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Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

CÂMARA REBATE ALARME

No princípio desta semana, recebemos da Câmara Municipal de Elvas

Um comunicado referente ao texto “Alarme”, publicado no canto superior direito da última página da nossa edição da passada sexta-feira, com assinatura de Maria José Rijo e subscrito pelos elementos da redacção.

 

Assinado pelo Presidente da Câmara, Rondão Almeida, o comunicado tem o seguinte teor:

.

 

“ Em referência ao artigo intitulado “Alarme”, publicado no nº 2.268. de 07-10-94 do Jornal Linhas de Elvas, relativamente à pretensão apresentada à Câmara Municipal de Elvas para o loteamento da denominada Quinta do Bispo informa-se:

1 – A Câmara Municipal de Elvas deliberou unanimemente aprovar o programa-base apresentado, condicionando o prosseguimento do processo à forma de Plano de Pormenor, devendo ser preservada integralmente a casa do literato António Sardinha e todo o Jardim anexo, que passará ao domínio público municipal.

2 -- O aproveitamento urbano implicará a cedência à Câmara Municipal de Elvas para equipamento público de uma área de 2687m2 , da cedência de 5429m2 para jardim público e de 1062m2 para estacionamento.

3 – A cércea máxima autorizada é de 4 pisos, sendo todavia a envolvente próxima da casa de António Sardinha realizada com moradias de 2 pisos, cujo projecto será definido pela Câmara de Elvas com exigência de grande qualidade.

A deliberação tomada ao exigir que o loteamento da Quinta do Bispo se enquadre em Plano de Pormenor, só por si é suficientemente para afastar o “alarme” uma vez que, como todos os planos de pormenor, ficará sujeito a inquérito público.

Todavia, faz-se nota, a preservação da Quinta do Bispo e da zona envolvente deveria ter sido assumida há já muitos anos. Infelizmente a alta densidade habitacional permitida nos loteamentos envolventes da Quinta do Bispo condiciona agora uma intervenção urbanística mais correcta como é desejo desta Câmara Municipal”

 .

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.269

– 14 de Outubro de 1994

ALARME

Cada vez que se agridem ou destroem valores culturais não se progride.

Agrava-se o subdesenvolvimento.

Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles

SIC – 3 de Outubro de 1994

 

Lotear a Quinta do Bispo não ajuda o progresso da cidade.

Muito ao contrário. Porque fazendo-o se enterra história e se suprime uma zona verde importante e vital para a imagem de Elvas como é desejável e salutar que no possível se conserve com mais árvores e menos cimento.

Se “este milagre” de alterar o plano que salvaguardava estes bens foi conseguido pelo Sr. Arq. Paulo Barral a minha piedade para ele pela forma como gere a sua inteligência não olhando ao mal irremediável que semeia; e os meus pêsames à Câmara pelo luto que lança sobre Elvas sem que se perceba com que fins.

 

Palavras de Maria José Rijo subscritas integralmente por esta redacção.

 

N.B. recorde-se que o secular Plátano ali existente foi declarado de interesse público por despacho de Diário da República nº 7 II série de 9-I-975 nos termos do artigo único nº 1 do decreto-lei nº 28468 de 15-2-938 Diário do Governo nº 37 Iª Série.

 

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.268

7 de Outubro de 1994