O resto é fogo posto, para arranjar derivativos que perturbem a visão clara dos factos.

Frente a uma argumentação séria que nos prove (a mim e às centenas de pessoas que já estão a apoiar a posição que defendemos) – que estamos errados – frente a essa circunstância – tomaríamos a atitude que também esperamos da dignidade dos nossos opositores – que continuamos a respeitar – honestamente desistiríamos.

Em qualquer caso ficaria sempre a consciência de se ter evitado uma atitude irreflectida e apressada numa tão grave como importante decisão para o futuro de Elvas.

Aqui só a cidade ganha ou perde.

Ter a consciência do que se afirma e assumi-la é a maneira como sei e quero continuar a viver – assim Deus me ajude.

 

Maria José Rijo

 

§§§§§§

Jornal Linhas de Elvas

9 de Dezembro de 1999

 

Leitores escrevem sobre a Quinta do Bispo - III

..

 

Carta de 16 de Dezembro de 1994

 

FORÇA ELVENSES

 

Através do Jornal Expresso de 12/11 p.p., tive conhecimento da intenção destrutiva da nossa Quinta do Bispo, pelo Sr. Presidente da Câmara – Rondão de Almeida.

É do nosso conhecimento que desde 1986 se tem tentado o loteamento da referida Quinta, mas sempre se respeitou o (PGU) Plano Geral de Urbanização e, consequentemente, o património histórico-cultural da cidade. Naquela notícia o Sr. Presidente acusa “os cultos de impedirem o desenvolvimento e a modernização da cidade” mas para ele outro valor mais alto se alevanta que o cultural – o vil metal.

Segundo os socialistas “a maioria laranja”, no Parlamento e no governo, tem estragado o País e tem sido bastante criticada até pelo Sr. Presidente da República, embora o Sr. Gutterres a deseje para si. Na nossa autarquia a maioria absoluta socialista está agora prestes a consumar a destruição daquele património elvense.

Não critico os elvenses por terem querido mudar a cor política do município, pois há sempre a esperança e melhorar, mas é sabido e conhecido que os socialistas dão sempre primazia ao aspecto pecuniário, desbaratando, contudo, todas as verbas como “manteiga em focinho de cão”.

Tendo agora, amigos e simpatizantes elvenses, a ocasião de vos redimirdes da escolha feita, não consentido que aqueles que vocês elegeram, como transmissores dos vossos anseios, queiram agora fazer “gato e sapato” dos vossos conceitos culturais e desrespeitaram a vossa vontade.

Se o Sr. José Marques não tem condições para manter condignamente a propriedade, servindo esta de antro a prostitutas, droga e homossexualidade, que a venda à Câmara, sem valor especulativo para que o Sr. presidente possa manter aqueles valores culturais, mesmo contra sua vontade, mas pró-Elvas.

Assim, como amante da nossa cidade, admirador e respeitador de todos os valores histórico-culturais, regionais e nacionais, manifesto aqui todo o meu apoio ao povo elvense e, se há uma maioria na autarquia, há uma outra maioria mais sólida e possante – a população de Elvas.

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José Severino de Lança Brito

 

Leitores escrevem sobre a Quinta do Bispo - II

 

Cartas de – 16 – de Dezembro – 1994

 

Em 1910, o encanto que se depreende de Elvas e ao qual sucumbe sem reservas, não lhe tolda o espírito crítico. “Incaracterístico”, na época, não tinha porventura as conotações de hoje. A palavra não deixa, mesmo assim, de albergar certo valor profético. Meditemos nele, saboreando ao mesmo tempo o colorido da evocação.

Preservar a Quinta do Bispo é, sem dúvida alguma, prestar homenagem aos hóspedes ilustres de outros tempos. A Cruz e Silva, a António Sardinha que ali escreveram e pensaram “longe do vão ruído dos homens” com “o azul lá em cima a espreitar por entre a verdura”. ((carta de A. Sardinha a A. Júlia, 1919). Mas não só. Preservá-la é, antes de mais nada, homenagear os Elvenses, o seu sentido da História, do amanhã.

A Quinta do Bispo pertence aos Elvenses, é parte integrante da sua história comum. E essa história é também nossa, de todos os Portugueses, inscreve-se no grande livro da memória colectiva, Apagar qualquer testemunho vivo desse passado escrito e tantas vezes é, convenhamos, um acto impensável. Mas tudo isto, os Elvenses já sabem, não é verdade?

 .

Maria do Rosário Sardinha

 

 

 

Quinta do Bispo na Grande reportagem - 1998-Set

 

Revista mensal

Nº 90 - ano IX - 2ª série

Setembro de 1998

pág. 20

matéria de I.L.

 

Chamaram-lhe primeiro Quinta de São Sebastião. Mais tarde, recebeu o nome de Aires Varela. Anos depois, quando foi comprada pelo bispo de Elvas Dom Manuel da Cunha, ganhou o nome que tem hoje: Quinta do Bispo. Mas talvez não dure muito.

 

A Quinta onde se veneram imagens da Nossa Senhora do Bom Sucesso e onde vivia o poeta António Sardinha pode voltar a mudar de nome. Ou de designação, passando de quinta a bloco de apartamentos.

 

A novela começa quando os herdeiros de António Sardinha precisam de vender a quinta. Na altura, Maria José Rijo vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Elvas, consegue incluir esta casa, rodeada por um jardim de 35 mil metros quadrados, no plano de urbanização da autarquia classificando-a como zona verde. Por isso, quem compra a quinta em 1989 compromete-se a mantê-la.

Por alguma razão, o novo proprietário acaba por despedir o caseiro e entrega à bicharada uma construção com quatro séculos e um jardim de árvores centenárias.

 

Mas em 1995, um “inesperado” pedido de loteamento da Quinta do Bispo aterra nos serviços da Câmara Municipal de Elvas.

Se pessoas como Maria José Rijo, que defendem “a recuperação do terreno e do espaço histórico”, chegaram a acreditar que a classificação no PDM seria suficiente para assegurar a preservação da Quinta, a opinião do actual presidente da Câmara, José Rondão Almeida, parece ser outra: “A maior parte do espaço é um monte de entulho abandonado”, justifica o autarca socialista.

“Depois de loteado, dará lugar a uma urbanização com prédios de quatro ou cinco andares”. Segundo o presidente, a velha casa e o jardim, que ocupam cerca de cinco mil metros quadrados, “serão preservados e será exigido ao novo proprietário do loteamento a sua recuperação.

 

Talvez. Mas se o futuro proprietário for tão zeloso como o último, a urbanização arrisca-se a ter vista para um monte de entulho.

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I.L.

 

Carta da Drª. Angelina Martins

 

 

Senhor Director do “Linhas de Elvas”

 

A História coloca desde cedo logo na infância de cada um de nós o nome de Elvas. A aprendizagem do nosso patriotismo recolhe alimento abundante nas páginas dos seus fastos. Depois, ao lado das grandezas que moveram exércitos, sempre houve na vida da cidade razões de referência para a importância do património do País.

 

“A Quinta do Bispo” é, com o seu historial, um exemplo significativo dessa referência. Habitada pelo Bispo Dom Lourenço de Lencastre, que António Diniz da Cruz e Silva imortalizou no seu “O Hyssope”, modelo mundialmente apreciado do Poema Herói-cómico, já por isso devia ser conservada com carinho.

 

Se, porém, tal não aceitarmos como condição suficiente, lembremos que mais tarde vem valorizá-la a presença de António Sardinha. Ora, Elvas tem sabido respeitar, pelo menos até agora a sua figura de patriota e escritor. E se faço esta limitação é porque, com amargura, já o vi também agora referido como “esse literato”.

 

Fui bastantes anos professora e co-proprietária do Colégio Elvense. Criei então com a cidade cumplicidades duradouras, pois, ausentando-me ou mesmo chegada a hora de desaparecer, aí estão os alunos que, com todo o afecto de que era capaz, ajudei a formar.

 

 

Sinto-me, pois, no direito – e sem contradição, no dever – de lhe pedir, senhor Director do “Linhas de Elvas”, que me ceda umas linhas no seu prestigiado Jornal para enviar um apelo aos meus alunos os quais, seja qual for a posição que ocupem, são todos – ou muito me decepcionariam - Elvenses  conscientes do dever de defenderem os valores da sua terra.

 

A Quinta do Bispo é um desses valores. Não tem a imponência do Aqueduto da Amoreira. Não chama à oração como a Sé ou São Domingos. Não acende entusiasmos bélicos como os Fortes que nos convidam a entrar na cidade ou as muralhas que ainda a abraçam. Mas é também um monumento. Está na história. A Arte e o Espírito também são material histórico.

 

Se infelizmente, como sinal dos tempos confusos que vivemos, isso vier a acontecer, será em nome de quê?

Não deixem, meus antigos alunos do velho colégio Elvense que não individualizo aqui porque todos continuam no meu coração – não deixem que a Quinta do Bispo morra afogada em cimento

 

Tenha paciência quem se sentir atingido, mas a resposta quanto a mim, é esta: em nome do lucro e da ignorância, se não apenas do menosprezo por tudo o que transcende o que se pode desenhar numa folha de papel espetada em qualquer cavalete.

 

Nos agradecimentos que lhe apresento por acolher as minhas palavras incluo os que se destinam à promotora desta campanha, a Exmª. Senhora D. Maria José Rijo a quem Elvas fica a dever mais esta prova de dedicação.

 .

Atentamente

Angelina Vasquez Martins

 .

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Jornal Linhas de Elvas

16 - Dezembro - 1994

Argumento do Hyssope

 .

José Carlos de Lara, Deão da Sé de Elvas, querendo obsequiar o seu Bispo, o Excelentíssimo e Reverendíssimo Dom Lourenço de Lencastre, vinha oferecer-lhe o Hyssope à porta da casa do Cabido todas as vezes que este Prelado ia executar as suas funções na Cathedral.

Depois, esfriando entre eles a amizade por motivos que nos são ocultos, mudou o Deão o sistema; o que o Bispo sentiu em extremo como uma grande afronta à sua ilustríssima Pessoa; e para obrigar o mesmo Deão a continuar no costumado obséquio, conseguiu por meio de alguns seus parciais do Cabido, que este lavrasse um Acórdão, pelo qual o Deão fosse obrigado, debaixo de certas multas, q que não o esbulhasse da pretendida posse em que se achava.

Deste Acórdão appelou  o Deão para a Metropoli, onde teve sentença contra si. Esta é a acção do Poema.

Passado pouco tempo depois da referida sentença, morreu o Deão, e lhe sucedeu no Benefício hum sobrinho seu, chamado Ignacio Joaquim Alberto de Mattos; o qual recusando sujeitar-se, como seu Tio, a sobredita obrigação, foi pelo Bispo asperamente repreendido, e ameaçado.

Então interpôs o mesmo hum Recurso para o Juiso da Coroa, o qual mandando continuar vista da petição ao Bispo do estylo; ele,possuído de hum terro pânico, se não foi temor reverencial, desistindo da imaginada posse, negou haver tal Acórdão, e tudo quanto tinha obrado a este respeito.

Tudo, isto, que se seguiu depois da Sentença da Relação Eclesiástica de Évora, da matéria ao Vaticano de Abracadadabro, e he hum dos episódios, que entrarão na composição deste Poema.

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Dr. João Falcato

 

 

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