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Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

Excerto de reportagem

sobre Elvas da Jornalista

M. Mafalda Serrano

em 25 de Outubro de 2006

(Jornal o Despertador - nº 196)

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Tendo eu programada uma visita educativa à nossa mágica Cidade – muito ansiada pelos meus filhos já em idade escolar-, conduzi-os ao espaço da Biblioteca que tantas vezes visitei e pude, aliás, ver renascer. Recordo-me das suas portas internas que vejo escandalosamente encostadas às paredes exteriores do antigo edifício conventual. Pergunto aos trabalhadores da obra: “Estão a recuperar a Biblioteca? Respondem-me que sim: “Essas portas, pode levá-las, se quiser. São para o lixo, já cá esteve um espanhol que levou umas quantas para uma quinta. Pergunto: “Lixo?!!! Então e a parede com azulejos iguais àqueles ali?”. Perante o meu olhar incrédulo, as crianças desatam à gargalhada: “Oh mãe, os senhores das rotundas vão vender aqui donuts?”. “Sim, lixo”, tornam os trabalhadores. ”Isto está tudo velho, agora vai ter aqui um café e um elevador. Os azulejos estavam para aí, foi a Doutora que os levou, não sabemos para onde.” Confesso-lhe, Sr. Director, que me afastei da Biblioteca Municipal envergonhada pela experiência francamente antipedagógica de desagregação da sua entrada histórica e de cuja integridade arquitectónica tanto me orgulhava. Fujo, para esbarrar com a impotência perante o derrubar da História e com a minha própria incapacidade em fazer algo que impeça, de imediato, a destruição do meu País.

 

Pormenor de portal da Biblioteca atiradas

ao lixo

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