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Ficou escrito...

Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

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Sei para onde vou @ pela ansia de galgar a distância @ de onde estou @ para o que não sou @ *** Maria José Rijo @@@@ Sonhos em que acreditei -- causas que defendi

A QUINTA DO BISPO

A Quinta do Bispo era a de São Sebastião e depois de Aires Varela, a quem foi comprada pelo 6º Bispo de Elvas, D. Manuel da Cunha, donde lhe vem o nome.

 

Em 1800 havia na quinta um palacete e também uma ermida, do Santo Mártir, onde se veneravam também as imagens da Senhora do Bom Sucesso. A 20 de Janeiro era a festa do seu orago, feita pela Câmara (Ermida e palacete foram destruídos no princípio do séc XX para que não servissem de alojamento aos Franceses).

António Sardinha escreveu ali grande parte da sua obra.

 

“… eu vivo numa quinta de gloriosas tradições episcopais com suas altas e copadas árvores, com seu doce e regalado sossego. Por aqui andaram doidejando, ladinas, as musas de António Dinis da Cruz e Silva. E talvez que no mesmo assento tosco em que esta tarde me repousei deleitadamente, ouvindo a queixa saudosista das regas, se sentasse também algum dia, chorando a dor do seu orgulho ferido, aquele D. Lourenço de Alencastre – o prelado famoso da guerra do Hissope”. (Cruz e Silva chamava à quinta, humoristicamente, o Versailles de Sua Excelência, o bispo).

 

Na sua casa da Quinta do Bispo – onde escreveu grande parte da sua obra – faleceu em 10 de Janeiro de 1925 – António Maria de Sousa Sardinha

Atendendo ao seu historial e à sua situação a “Quinta do Bispo” foi considerada Património Cultural da Cidade e, como tal, classificada como zona protegida pelo P.G.U.

A Quinta foi vendida em 24 de Outubro de 1989 já classificada como zona verde – zona reservada não loteável.

Tinha na altura centenas de árvores novas que foram morrendo de sede – ao longo dos impiedosos Verões alentejanos.

De 1989 a 1984 o único cuidado que o proprietário da Quinta teve foi – deixá-la ao abandono para provocar a degradação que “justificasse” a alteração do P.G.U. por um plano de pormenor que os técnicos da Câmara Municipal de Elvas sempre se negaram a fazer.  Veio então de Évora – para o intentar o Arquitecto Paulo Barral.

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                     Maria José Rijo