Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

Câmara de 1986 - 1989

 

Na reunião de 20 de Janeiro de 1986, foram distribuídos

Os Pelouros, de harmonia com o disposto na lei.

 

########

 

PRESIDENTE

Administração Geral, Financeira e Administração Pessoal,

Informações e Relações Públicas, Juventude e

Desporto e Habitação.

 

Maria José Rijo

Cultura e Turismo

 

Leonel Nascimento

Saúde, Acção Social, Parque de Máquinas e Oficinas,

Obras, Higiene e Limpeza, Electrificação e Águas.

 

Luís Abreu

Transito e Viação

Parque de Estacionamento e Comércio

 

Barrocas Guerra

Freguesias e Desenvolvimento do Concelho

 

José Marcolino

Mercados, Feiras e Actividades Económicas

 

Aníbal Franco

Jardins, Parques, Espaços Verdes e Comércio

 

###

 

Com este elenco do qual Aníbal Franco se afastou dando

lugar a António Ferreira sob a

Presidência de João Manuel Valente Pereira Carpinteiro

se promoveu corajosamente a recuperação da

Biblioteca Municipal de Elvas como por

comparação, também, fotograficamente se documenta.

 

Maria José Rijo

 

 

 

 

 

Quando o nosso coração bate ao compasso do amor por Elvas

Em 10 de Janeiro de 1925 com 37 anos incompletos, na sua Quinta do Bispo, faleceu António Maria de Sousa Sardinha.

Em 10 de Janeiro de 1973, dia em que se cumpria o 48º aniversário da sua morte – Elvas – com a fidalguia de ser: - “ A Rainha da Fronteira” pela sensibilidade da Câmara de então, fez editar 12 sonetos desse grande Poeta – até aí inéditos – antecedendo-os da seguinte nota:

                            “NASCE-SE e morre-se onde Deus quer."

  Mas pode-se eleger, em muitos casos, o local mais grato ao nosso coração, para residir.

António Sardinha (figura do mais alto prestígio nas  Letras Portuguesas, em todos os géneros que cultivou; inspiradíssimo poeta; extraordinário português;  cristão dos mais puros  e sinceros; paladino honesto e batalhador de todas as ideias  que defendeu) escolheu Elvas para viver, construir família, pensar e escrever; amou-a com acrisolado afecto; contou-a com os melhores dotes que Deus lhe deu; quis torná-la sua mãe adoptiva!

Elvas perfilhou-o com orgulho e carinho; chorou-o, desoladamente; quando Deus o levou para a Pátria Celeste.

.

.

Hoje, 48º aniversário da sua morte, reafirma-lhe o seu amor, a sua gratidão, a sua reverência, a sua saudade;

.

                          “EVOCA E PERPETUA A SUA MEMÓRIA”.

.

.

Este ano, de 1994, está à beira do fim. Sobre a “Quinta do Bispo” paira o mau agoiro do “plano de pormenor” do Senhor Arquitecto Barral.

Sobre Elvas escreveu António Sardinha in:

“De Vitae t Moribus”:-- “Esta Elvas!... Esta Elvas!...

A noite morre, o dia rompe, outra noite vem, outro dia morre – e Elvas, igual à essência eterna da Vida, com os seus baluartes, o seu Aqueduto, as suas Igrejas, os seus eirados, continua sendo um apelo súbito às forças que dormitam dentro da nossa sensibilidade.

 “Que essas forças que dormitam dentro da nossa sensibilidade”

 – acordem para que a história não registe – dos elvenses de hoje – o desinteresse – que permita à actual Câmara renegar o sentir dos nossos Maiores.

        Que o 1º de Janeiro de 1995 não possa ser assinalado com o perjúrio do que em livro e em pedra se gravou no Aqueduto.

 

                                         Maria José Rijo

 

 .

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.271 – 28 – X - 1994