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Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

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Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

O HYSSOPE

 

 

Como surgiu o poema heróico-cómico

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Vários motivos impeliram António Diniz da Cruz e Silva, poeta parnaseado à composição do poema do HYSSOPE.

 

1º - a instigação de alguns amigos seus de Elvas, com quem conversava todas as noites em casa de seu vizinho António Caetano Falcato, a meio

da rua que  por tal motivo entra na toponímia da cidade – os quais rindo  da grande questão entre o Bispo e o Deão, questão que tinha Elvas dividida – trouxeram-lhe à memória uma outra da mesma índole que serviu de assunto ao Lutrin de Boileau .

        

 2º - O despique da indiferença, para não dizer desprezo, com que António Siniz da Cruz e Silva era tratado pelo Bispo, que taxando-o  de “Literato” não fazia do seu merecimento grande apreço, o que de justiça lhe devia merecer, nem o chamava, por isso aos solenes jantares para que costumava convidar as outras importantes pessoas da cidade incluindo todos os que na comarca  administravam justiça, juiz, etc.

 

3º - A aversão do Bispo a António Diniz da Cruz e Silva pode ter sido originada por este ter procedido contra actos em que o Bispo incorria e que usurpavam a Jurisdição Real.

 

4º - O poeta que o Bispo desprezava deve ter posto a nú, com coragem, actos que representavam menos respeito praticados pelo Bispo contra a justiça secular.

 

5º - O Hyssope surge, pois como um desagravo, dos tertulianos de Elvas, reunidos habitualmente, na casa de António Caetano Falcato. O poeta ditava e o anfitrião escrevia. E assim gastavam as noites compridas de Elvas, bem acompanhados:

“Ordena que lhe tragam prontamente do bom vinho de Borba três garrafas”.

 

6º - Finda a noite o manuscrito fica abandonado, na mesa com as garrafas vazias. Os outros participantes da tertúlia copiam, para recordação, partes do poema que é assim difundido, em manuscrito. Essas cópias ainda hoje são um problema para os eruditos que as estudam, pois o poema difunde-se na Europa culta com traduções em todas as línguas.

 

7º - Se fosse pedida uma definição para esta obra, diria: “Camões, cantou a gesta dos portugueses, António Diniz da Cruz e Silva, no Hyssope cantou para o mundo culto … o Bispo, e a espantosa guerra que o Hyssope excitou na Igreja d’Elvas”.

De leitura tão bela como o poema de Camões.

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.                B.N.N.F

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Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.274 – 18 – XI -- 1994