Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

Obras de Eurico Gama

O Forte da Graça. História e descrição, 1929

Gente Alentejana, Capitão Augusto Tello, escrito e e combatente da Grande Guerra. 1932

Memórias de um actor- amador. Aníbal Velês (em oito números do Correio Elvense). 1936

2º Centenário da romaria do Senhor Jesus da Piedade. 1937.

Um cruzeiro notável – A Cruz de Galindo (sec. XV). (Em oito Nºs do “Correio Elvense”

O Iº De Dezembro de 1640 – Elvas 1937

Luis de Camões – 1937

Cortes de Amor – Jogos Florais Luso- Espanhóis Separata do Jornal de Elvas – Elvas, 1938 IIª Salão de Arte Alentejana Em Elvas Em colaboração com Nunes Ramos e Azinhal Abelho.

Bibliografia Elvense, A notável obra editorial de António José Torres de Carvalho. 1941

Mala-Posta

Boletim do (grupo dos Amigos de Elvas – De colaboração com Azinhal Abelho e Guilherme Pinhol – Elvas 1945.

Manuscritos e outros documentos da Biblioteca Municipal de Elvas.

I-1945 – II1948

Roteiro topográfico da cidade de Elvas. (Em 28 números do “Jornal De Elvas) 1947 A Dialectologia Alentejana (Nótulas criticas e bibliográficas).

(No nº 65 da Revista de Portugal – Série A- Língua Portuguesa) 1948

Roteiro Turístico de Elvas – Elvas 1948

Santa Eulália, “ Flor” do Alto Alentejo 1948

Crónica de Viagem da Rainha - Mãe de Portugal, Dona Maria Vitória de Bourbon, a Espanha, no Outubro de 1777

Separata da revista “Ocidente”, Lisboa MCMLII

A Santa Casa Da Misericórdia de Elvas – MCMLIV

Duas Imagens de Nossa Senhora dos Mártires – MCMLV

Breve Notícia Da Diocese De Elvas com uma relação completa dos Bispos que a Governaram

As Cortes de Elvas em 1361

Separata do Boletim da Junta de Província do Alto Alentejo – 1956

(já publicada no Jornal “ A Voz” de Lisboa

Os Pregões de Elvas – com sete Estampas e 33 músicas dos Pregões – 1954

Jornalismo Campomaiorense – MCMLVI

À sombra do aqueduto – estudos elvenses

Que engloba vários fascículos, quer da autoria de Eurico, quer de outros autores

De Eurico: - Roteiro antigo de Elvas – 1ª e 2ª. Séries

Estudos Elvenses – A Vida Quotidiana em Elvas

Durante o cerco e a Batalha das “ Linhas De Elvas”

Crónicas de Odiana

Comezainas e gulodices

Catálogo dos Ex-Libris da Biblioteca Municipal de Elvas

Roteiro Antigo de Elvas III – série em 1972

António Sardinha

(páginas esquecidas e achegas para a sua biografia)

Procissões de outrora em Elvas – separata de Arqueologia e História

9ª Série das publicações. Volume II

Colhendo Em Estranha Seara – separata da Revista de Portugal – Série A: - Língua portuguesa – Volume XXIX – Lisboa, 1964

O SENHOR JESUS DA PIEDADE DE ELVAS – 1972

AZULEJARIA ELVENSE – 1974 (?) reeditado em 1985

--------

Não tenho a pretensão de ter, com esta mostra, esgotado a citação de tudo que sobre Elvas Eurico produziu ou editou.

O meu convívio com Eurico começou quando ele escreveu para um jornal de Lisboa – uma carta falando sobre Elvas, que encabeçou com a adversativa “Mas”. Então meu marido e eu vivíamos nas Caldas da Rainha.

Com este jeito de reagir a tudo quanto me pareça injustiça, e porque achei dura a crítica, também concorri dizendo: Eurico disse mas, eu venho para dizer: -Se... e rebati o que me parecia excessivo.

Eurico ganhou o prémio da semana, e, eu o da “minha” semana e, depois o do mês.

Então, Eurico, felicitou-me, “multou-me” num presente de “cavacas”, que lhe enviei e, ofereceu-me um exemplar de cada uma das suas obras, que ainda possuía, porque na sua maioria dada a importância que têm como documentos históricos que são – estão esgotadas. Ficamos então muito amigos, a tal ponto que sua viuva havia de - por meu intermédio – confiar à Câmara presidida pelo Dr. João Carpinteiro a execução do seu último pedido:

Dar á sua cidade de Elvas todo o seu espólio. NA CONDIÇÃO ÚNICA de que ficasse numa sala com o seu nome, que na medida do possível evocasse a modéstia do seu quotidiano em que o seu único luxo era estudar, investigar e render preito aos grandes Elvenses que o antecederam nesse mesmo culto - Elvas

Na Sala Eurico Gama havia exemplares de todas as 1ªs edições das suas obras.

Sobre a sua secretária, pousados sobre a página aberta do último livro que lera, os óculos, como era seu costume deixar. Na parede o calendário parado no tempo, marcava o mês da sua partida.

As estantes estavam á altura da sua mão. Eurico era deficiente físico.

Era no seu conjunto a reprodução fiel, autêntica, do mundo de um Homem que tinha Elvas como o maior interesse da sua vida.

Logo que esta Câmara tomou posse a Senhora Drª Elsa – anunciou que o serviço da biblioteca não era prioritário e, desmantelou-o

A Sala Públia Hortênsia começou a servir para actividades políticas e, tal como na Quinta do Bispo a degradação foi minando tudo.

Ergue-se então a figura humana e sensata da Drª Vitória Branco que aceita dissabores e injustiças, mas começa uma luta difícil para salvar a biblioteca... o que consegue.

Procede-se então à obra que está à vista de todos, mas, como sempre os louros não são ela a colhe-los.

E, para que não se altere a marcha vitoriosa das tropas, como nas invasões francesas, faz-se terra queimada do passado.

Nem se repara que se desrespeitam os heróis na sanha de apagar os nomes dos soldados fiéis.

 

Maria José Rijo

 

2 comentários

Comentar post