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Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

Passaram por esta Biblioteca

 Passaram por esta Biblioteca em 4 anos

deste mandato dúzias de jóvens que à sombra

das árvores, no Verão, limpavam livros.

Foram:

A.T.D. - P.O.C. - O.T.J. - O.T.L.

etc...etc...

Alegraram o ambiente.

Colaboraram.

Fizeram trabalho válido.

Duas vezes foram limpos

um a um todos os livros.

Permanecem nos seus lugares:

O Bibliotecário arquivista - Dr. Alberto Marinho -

dirigiu o trabalho de fichas e catalogação

Manuel Branca - encadernador

Cila -- a simpática

José Marante -- colaborador eficiente

Lúcia -- (a Tímida) eficiente e calada

Glória -- outra preciosa colaboradora

Florinda -- também técnica de BAD por mérito próprio

e vontade política da Câmara que patrocinou o

curso e criou o lugar.

Leandro -- Um menino grande - generoso

e bem educado que dá gosto proteger

Mariana

Ester

Mariana e Ester

são duas senhoras de brio que se

orgulham do apuro da Biblioteca

como se fora sua própria casa.

Ana do Carmo - a sensível

 Ângela

Ana do Carmo e Ângela

são duas técnicas de BAD.

A Ângela deve a sua promoção profissional

a esta Câmara que lhe proporcionou os

meios de se libertar da condição de tarefeira

que era havia  6 anos.

 ..

Maria José Rijo

A Inauguração da Sala do escritor Eurico Gama

 

Dona Maria Amélia Gama

e Maria José Rijo

Dr. Pires Antunes

e Maria José Rijo

Dr. Pires Antunes está comovido

porque foi ele que fez o agradecimento

à Câmara em nome de sua irmã,

viuva do escritor.

Velhos Amigos

Dr. Pires Antunes,

cunhado de Eurico Gama

D. Maria Rosa Celestino da Silva Cidrais

e Maria José Rijo

Entraram as visitas

Aqui o Pintor António Cadete

e Dona Maria José Caldeira de Carvalho

Neste canto reconstituiu-se

o escritório do Escritor.

Eram de sua casa as

estantes, os adornos,

a secretária.

Sobre ela estão os óculos

de Eurico Gama na

página aberta do

último livro que leu.

.

Maria José Rijo

Inauguração da Sala Eurico Gama

 Dona Maria Amélia Gama

 O mandato tinha seis meses.

Cumpria-se a promessa feita.

Inaugurava-se a

Sala Eurico Gama.

Começa a cerimónia com uma

sessão Solene na Sala Nobre

- A Públia Hortensia .

Quatro crianças,

alunas do Dr. Zagalo

liam trabalho seu, orientado

por esse senhor Professor,

sobre a vida e obra de Eurico Gama.

O Sr. Presidente da Câmara

Dr. João Carpinteiro faz a entrega da chave

da nova sala à Sra. Dona Maria Amélia Gama

viúva do escritor.

 Ela abre a porta.

A Rosinha Cidrais, amiga de todas as horas

nesta cruzada de correr contra o tempo

para cumprir o prometido, observa atenta.

Eurico Gama

deixara à cidade de Elvas cerca de

6.000 volumes

- toda a sua biblioteca -

Falecera havia 9 anos e,

por inércia a cidade estava privada

de tão valioso património.

.

Maria José Rijo

 

 

 

A Sala Eurico Gama

Era assim:

Antes de 1986

Foi desta desordem que nasceu a sala

Eurico Gama

que se mostra em baixo.

A estante onde se lê

Biblioteca Maria Amélia

separa-a da sala de Arquivo.

O Bibliotecário - Dr. Marinho

orienta duas O.T.J.

na arrumação de um ficheiro

 Eurico Gama que fora

Director da Biblioteca Municipal de Elvas

legou por testamento a sua

biblioteca particular

de 6.000 Volumes à

Biblioteca da sua cidade de Elvas

ao falecer

em 5 de Junho de 1977

 Sala Eurico Gama

Onde se reconstituiu o ambiente familiar

do escritor.

Para o conseguir sua viuva a

Senhora Dona Maria Amélia Gama

ofereceu o mobiliário que a compunha:

secretária, cadeira, estantes.

 Longos anos aguardou a cidade

que se criasse espaço para receber

o precioso legado.

Em 11 de Junho de 1986

data do nascimento de Eurico Gama

abriu-se a sala ao público.

Eurico nascera em 1913 e falecera a

5 de Junho de 1977

em Portalegre.

.

Pouco tempo antes de falecer, ainda

era Elvas e Só Elvas  a sua preocupação,

quando confidênciava a sua mulher

"A vida é tão curta e eu tinha ainda tanto que fazer".

-

9 anos depois da sua morte

fazia-se finalmente à memória

de Eurico a merecida justiça!

.

Maria José Rijo

 

Monografia – Eurico Gama

Rainha da Fronteira

 

NOTA BREVE

 

É quase com o sentimento de culpa de quem comete uma inconfidência, que se lê o “Termo de Abertura” de

 

ELVAS

Rainha da Fronteira

 

(monografia resumida)

Por

Eurico Gama

 

Qualquer pessoa, por muito desprevenida que esteja, ao tomar contacto com esta obra, sentirá, que, para além da verdade histórica que lhe é narrada, toca os sentimentos íntimos do autor.

Em verdade, se Eurico Gama foi escritor, etnólogo, investigador e historiador reconhecido, tudo isso soube ser – por ter sido – não apenas, mas muito principalmente: Poeta do Amor à sua terra.

Eurico nasceu em Elvas a 11 de Junho de 1913 e viria a falecer em Portalegre em 5 de Junho de 1977.

Pouco tempo antes de morrer, ainda era Elvas e só Elvas, a sua maior preocupação, quando confidenciava a sua mulher:

“ A vida é tão curta e eu tenho ainda tanto que fazer!”

Eurico, tal como um herói de velhas lendas ou destemido cavaleiro medieval – frente à sua Rainha – a cidade de Elvas – foi o súbdito reverente, zeloso e fiel, que apaixonadamente a serviu a vida inteira.

Este Câmara, que da mesma cidade de Elvas recebeu mandato neste ano de 1986 – publicando obra sua – exerce justiça e honra a sua memória.

 

Junho de 1986

 

Maria José Rijo

 

De caminho para a Sala Eurico Gama

 

Este é o corredor que conduz à

SALA EURICO GAMA

- que se vê ao fundo-.

...

Era como se mostram nas fotografias,

antes de ser recuperado.

Neste corredor frente à comoda onde se vê

uma jarra com flores

fica a sala nobre da Biblioteca

"SALA PUBLIA HORTÊNSIA DE CASTRO"

À porta desta sala está

uma velha estante de

música com uma reprodução do

"Cancioneiro de Elvas",

estudado por

MANUEL JOAQUIM

seu achador na referida sala.

CANCIONEIRO DA PUBLIA HORTÊNSIA

CANCIONEIRO DE MANUEL JOAQUIM

São os

outros nomes dados a este

códice do séc. XV ou XVI

..

Maria José Rijo

Sala Publia Hortênsia de Castro

 

A esta bela sala se restaurou o tecto;

o chão que levou dias a raspar

para ser libertado do "Dabri" .

Arranjaram-se as estantes,

compôs-se com cortinados

e se enriqueceu com um piano

que veio do "velho" clube  Elvense.

"Públia Hortênsia "

é o nome que esta bela sala ostenta

em letras gravadas numa placa de

mármore sobre a sua porta de entrada

a que aí dá a mesma designação

.

Maria José Rijo

A Distância de 3 Anos

BIBLIOTECA:

A Distância de 3 Anos

PATRIMÓNIO HERDADO E… RECONQUISTADO!

Tendo consciência da importância formativa da crítica, se ela for isenta, rigorosa e de honesta intenção, julgo estar na posição certa para oferecer às pessoas interessadas em avaliar o trabalho desta Câmara – com justiça e sem maledicência – alguns dados sobre os objectivos do projecto que serviu de base à sua actuação, nomeadamente no campo da cultura.

Com inegável coragem e escassos meios financeiros, votou este mandato, do Dr. João Carpinteiro, o propósito de não deixar parecer o valioso património bibliográfico à sua guarda, que recebera decadente.

Não conseguindo do Instituto do Livro e da Leitura o apoio financeiro solicitado, em desespero, ao verificar que a formiga branca infestava livros, chão e mobiliário – deu esta câmara, com a sua decisão e coragem, uma verdadeira lição de consciência de dever e saber estar que cabe aos verdadeiros dirigentes – salvando um património cultural de tal valor que torna a Biblioteca de Elvas conhecida e procurada por estudiosos de todo o Mundo.

Sendo eu, no elenco desta Câmara, o único elemento sem filiação partidária (embora confessando a mágoa de não realizar em absoluto um sonho que partilhei) não escondo que me foi grato ter podido ajudar, ao longo destes três anos, um Homem cuja honestidade sempre comprovei, e a quem, ninguém poderá ter a ousadia de negar a evidente dedicação de cada dia do seu mandato à causa do Progresso e do Bem Estar de Elvas, pesem embora as falhas de toda a obra que é humana.

No momento em que está quase terminada a obra que em Outubro de 87 merece já o comentário da Secretária de Estado da Cultura:

com muito apreço pelo esforço já realizado na recuperação desta valiosa Biblioteca” – Elvas pode orgulhar-se  de ter reconquistado o inalienável direito à guarda e posse da sua legítima herança.

 

Maria José Rijo

(Vereadora da Cultura)

.

Boletim Municipal de Elvas

Nº 17 – série II

Novembro/Dezembro de 1988

 

Cerca de 40 cadeiras...

existentes estavam estropiadas,

empilhadas aos montes,

pelos cantos com livros, madeiras,

caixas com lixo numa confusão

assustadora.

Era a imagem perfeita do que se pode

o desamor e, a ignorância.

A Biblioteca "ganhou"

o seu carpinteiro privativo

-- O Sr. Vidigal --

e, a pouco e pouco tudo foi mudando.

Depois do espaço abandonado

- surgiu o aproveitamento digno -

como se vê:

Limpar toda esta documentação

papel por papel

arrumá-la em caixas próprias

que as defendem de poeiras,

excesso de luz, etc... etc...

referenciá-la com etiquetas identificadoras

será tarefa de anos...

..

Maria José Rijo

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