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Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

A Fé e o Culto

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Talvez a fé e o culto sejam complementares.
Talvez!

 Mas não necessariamente, em públicas manifestações exteriores.

Se a fé for sentida como a crença íntima, a força anímica de uma vida, e o culto for a sua manifestação exterior, quase concluiríamos que sem essa exteriorização não haveria fé o que, convenhamos não tem qualquer fundamento de verdade.
A fé é um sentimento intrínseco da alma, e, dela indissociável, se for autêntico. Então toda a vida da pessoa de fé, em todos os seus actos e atitudes dão disso testemunho até, e muito principalmente nos mais pequenos e insignificantes gestos.
Porque toda a sua vida é um acto de culto, uma oração.

Todo o seu caminho, todo o seu rumo é um esforço individual na procura do que - Crê – conduz ao almejado destino - o regresso ao Criador.

 ...Também não estão visiveis estes dois preciosos vasos antigos, que a Senhora D. Ana Guerra ofereceu (a meu pedido) para a decoração da entrada da biblioteca, como se pode ver pela fotografia.

.......
É erro pensar, julgo eu, que oração é apenas reza feita de palavras que prometem intenções, preces e lamúrias.
A oração é, muito principalmente – atitude. Acção.
Já o culto, em si, pode ser apenas exibicionismo, alarde, sem corresponder a qualquer sentimento autêntico de fé.
Pela fé morreram e morrem os cristãos.
Pela fé se suportam e sofrem injustiças e perseguições.
Mas, pela fé se luta para viver em sã consciência.
Quem acreditar que o pensamento dos homens registado em livros é – também - um bem deste mundo que com convicção, nos cabe defender, a sua obrigação, a sua oração – na circunstância - é o dever de proceder em conformidade com aquilo que a sua consciência lhe impõe e mesmo obscuramente, cumpre.
Não pode, nem deve, estar à espera que se organize uma procissão que o leve em triunfo ou um banquete que aglutine multidões para que o vejam a exercer um dever - que descurou - anos e anos a fio, e, só cumpre à luz de holofotes e palmas em jeito de exibicionismo charlatão de quem a si próprio se cultura e despreza a verdade e o rigor a seu belo talante!
Essa, é em substância, a diferença que separa o alarde da autêntica fé.
Então:
Quem tivesse publicamente assegurado que um determinado trabalho não era prioritário, e tivesse retirado o pessoal que continuava a honrosa tarefa que outros antes tinham iniciado... e tivesse assim dado oportunidade a que alguns exemplares dessa riqueza tivessem desaparecido, pelo uso desprotegido, ignorante e desmazelado desse santuário, não viria quase vinte anos depois fazer, alarde público, mesmo que seja da remodelação duma nobre e bela Biblioteca – e, digo bela - porque é verdade e a verdade respeita-se e reconhece-se – quando os “santos” de culto andaram sabe Deus como e por onde! Tanto que alguns nem voltaram a casa... como oportunamente se registou – até - em jornais ...
Nem viria falar em pormenores de segurança – sem assumir - ter exposto aos azares da sorte em reuniões, descabidas - e incontroláveis – em tal espaço - os bens que agora em “publico acto de culto” assegura proteger , amar...e perigaram abandonados sob a sua responsabilidade.
Também não destruiria “a sala onde se preservavam como seu derradeiro pedido e vontade” as memórias legadas por quem fez do Amor à sua cidade o culto duma vida inteira.
Até em Fátima não se destruiu a “Capelinha” das aparições para construir a Catedral...
Fez-se o que a Fé impõe a quem a sente e respeita: incorporou-se.
A não ser que esteja na forja o
“Museu Eurico Gama” com todos os pertences por ele legados à cidade de Elvas e depositados na antiga Biblioteca por sua viúva a Senhora Dona Maria Amélia Gama - em sala própria, conforme última vontade de seu Marido - há coisas que não se entendem...
Porque numa cidade onde o excesso de “Lembretes” do mesmo autor já chamou - pelo ridículo - a atenção de todo o país só se completará a história com o “museu da lembrança” do que se apagou para escrever outro nome por cima – sempre o mesmo - como se a história começasse em si e depois viesse o apocalipse!...
Como se os elvenses fossem acéfalos, ou imbecis sem eira nem beira, nem discernimento...


     
Honra à memória de Tomaz Pires que - desde 1880 até agora -tinha o seu nobre nome, que se pretendia imortalizado pelos seus contemporâneos, na parede do seu extinto Museu.


      Honra à memória de Eurico Gama, filho ilustre desta terra a que legou - com a sua preciosa biblioteca - o mobiliário modesto do seu gabinete de trabalho, testemunha muda da sua vida dedicada à glória e ao engrandecimento desta nossa cidade – e está agora reduzido a gavetas como se no cemitério do esquecimento o tivessem sepultado de vez!
     
[Oxalá os seus pertences não tivessem engrossado o “lixo” que à porta da Biblioteca tanto atraiu e “regalou”, até turistas espanhóis como a última bandeira da Monarquia que o Museu preservava...]
      Honra a ELVAS – cidade mãe de Heróis e Santos.
      Honra e glória à cidade que ao longo da História resistiu a vis cobiças, vaidades, cercos, saques e batalhas e sempre se reergueu vitoriosa pelo braço corajoso dos seus honrados filhos.

 

        Maria José Rijo

 

 

 

JORNAL LINHAS DE ELVAS

Nº 2.943 – 15 de Novembro de 2007 

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Excerto de reportagem

sobre Elvas da Jornalista

M. Mafalda Serrano

em 25 de Outubro de 2006

(Jornal o Despertador - nº 196)

@@

Tendo eu programada uma visita educativa à nossa mágica Cidade – muito ansiada pelos meus filhos já em idade escolar-, conduzi-os ao espaço da Biblioteca que tantas vezes visitei e pude, aliás, ver renascer. Recordo-me das suas portas internas que vejo escandalosamente encostadas às paredes exteriores do antigo edifício conventual. Pergunto aos trabalhadores da obra: “Estão a recuperar a Biblioteca? Respondem-me que sim: “Essas portas, pode levá-las, se quiser. São para o lixo, já cá esteve um espanhol que levou umas quantas para uma quinta. Pergunto: “Lixo?!!! Então e a parede com azulejos iguais àqueles ali?”. Perante o meu olhar incrédulo, as crianças desatam à gargalhada: “Oh mãe, os senhores das rotundas vão vender aqui donuts?”. “Sim, lixo”, tornam os trabalhadores. ”Isto está tudo velho, agora vai ter aqui um café e um elevador. Os azulejos estavam para aí, foi a Doutora que os levou, não sabemos para onde.” Confesso-lhe, Sr. Director, que me afastei da Biblioteca Municipal envergonhada pela experiência francamente antipedagógica de desagregação da sua entrada histórica e de cuja integridade arquitectónica tanto me orgulhava. Fujo, para esbarrar com a impotência perante o derrubar da História e com a minha própria incapacidade em fazer algo que impeça, de imediato, a destruição do meu País.

 

Pormenor de portal da Biblioteca atiradas

ao lixo

Resposta de Maria José Rijo

 

 

RESPOSTA DA VEREADORA MARIA JOSÈ RIJO

ASSUNTO: - Livros de Registo Paroquial

 

Cumpre-me informar:

 

Relendo cuidadosamente o prefácio da obra: CATÀLOGO DOS LIVROS PAROQUIAIS DA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ELVAS – da autoria do historiador, etnólogo e investigador – Eurico gama, obra que a Academia Portuguesa de História publicou em 1980, encontrei a mais bem elaborada e documentada resposta possível à questão que me foi proposta.

 

Penso que outras Câmaras anteriores a esta determinaram também como única posição de justiça para com a população do concelho de Elvas, ser impensável colaborar no empobrecimento da Biblioteca e Arquivo de que a cidade tanto se orgulha – até porque a própria lei citada refere que os documentos deverão ser incorporados nos Arquivos Distritais - … salvo quanto aos concelhos em que existam arquivos municipais com organizações e instalações, que pela Direcção Geral sejam consideradas satisfatórias -.

Esta é, como o próprio catálogo que refiro mostra e qualquer inspecção poderá reconhecer sem favor, a nossa situação.

 

Creio, embora muito resumidamente, ter respondido com clareza, ao assunto em questão.

 

A Vereadora do Pelouro da Cultura

Maria José Rijo

 

1 - Foi ainda apoiados (ou utilizando) a obra de Eurico Gama que conseguimos – salvar para Elvas – o arquivo dos livros de Registo Paroquial

 

 

 

Registo Paroquial - 2

 

De:

Ministério do Plano e da Administração do Território

22 de Janeiro de 1986

 

ASSUNTO : Livros de Registo Paroquial

 

Da Direcção-Geral dos Registos e do notariado recebemos o ofício junto, em que se expõe a situação de se encontrarem na posse da Câmara Municipal de Elvas livros de registo paroquial, contrariando o disposto no Artigo 3º do Decreto-Lei nº 149783, de 5 de Abril.

 

Assim, em virtude deste preceito legal, venho colocar o assunto à consideração de V.Exa., solicitando igualmente que nos sejam  facultados sobre a posição dessa Câmara, com vista a esclarecer a entidade acima referida.

 

Com os melhores cumprimentos

O Director-Geral

Miguel Ataíde

 

 

Registo Paroquial - I

 

De:

Direcção Geral dos Registos e do Notariado

2 de Janeiro de 1986

 

Para:

Direcção-Geral da Administração Local

Praça do Comercio Lisboa

..

ASSUNTO – Livros de Registo Paroquial Existentes na Câmara Municipal de Elvas

 

Esta Direcção-Geral tem conhecimento de que se encontram indevidamente na Câmara Municipal de Elvas livros de registo paroquial, que não foram oportunamente entregues às conservatórias de registo civil, como impunha o código do Registo Civil de 1911 (artºs. 8º e 10º).

 

Como eles têm mais de cem anos, a sua transferência deve agora fazer-se para o arquivo competente, conforme determinação do artº. 48º. Do código do Registo Civil e nº. 1 do artº. 3º. Do Dec.-Lei n. 149/83, de 5/4.

 

Sucede, porém, que, segundo informação do Instituto Português do Património Cultural, a referida Câmara não tem correspondido às tentativas feitas pelo mesmo Instituto no sentido de realizar aquela transferência.

 

Porque esta situação não deve manter-se em virtude de ser ilegal tenho a honra de a levar ao conhecimento de V.Exª., solicitando que por essa Direcção-Geral sejam tomadas as medidas necessárias à respectiva regularização.

 

Com os melhores cumprimentos

O Inspector-Superior

Maria Ema de Amyl Bacelar Alvarenga Guerra

 

Ofertas para a Biblioteca Municipal de Elvas

 

Oficio de 17 de Agosto de 1989

Assunto: Oferta de documentação de António Sardinha

 

Exmª. Senhora

Formalizada ontem por V. Exª a oferta de tão preciosos documentos, à Biblioteca Municipal cumpre agradecer.

O que faz, juntando fotocópias do respectivo registo.

Com os melhores cumprimentos

 

O bibliotecário-arquivista

Alberto de Oliveira Marinho

 

oficio -  20 -XII - 1989

Foi presente na reunião da Câmara Municipal

em 28 - 12 - 1989

Resolução

A Câmara Tomou conhecimento

.

Assunto: Relação de Ofertas

Exmª Senhora Vereadora

 

Eis a listagem das principais doações à Biblioteca de

entidades particulare, de 1986 a 1989:

 

-- De EURICO GAMA (2ª parte) :- correspondência - 2.604

       - Monografias, publicações e objectos -190

-- De Dr. Pires Antunes:- Monografias, publicações,

       periódicos e materiais diversos -1.406

       discos, acompanhados de um livro -  214

-- De D. Maria José Rijo :-Documentos relativos a

        António Sardinha- 48

-- De Dr. Manuel Paulo Mouta:- Vol. de livros - 47

-- De Dr. Vitória Pires:- idem -- 28

-- De Ernesto Ranita Alves e Almeida :- idem-62

-- De Eng. Engrácio Lopes:- idem -56

-- Do Musicólogo Manuel Joaquim, por sua filha Sra.

D. Lucinda Merino:- idem --102

 

Alberto Marinho

 

ACTA DA CÂMARA MUNICIPAL DE ELVAS

...

 

 INTERVENÇÃO DOS VEREADORES:- A Senhora Vereadora D. Maria José, apresentou à reunião um ofício donde constam os livros oferecidos à biblioteca( documento em anexo número dois). - A Câmara tomou conhecimento.-------------------------------

...

 APROVAÇÃO DA ACTA POR MINUTA:- Deliberado por unanimidade aprovar o teor da presente acta por minuta.----------...

 

Acta da reunião realizada em 28-Dezembro de 1989

Registo de Documentos

 

Registo de Documentos Antigos

do Sr. Dr. António Sardinha

Pertença

da Sra. Dona Maria José Rijo

 8 cartas de António Sardinha para D. Ana Júlia Nunes

da Silva quando Namoro

7 cartas de António Sardinha a seu sogro

13 cartas diversas e outros documentos como

procurações, escrituras, autos de posses,

Dote de casamento da Sra D. Ana Julia Nunes da Silva

Certidão de casamento do Sr. António Sarinha e D. Ana

  Diversos documentos como:

Títulos , registos de conservatória, escrituras de

compra, escrituras,diversas cartas.

...

Num total de 48 documentos

Fizeram o Plano de recuperação...

Fizeram o Plano de recuperação do

Museu António Tomáz Pires

(presentemente desactivado)

o Sr. Dr. Jorge Zacarias Parreira

e a

Drª., Ana Rosa Carvalho Dias

PROPOSTA DE REORGANIZAÇÂO DO ESPAÇO

MUSEOLÓGICO DO NÚCLEO CENTRAL

DO MUSEU DE ELVAS

 

MUSEU DE ELVAS - Concebido como Museu Polinucleado

LOCAL DO NÚCLEO CENTRAL - Colégio dos Jesuitas

 

1-- Objectivos

-- MUSEU DE ELVAS - Núcleo central da actividade histórico-

    cultural do concelho

- Introdução à História da Região, desde as origens até ao séc.

     XIX

      A EXPOSIÇÃO conta de:

    -- Introdução Histórica (em percurso)

    -- Colecções de objectos organizados por épocas, em bolsas

        que acompanham o percurso histórico

    -- Exposições temáticas temporárias

 

2-- ESPAÇO

   .. ACOLHIMENTO -- 1º piso - na actual sala de venda de

                                     bilhetes.

   .. Introdução ao Museu -- Ao longo da escadaria

   .. Audiovisuais e espaço de animação - No alto da escadaria

   .. Percurso histórico: Corredores - Alas Norte,Leste e Sul

   .. Exposições por épocas - 5 salas laterais funcionando como

      bolsas de apoio ao percurso histórico - Arqueologia Pré-

      histórica e Clássica, Arqueologia Medieval e Moderna,

      História Moderna, Barroco e sala forte

    ..Exposições temporárias - Ala Oeste

 

    .. Gabinete do conservador - Sala ao fundo do corredor

         norte

    .. Gabinete de trabalho - 2 salas na ala Leste, uma delas

              com divisórias amoviveis.

    .. Reservas de colecções - 2 salas - pintura e material

          arqueológico

    .. Armazém de materiais de apoio à montagem de exposições

       - 1 sala

 

Nota: As reservas poderão ser visitadas por investigadores e utentes interessados, estando as colecções preparadas e disponíveis para consulta.

As características de cada espaço serão defenidas após haver acordo no sentido da concretização da presente proposta.

 

Évora, Novembro de 1988

 

Rui Jorge Zacarias Parreira

Ana Rosa carvalho Dias