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Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

Quando o nosso coração bate ao compasso do amor por Elvas

Em 10 de Janeiro de 1925 com 37 anos incompletos, na sua Quinta do Bispo, faleceu António Maria de Sousa Sardinha.

Em 10 de Janeiro de 1973, dia em que se cumpria o 48º aniversário da sua morte – Elvas – com a fidalguia de ser: - “ A Rainha da Fronteira” pela sensibilidade da Câmara de então, fez editar 12 sonetos desse grande Poeta – até aí inéditos – antecedendo-os da seguinte nota:

                            “NASCE-SE e morre-se onde Deus quer."

  Mas pode-se eleger, em muitos casos, o local mais grato ao nosso coração, para residir.

António Sardinha (figura do mais alto prestígio nas  Letras Portuguesas, em todos os géneros que cultivou; inspiradíssimo poeta; extraordinário português;  cristão dos mais puros  e sinceros; paladino honesto e batalhador de todas as ideias  que defendeu) escolheu Elvas para viver, construir família, pensar e escrever; amou-a com acrisolado afecto; contou-a com os melhores dotes que Deus lhe deu; quis torná-la sua mãe adoptiva!

Elvas perfilhou-o com orgulho e carinho; chorou-o, desoladamente; quando Deus o levou para a Pátria Celeste.

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Hoje, 48º aniversário da sua morte, reafirma-lhe o seu amor, a sua gratidão, a sua reverência, a sua saudade;

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                          “EVOCA E PERPETUA A SUA MEMÓRIA”.

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Este ano, de 1994, está à beira do fim. Sobre a “Quinta do Bispo” paira o mau agoiro do “plano de pormenor” do Senhor Arquitecto Barral.

Sobre Elvas escreveu António Sardinha in:

“De Vitae t Moribus”:-- “Esta Elvas!... Esta Elvas!...

A noite morre, o dia rompe, outra noite vem, outro dia morre – e Elvas, igual à essência eterna da Vida, com os seus baluartes, o seu Aqueduto, as suas Igrejas, os seus eirados, continua sendo um apelo súbito às forças que dormitam dentro da nossa sensibilidade.

 “Que essas forças que dormitam dentro da nossa sensibilidade”

 – acordem para que a história não registe – dos elvenses de hoje – o desinteresse – que permita à actual Câmara renegar o sentir dos nossos Maiores.

        Que o 1º de Janeiro de 1995 não possa ser assinalado com o perjúrio do que em livro e em pedra se gravou no Aqueduto.

 

                                         Maria José Rijo

 

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Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.271 – 28 – X - 1994

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